center
center

.

.

CASA DE RETIRO E ENCONTROS

CASA DE RETIRO E ENCONTROS
CONTATO: RUA SÃO VICENTE DE PAULO,300,ANTONIO BEZERRA - FORTALEZA/CE - TEL:(85)3235-6153

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Memória da Beata Lindalva Justo - Filha da Caridade

Irmã Lindalva foi a primeira mulher a ser beatificada no Brasil. Era ainda uma jovem Filha da Caridade, com 4 anos de vocação, quando sofreu o martírio. Sua fidelidade à vocação e seu amor a todas as pessoas, sem preferências, eram tão intensos que ela não hesitou em entregar sua vida por eles.
1953, 20 de outubro -  Nascimento
1989, 16 de julho - Entrada na Companhia das Filhas da Caridade
1989, 26 de julho - Envio em Missão para o Asilo Dom Pedro II
1993, 9 de abril -  Martírio
2007, 2 de dezembro -  Beatificada em Salvador, Bahia
7 de janeiro - Dia da festa
Nascida no dia 20 de outubro de 1953 no Brasil, na aldeia de Açu, Estado de Rio Grande do Norte, Lindalva é a 6ª de uma família de 15 filhos. Seus pais muito católicos têm uma fé simples e profunda. Lindalva recebe uma educação cristã comum. Menina generosa ajuda a mãe espontaneamente em casa. Sempre atenta, faz-se mediadora nas disputas entre seus amigos, ajudando-os a resolvê-las com doçura. Não é indiferente aos infortúnios dos outros; visita pessoas que vivem sozinhas ou pobres de sua cidade; algumas vezes, aconteceu-lhe até mesmo dar-lhes, na discrição, suas próprias roupas. Progressivamente, Lindalva compreende que seu caminho é o de Cristo que vai ao encontro dos pobres para testemunhar-lhes o amor de seu Pai. Após os estudos de Assistente em Administração, dedica-se a cuidar do pai idoso e doente que veio a falecer. Lindalva pede então ser admitida na Companhia das Filhas da Caridade: “Tenho 33 anos, sou de uma família simples e honesta. Faz muito tempo que sinto o desejo de entrar na vida religiosa, mas somente agora estou disponível a seguir o chamado de Deus. Gozo boa saúde e me sinto disponível e generosa para fazer o bem…”
No dia 16 de julho de 1989, Lindalva ingressou no seminário das Filhas da Caridade na Província de Recife. Enviada em missão em 1991 ao Abrigo Dom Pedro II, em Salvador, Estado da Bahia, ela é encarregada de coordenar o serviço aos homens idosos ou doentes.
Lindalva ama as pessoas idosas com um coração manso e humilde; olha-os com espírito de fé como seus senhores e mestres: “Peço a Deus que nos conceda sua sabedoria e sua docilidade para bem servir os pobres, nossos mestres”. Ela compreende a vocação como uma resposta à vontade de Deus: “Quando Deus chama alguém, não adianta se esconder. Mais cedo ou mais tarde, a vontade d’Ele prevalecerá”. Sua fé é uma adesão simples e total aos acontecimentos da vida que ela acolhe como um dom e um apelo de Deus: “Cada dia de nossa vida deve ser um dia de renovação e agradecimento a Deus pelo dom da vida e de seu chamado a seguir seu Filho, Jesus Cristo servindo-O nos pobres”. O elã de seu coração torna-a capaz de vencer todas as dificuldades: “Em todos os momentos das minhas orações, sinto um desejo tão grande do amor de Deus que um dia vou conseguir, nem que seja no último dia da minha vida”. Ela sabe partilhar sua fé com outros jovens e animar as companheiras em dificuldades: “Quando a dúvida de nossa vocação inquietar nosso coração, é necessário entregar-nos totalmente a Deus”.
“É carregando a Cruz que conhecemos o amor de Deus”. Estas palavras que a própria Irmã Lindalva pronunciou ressoam de maneira profética.
Enérgica, sorridente e disponível, Lindalva irradia a presença de Deus; ela vive sua vocação de serva dos pobres com um espírito de justiça impregnado de amor: ela ama cada um deles sem favoritismo e sem discriminação.
Na Sexta-Feira, 9 de abril de 1993, ao raiar da aurora, Lindalva participa com suas companheiras da Via-Sacra na Paróquia: a Cruz é o sinal do amor que se dá até ao extremo: “Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
Ao regressar, Lindalva prepara, como todas as manhãs, o café da manhã para os residentes. Logo que ela começa seu serviço, é brutalmente assassinada por um doente de 46 anos invadido pela loucura da violência: ele não suportava que ela resistisse às suas solicitações.
Esta jovem Filha da Caridade certamente não pensava em morrer tão cedo. Tendo feito de sua vida uma oferenda, ela testemunha por sua morte que: “Não há maior amor do que dar sua vida por aqueles que se ama” (Jo 15,13).
O processo de sua beatificação começou com uma aclamação popular. As pessoas ficaram impressionadas com a fé desta jovem Irmã, com seu serviço dos pobres e sua fidelidade ao seu compromisso que a conduziu até o martírio. Sua beatificação aconteceu em Salvador – Bahia – Brasil no dia 25 de novembro de 2007, festa de Cristo Rei, num imenso estádio com a presença de mais ou menos 60.000 pessoas.

