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CASA DE RETIRO E ENCONTROS

CASA DE RETIRO E ENCONTROS
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Oração para o Jubileu


“Senhor Deus Todo-poderoso, Pai dos pobres, tu nos concedes a graça de celebrar este ano os 350 anos da morte de São Vicente e de Santa Luísa. Agradecemos-te por esta imensa graça. Concede-nos, por sua intercessão, que nos deixemos transformar mais plenamente pelo Espírito que tu lhes destes. Que o Espírito de Caridade inunde os nossos corações e as nossas almas para que o nosso amor pelos nossos irmãos marginalizados e excluídos pela sociedade, seja inventivo até ao infinito, manso, atento, misericordioso, previdente! Faz-nos redescobrir a audácia de Vicente e de Luísa, o zelo e a doçura de um amor sempre renovado pelos pobres, que os ajude realmente a mudar de vida. Ajuda-nos a tornar a nossa fé forte humilde, no nosso mundo que parece tão longe de Ti, mas que de Ti tem uma grande sede. Faz com que possamos ser sinais de esperança para muitos, como o foram Vicente e Luísa,em simples colaboração na viagem sobre o oceano da vida. Ajuda-nos a não recuar diante das dificuldades e a estar sempre prontos a sujar as nossas mãos pelos pobres, nossos mestres. Faz com que na sua escola aprendamos a tornar-nos teus verdadeiros filhos e filhas, herdeiros dignos do carisma que tu confiaste a Vicente e Luísa para o bem da Igreja e da humanidade inteira. Que este ano jubilar seja para toda a Família Vicentina um ano de graça e de conversão,e para os beneficiários do nosso amor um ano de abundantes bênçãos. Amém”.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Uma Reflexão sobre a Caridade

