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CASA DE RETIRO E ENCONTROS

CASA DE RETIRO E ENCONTROS
CONTATO: RUA SÃO VICENTE DE PAULO,300,ANTONIO BEZERRA - FORTALEZA/CE - TEL:(85)3235-6153

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Padre Rogério Madeiro, PFCM , denuncia assassinato de moradores de rua.

"Não bastasse a humilhação, a discriminação e o esquecimento, o morador de rua ainda tem de conviver com o medo de não amanhecer vivo". Isso é o que constata padre Rogério Madeiro, coordenador das pastorais sociais da Arquidiocese de Maceió, a respeito da atual situação de homens e mulheres que vivem nas ruas de Alagoas, estado do Nordeste brasileiro. Somente neste ano, 31 moradores de rua foram assassinados em todo o estado. Nesta semana, uma audiência pública na Câmara dos Vereadores discutirá o assunto.
De acordo com padre Madeiro, o caso mais recente aconteceu ontem (31) na capital alagoana. Agora, são 31 mortes nos dez primeiros meses do ano, 30 apenas em Maceió. Segundo ele, os crimes acontecem geralmente à noite e em locais onde há maior concentração de moradores de rua, como no Centro da cidade.
Apesar de a polícia suspeitar que os assassinatos sejam motivados por drogas e brigas entre os próprios moradores, o coordenador das pastorais sociais não descarta a possibilidade de "limpeza social". Segundo ele, o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também não deixaram essa hipótese de lado. "Nunca tivemos tanto [assassinato] assim", desconfia.
Notícias dão conta de que um relatório da Polícia Civil de Alagoas sobre os casos foi entregue na semana passada para a Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, a qual pediu ao Ministério da Justiça o acompanhamento da Polícia Federal nos casos.
De acordo com o coordenador das pastorais sociais em Maceió, a Polícia Civil até já começou a investigar os casos, mas ainda não divulgou nenhum resultado. "Não chega a ninguém, [as investigações] não apontam ninguém", comenta.
Padre Madeiro lembra que tanto a Prefeitura quanto a Igreja possuem trabalhos sociais com os moradores de rua de Maceió, mas revela que não são suficientes para "suprir a carência" das cerca de 400 pessoas que moram nas ruas da capital alagoana.

Nota
A Igreja Católica também não ficou calada diante do elevado número de mortes. Na última quinta-feira (28), a Arquidiocese de Maceió divulgou uma nota pedindo a investigação dos casos e o respeito a essa parcela da sociedade. O documento, assinado por Dom Antônio Muniz Fernandes, Arcebispo Metropolitano de Maceió, destacou ainda a falta de resultado das investigações sobre os casos.
"A Igreja acompanha este longo e doloroso calvário de nossos irmãos e irmãs que vivem nas ruas. Inúmeras vezes, de forma pública e privada, dirigindo-se às autoridades sem obter resposta", afirmou, pedindo às autoridades que investiguem os fatos com seriedade a fim de que não fiquem impunes.
Da mesma forma, alertou católicos/as e demais setores da sociedade sobre os crimes cometidos contra os moradores de rua e pediu que todos "contribuam, com suas atitudes, a criar um clima de verdadeira fraternidade e de efetiva justiça".
Audiência Pública
Para discutir a situação dos moradores de rua na capital de Alagoas, a Câmara dos Vereadores de Maceió realizará, na próxima quinta-feira (4), uma audiência pública sobre o assunto. O debate está marcado para acontecer às 10h no Plenário da Câmara (Praça Marechal Deodoro da Fonseca, Centro - Maceió).

* Jornalista da Adital
Pastoral da Comunicação

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Intervenção do Papa Bento XVI na Solenidade de todos os santos