Fonte:filles-de-la-charite.org

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Os Magos representam os povos, como Civilizações, Religiões e Culturas

Palavras do Papa Bento XVI durante o Angelus na Epifania do Senhor.
Queridos irmãos e irmãs!
Desculpem o atraso. Ordenei quatro novos Bispos na Basílica de São Pedro e o rito durou um pouco mais. Mas hoje celebramos, sobretudo a Epifania do Senhor, a sua manifestação para as pessoas, enquanto várias Igrejas Orientais, segundo o calendário Juliano, festejam o Natal. Esta pequena diferença, que faz sobrepor os dois momentos, ressalta que aquele Menino, nascido na humilde gruta de Belém, é a luz do mundo, que orienta o caminho de todos os povos. É uma aproximação que nos faz refletir também do ponto de vista da fé: por um lado, no Natal, diante de Jesus, vemos a fé de Maria, de José e dos pastores; hoje, na Epifania, a fé dos três Reis Magos vindos do Oriente para adorar o rei dos Judeus.
A Virgem Maria, juntamente com seu esposo, representa a "estirpe" de Israel, o "resto" preanunciado pelos profetas, de onde deveria surgir o Messias. Os Magos, portanto, os povos, e podemos dizer também as civilizações, culturas e religiões, que estão, por assim dizer, no caminho para Deus, em busca do seu reino de paz, de justiça, de verdade, e de liberdade. Há um primeiro núcleo, personificado, sobretudo, por Maria, "filha de Sião": um núcleo de Israel, o povo que conhece e têm fé no Deus revelado aos Patriarcas e no caminho da história. Esta fé se cumpre em Maria, na plenitude dos tempos; nela "bem-aventurada porque acreditou" o Verbo se fez carne, Deus "apareceu" no mundo. A fé de Maria se torna a primícia e o modelo de fé da Igreja, povo da Nova Aliança. Mas este povo é desde o inicio universal, e isso vemos hoje nas figuras dos Magos, que chegam a Belém seguindo a luz de uma estrela e as indicações das Sagradas Escrituras.
São Leão Magno diz: "incontável descendência outrora prometida ao santo patriarca Abraão; descendência gerada não segundo a carne, mas pela fecundidade da fé " (Sermão 3 pela Epifania, 1: PL 54, 240). A fé de Maria pode ser comparada à de Abraão: é o novo início da mesma promessa, do mesmo plano imutável de Deus, que agora encontra o seu cumprimento em Jesus Cristo. E a luz de Cristo é tão límpida e forte que torna inteligível tanto a linguagem do cosmo, quanto das Escrituras, de modo que todos aqueles que, como os Magos, são abertos à verdade, podem reconhecê-la e chegar a contemplar o Salvador do mundo.
São Leão Magno diz ainda: “Entrem, pois, todos os povos, entrem na família dos patriarcas,... que todos os povos adorem o Criador do universo; e Deus não seja conhecido apenas na Judéia mas no mundo inteiro” (ibid.). Nesta perspectiva, podemos ver também as Ordenações episcopais que tive a alegria de conferir esta manhã na Basílica de São Pedro: dois dos novos bispos permanecerão a serviço da Santa Sé, e os outros dois partirão para serem Representantes Pontifícios junto a duas nações. Rezemos por cada um deles, pelo seu ministério, e para que a luz de Cristo brilhe no mundo inteiro.










Fonte: Zenite