1. INTRODUÇÃO:
“A caridade, alma da missão”. Se não for orientada pela caridade, isto é, se não brotar de um profundo ato de amor divino, a missão corre o risco de se reduzir a única mera atividade filantrópica e social. O amor que Deus nutre cada pessoa constitui o coração da experiência e do anúncio do Evangelho. O amor de Deus, que dá vida ao mundo, é o amor que nos foi concedido em Jesus, Palavra de salvação, ícone perfeito da misericórdia do Pai celeste.
O mandamento de difundir o anúncio do amor de Deus foi confiado por Jesus aos Apóstolos depois da sua ressurreição, e os Apóstolos, interiormente transformados no dia de Pentecostes pelo poder do Espírito Santo, começaram a dar testemunho do Senhor, morto e ressuscitado. A partir de então, a Igreja continua essa mesma missão, que constitui para todos os fiéis um compromisso irrenunciável e permanente.
Por conseguinte, cada comunidade cristã é chamada a fazer conhecer Deus, que é Amor. Foi sobre esse mistério da nossa fé que o Santo Padre o papa Bento XVI desejou deter como ponto de reflexão na sua Encíclica “Deus Caritas est”, isto é, Deus é Amor. Com o seu Amor, Deus permeia toda a criação e a história humana.
O pecado ofuscou no casal Adão e Eva a marca divina. Enganados pelo maligno faltaram ao relacionamento de confiança com o seu Senhor, persuadidos de que desse modo confirmavam o seu livre arbítrio.
Consequentemente, terminaram por perder a felicidade original e experimentaram a amargura do pecado e da morte. Graças a Cristo, Bom Pastor que não abandona a ovelha perdida, aos homens de todos os tempos é conferida a possibilidade de entrar em comunhão com Deus, Pai misericordioso, pronto a acolher novamente em casa o filho pródigo. Um sinal surpreendente desse amor é a Cruz.
Um amor fraterno que Jesus pede aos seus discípulos na “Última Ceia” tem a sua fonte no amor paterno de Deus.
O Apóstolo João observa: “Quem ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus”(I JO. 4, 7). Portanto, para amar segundo Deus é necessário viver nele e dele.
O Papa João Paulo II na sua Encíclica sobre a Missão do Redentor assim escreveu: “da alma de toda a atividade missionária: o amor, que é e permanece o verdadeiro motor da missão, constituindo também “o único critério pelo qual tudo deve ser feito ou deixado de fazer, mudado ou mantido. É o princípio que deve dirigir cada ação, e o fim par ao qual deve tender. Agindo na perspectiva da caridade ou inspirado pela caridade, nada é impróprio e tudo é bom”.
Desse modo, ser missionário quer dizer amar a Deus com todo o próprio ser a ponto de entregar-se, se for necessário, a vida por Ele.
II - O QUE É A CARIDADE?
A palavra caridade vem de caritas, termo usado por São Jerônimo como significado para a palavra grega ágape. A língua grega tem diversas palavras com o significado de amor, porém com sentidos diferentes, como por exemplo:
• Eros – o centro sou eu, desejo de ser amado. É o amor humano.
• Ágape – o centro é o outro, desejo de amar. É o amor divino.
Portanto, a caridade é o amor de Deus, aquele amor tão perfeito e sublime que só pode vir de Deus.
São João define a caridade não apenas como mais uma característica de Deus, mas como sua essência.
São Paulo, apóstolo define a caridade como a fé em ação, o vínculo da perfeição, o caminho que supera a todos, a virtude que nunca passará.
2.1. CONCEPÇÕES DE SÃO VICENTE A RESPEITO DA CARIDADE:
• A caridade como uma resposta verdadeira e afetuosa à necessidade do ser humano conforme o exemplo do Samaritano do Evangelho. Para São Vicente de Paulo, oferecemos nossas mãos e nosso coração a esta ação de Deus, levando sem nos darmos conta, o perfume comunicativo de Jesus.
• O nosso Santo Fundador e Pai Espiritual, Vicente de Paulo entendia a caridade como sendo “um amor elevado acima dos sentidos e da razão pela qual nos amamos uns aos outros pelo mesmo fim pelo qual Jesus Cristo amou as pessoas humanas para fazê-los santos neste mundo e bem aventurados no outro”.
• A caridade nos faz ir até Deus e o que O amemos com todo o entendimento.
III – JESUS CRISTO, ROSTO DE CARIDADE E VERDADE
A caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e, sobretudo, com a sua morte e ressurreição, é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira.
O amor – caritas – é uma força extraordinária, que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz. É uma força que tem a sua origem em Deus, Amor eterno e verdade absoluta.
Por isso, defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade. Amor e verdade são a vocação colocada por Deus no coração e na mente de cada pessoa.
O Papa Bento XVI nos coloca um desafio enorme:
 Será o ser humano capaz de caminhar na caridade e na verdade?
3.1. COMO DEVEMOS FAZER A CARIDADE:
• Evangelho de Mateus: 6, 1-4
• Carta aos Hebreus: 11, 6
• Evangelho de Lucas: 10, 25-37
• I Carta aos Coríntios: 13, 1-13
• Evangelho de Mateus: 25, 31-46
É evidente que a caridade isoladamente, se não for precedida de conversão não resultará na salvação, porque o único caminho que leva à salvação é a cruz de Cristo.
Caridade, portanto, constitui aquilo que de mais importante existe na vida espiritual. Homens e mulheres chamados, amor, ao interesse pelo “outro”, que é o Pobre. A caridade é o preceito fundamental da vida cristã. É o núcleo central da pregação cristã.

Fontes:
1. Caridade-Missão – Organizador PE. Mizaél, CM, 1.a Edição, S.Paulo, 2010;
2. A Caridade como força de transformação. Coleção Vicentina 26. Organizador Pe. Mizaél Donizetti Poggioli, 1.a edição, 2008;
3. Comentários das Encíclicas dos Papas João Paulo, II e Bento XVI –“Missão Do Redentor”, “Deus Caritas Est” e “Caridade na Verdade”.

Pe. Carlos César, CM