Queridos irmãos e irmãs:
A solenidade de Todos os Santos, que hoje celebramos, convida-nos a elevar o olhar ao Céu e a meditar sobre a plenitude da vida divina que nos espera. “Somos filhos de Deus, e o que seremos ainda não se manifestou” (1 Jo 3, 2): com essas palavras, o apóstolo João nos assegura a realidade de nossa futura relação com Deus, assim como a certeza de nosso destino futuro. Como filhos amados, por esse motivo, recebemos também a graça para suportar as provas desta exigência terrena, a fome e a sede de justiça, as incompreensões, as perseguições (Cf. Mt 5, 3-13), e ao mesmo tempo herdamos já desde agora o que se promete nas bem-aventuranças evangélicas, “nas quais resplandece a nova imagem do mundo e do homem que Jesus inaugura” (Bento XVI, Gesù di Nazaret, Milão 2007, 95). A santidade, imprimir Cristo em si mesmo, é o objetivo da vida do cristão. O beato Antonio Rosmini escreve: "O Verbo se havia impresso nas almas de seus discípulos com seu aspecto sensível... e com suas palavras... tinha dados aos seus esta graça... com a que a alma percebe imediatamente o Verbo” (Antropologia soprannaturale, Roma 1983, 265-266. E nós experimentamos com antecedência o dom da beleza da santidade cada vez que participamos da Liturgia eucarística, em comunhão com a “multidão imensa” dos bem-aventurados, que no Céu aclamam eternamente a salvação de Deus e do Cordeiro (Cf. Apocalipse 7, 9-10). "À vida dos Santos, não pertence somente a sua biografia terrena, mas também o seu viver e agir em Deus depois da morte. Nos Santos, torna-se óbvio como quem caminha para Deus não se afasta dos homens, antes pelo contrário torna-se-lhes verdadeiramente vizinho (Deus caritas est, 42).
Consolados por esta comunhão da grande família dos santos, amanhã comemoraremos todos os fiéis defuntos. A liturgia de 2 de novembro e o piedoso exercício de visitar os cemitérios nos recordam que a morte cristã forma parte do caminho de assimilação a Deus e que desaparecerá quando Deus for tudo em todos. Se bem que a separação dos afetos terrenos é certamente dolorosa, não devemos ter medo dela, porque quando está acompanhada da oração de sufrágio da Igreja, não pode quebrar os profundos laços que nos unem em Cristo. Nesse sentido, São Gregório de Nisa afirmava: “Quem criou tudo com sabedoria, deu esta disposição dolorosa como instrumento de libertação do mal e possibilidade para participar nos bens esperados (De mortuis oratio, IX, 1, Leiden 1967, 68).
Queridos amigos, a eternidade não é “uma sucessão contínua de dias do calendário, mas algo parecido com o instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade” (Spe Salvi, 12) do ser, da verdade, do amor. Encomendemos à Virgem Maria, guia segura para a santidade, nossa peregrinação para a pátria celestial, enquanto invocamos sua maternal intercessão pelo descanso eterno de todos os nossos irmãos e irmãs que dormiram na esperança da ressurreição.

Fonte: Zenit

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Conhecendo os futuros diaconos da Congregação da Missão

Gilvan Manuel da Silva Sousa nasceu na cidade de Teresina (PI) aos 24 de agosto de 1980, sendo o 11° filho do casal Manoel Anísio de Sousa e Antonia Rosa da Silva Sousa. Foi batizado no natal de 1983, na Matriz de NossaSenhora dos Remédios (Piripiri – PI). Ingressou na Congregação da Missão no dia 22 de fevereiro de 2002 (Fortaleza – CE). Cursou o Bacharelado em Filosofia (2003-2005) no ITEP (Instituto Teológico Pastoral do Ceará). Fez o seminário interno (Noviciado) no ano de 2006, em Petrópolis (RJ) e o Bacharelado em Teologia (2007-2010) no IRFP (Instituto Regional para Formação Presbiteral – CNBB N2), na cidade de Belém do Pará. Emitiu os votos perpétuos no dia 06 de agosto de 2010.


                                                                


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Marcelo Pontes da Silva nasceu na cidade de Vera Cruz (RN), aos 13 de maio de 1981, sendo o 8° filho do casal Antonio Pontes da Silva e Beatriz Ferreira Alves. Recebeu o batismo no dia 01 de novembro do mesmo ano na paróquia de Sant`Ana e S. Joaquim, em S. José de Mipibu (RN). Ingressou na Congregação da Missão no dia 22 de fevereiro de 2002 (Fortaleza - CE). Cursou o Bacharelado em Filosofia (2003-2005) no ITEP (Instituto Teológico Pastoral do Ceará). Fez o seminário interno (Noviciado) no ano de 2006, em Petrópolis (RJ) e o Bacharelado em Teologia (2007-2010) no IRFP (Instituto Regional para Formação Presbiteral – CNBB-N2), na cidade de Belém do Pará. Emitiu os votos perpétuos no dia 06 de agosto de 2010.








 





Comunidade em festa!!


11/11 - Pe.Severino
Paróquia da Imaculada Conceição
Belém/PA

Fundação da Companhia das Filhas da Caridade

A ORIGEM
A Companhia, fundada no século XVII por São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac, é conhecida na Igreja pelo nome de Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Servas dos Pobres. (c.1.1)
São Vicente dizia às Irmãs: "Tende presente: foi o povo, ao ver o que fazeis e o serviço que nossas primeiras Irmãs prestavam aos Pobres, que vos deu tal nome; este permaneceu como característico de vossa atividade" (s. v.P. 04.03. J 658).
A Companhia das Filhas da Caridade é uma Sociedade de Vida Apostólica em comunidade, que assume os Conselhos Evangélicos de castidade, pobreza e obediência, conforme suas constituições e estatutos, para servir corporal e espiritualmente os Pobres, vendo neles a pessoa de Jesus Cristo Crucificado.
O início da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo foi muito simples e inesperado:
Uma família do Vilarejo, hoje cidade de CHATILLON - SUR - CHALARONNE, estava ameaçada pela doença e na casa não havia nenhuma pessoa em condições de dar assitência aos dontes.
Durante a Missa, São Vicente recomenda esta família necessitada aos fiéis. E à tarde, quando ele mesmo vai visitar a família, ele encontra uma multidão de pessoas indo e vindo. São Vicente entendeu o sinal de Deus: tão somente é necessário canalizar e organizar esta caridade que as pessoas já trazem no coração. Neste dia nasceu a Confraria das Senhoras da Caridade.
São Vicente descobriu a miséria material e espiritual de sua época e consagrou sua vida ao serviço e à evangelização dos pobres.
Para isso fundou as Confrarias da Caridade ( Senhoras da Caridade, hoje, Voluntárias da Caridade) e os Padres da Missão. Nesta ocasião encontrou-se com Luiza de Marillac e associou-a a sua atividade com os pobres. As senhoras da Caridade, impedidas por seus maridos, deixaram de assistir pessoalmente os pobres, mandando suas criadas. Uma jovem camponesa, Margarida Naseau, apresentou-se ao Padre Vicente para dedicar-se aos mais humildes trabalhos que as senhoras das confrarias não assumiam junto aos pobres. Com grande amor evangélico, fez-se a serva dos mais abandonados. Seu exemplo foi comunicativo, pois logo outras jovens a seguiram. Vicente as confia à Luiza de Marillac para instruí-Ias.
A 29 de Novembro de 1633 as (4) quatro primeiras Irmãs se reúnem com Luiza para viver um mesmo ideal, em comunidade fraterna. Seis meses depois já são (12) doze. Foi uma novidade na época, pois até então só havia vida consagrada em clausura. E agora elas vivem no meio do povo, indo à casa dos pobres para atender os doentes. Depois, à medida das necessidades, ocuparam-se dos doentes nos hospitais, da instrução das jovens, das crianças abandonadas, dos galés, dos soldados feridos, dos refugiados, das pessoas idosas, dos dementes e outros...
Alguns anos mais tarde, convictos de que a Caridade de Cristo que deve impulsionar a Companhia não conhece fronteiras, os Fundadores enviaram à Polônia um primeiro grupo de Irmãs.
A 18 de janeiro de 1655, a Companhia foi aprovada pelo Cardeal de Retz, Arcebispo de Paris, e, a 8 de junho de 1668, recebeu a aprovação pontificia do Papa Clemente IX.



Santa Catarina Labouré ( 1806- 1876) - Filha da Caridade.

Catarina Labouré nasceu em Fain-les-Moutiers, França, a 02 de maio de 1806 e, no dia seguinte, foi batizada. Apesar do bonito nome, todos a chamavam de Zoé. Catarina tinha apenas nove anos quando sua mãe morreu. Nesta ocasião, foi vista de pé, sobre uma mesa, apertando ao coração a imagem de Maria e dizendo: De agora em diante, serás a minha mamãe.
Com a ida de sua irmã mais velha para a Companhia das Filhas da Caridade, assumiu toda a responsabilidade de dona de casa, com apenas 12 anos. Catarina cozinhava, levava a comida aos trabalhadores do campo, assumia os afazeres domésticos e se desvelava, tal como uma boa mãe, no cuidado do pequeno irmão Augusto. Mesmo com todas essas ocupações ordinárias, nada a impedia de achar tempo para fazer seus exercícios de piedade, oração e meditação.
Quanto à sua vocação, um fato singular lhe mostrou qual comunidade deveria escolher. Catarina sonhou com um padre idoso e de semblante sereno, que lhe dizia: Minha filha é muito bom cuidar dos doentes; agora tu foges de mim, mas um dia tu me procurarás e serás feliz em achar-me. O bom Deus tem desígnios sobre ti.
Mais tarde, ao entrar no parlatório de uma das casas das Filhas da Caridade, Catarina ficou impressionada ao encontrar um retrato parecido com o padre que tinha visto em sonho. Perguntou, então, quem era. Quando lhe disseram que era São Vicente de Paulo, o mistério se esclareceu e ela compreendeu que era o fundador da Comunidade a que deveria pertencer.
Quando Catarina revelou ao pai o seu desejo, foi severamente repreendida e proibida de tomar tal iniciativa. Só a 21 de abril de 1830, conseguiu a permissão e entrou para a Companhia das Filhas de Caridade.
No Seminário, Irmã Catarina recebeu a graça extraordinária de ver a Santíssima Virgem, sem jamais alterar o ritmo ordinário de seu cotidiano de oração intensa e trabalho zeloso. Dessa forma, deixava transparecer a constância de seu caráter e a autêntica humildade que carregava em seu íntimo e que a todos encantava. Continuava sua vida na simplicidade, no silêncio e na dedicação aos Pobres. Somente o Padre Aladel, seu orientador espiritual e confessor, que a seguia muito de perto, ficara sabendo das aparições e das mensagens da Santíssima Virgem. Exteriormente, em nada se distinguia das outras Irmãs, senão por uma fascinante discrição e prudência, consagrando-se inteiramente a Deus e aos Pobres como simples e humilde Filha da Caridade.
As aparições se deram em três momentos. A primeira foi na noite de 18 para 19 de julho de 1830, na qual a Virgem lhe apareceu sentada em uma cadeira na Capela da Casa-Mãe das Irmãs. Na segunda, a Virgem apareceu segurando um globo em suas mãos. E, na terceira, a 27 de novembro, foi-lhe revelado o formato da Medalha que deveria ser cunhada, logo chamada Medalha Milagrosa.
Irmã Catarina, depois da formação inicial, durante a qual aconteceram as aparições, passou seus outros 46 anos de vida em Reuilly, num humilde e silencioso serviço aos pobres anciãos. As aparições da Santíssima Virgem, a Senhora das Graças, não foram para Irmã Catarina motivo de orgulho ou de ambições por privilégio e reconhecimento. Sua experiência de intimidade com a Mãe do Senhor potencializava seu amor a Deus e sua abertura às necessidades do próximo. Doada inteiramente à sua missão de Filha da Caridade, Irmã Catarina, ao longo de sua vida, expressou, com palavras e ações, a graça que tinha recebido: ser mensageira do amor de Jesus Cristo, tão bem vivido por Nossa Senhora, aquela que, no sentir de São Vicente, melhor do que nenhum outro penetrou no sentido das máximas evangélicas e as praticou (SV XII, 129 / ES XI, 428).
A 31 de dezembro de 1876, chegou para ela o derradeiro dia na terra. Uma das Irmãs presentes, à hora de sua morte, disse-lhe, com acento de tristeza: Irmã Catarina, partes sem me dizer uma palavra da Santíssima Virgem? Então, inclinando-se para a Irmã, murmurou: Nada posso dizer. Meu confessor tem essa missão. Cinqüenta e três anos após sua morte, seu corpo foi exumado e, surpreendentemente, encontraram-no inteiramente conservado.
Santa Catarina Labouré: uma vida escondida com Cristo no coração de Deus (cf. Cl 3, 3). Um silêncio mais eloqüente do que muitos discursos. Um testemunho de que a santidade é dom e tarefa, compromisso a ser assumido na brisa suave do cotidiano da vida, onde Deus se manifesta.
Beatificação: 28 de maio de 1933, por Pio XI
Canonização: 27 de julho de 1947, por Pio XII
Memória Litúrgica: 28 de novembro














Lazaristas rezam no túmulo dos coirmãos falecidos