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CASA DE RETIRO E ENCONTROS

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CONTATO: RUA SÃO VICENTE DE PAULO,300,ANTONIO BEZERRA - FORTALEZA/CE - TEL:(85)3235-6153

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Propedeutico: Seminaristas viajam para Visitar suas Familias.

Por Sem. Arthur Basílio
A partir de hoje começa em nosso Seminário Propedêutico o período de férias. Momento em que estaremos voltando para nossas casas, ao encontro do aconchego de nossos familiares e amigos.
Foi um semestre muito positivo graças a Deus! No início com algumas dificuldades, devido ao fato de não conhecermos uns aos outros, mas com o tempo fomos aprendendo através da convivência, dos estudos acadêmicos, das missões e da espiritualidade, a ser o que hoje podemos afirmar sem medo de errar: uma família!
Que bom poder ter esse sentimento dinâmico em nossas vidas. No mês de janeiro deixávamos nossas histórias de vida com um grande sentimento saudosista para poder morar em Fortaleza. Agora é o contrário! Saímos de Fortaleza para nossas histórias particulares, mas com uma grande saudade da nova família que constituímos. Não somos mais os mesmos! Agora fazemos parte de um novo modelo de vida, com o emblema vicentino marcado em nossos corações.
Somos muito gratos a todos vocês que durante todo esse semestre rezaram por nós, pelas nossas vocações, e pela suscitação de novas vocações! E humildemente pedimos que continuem rezando. E com a graça de Deus, no próximo semestre, estaremos todos de volta para a continuidade desse bonito projeto de vida!

Deus abençoe!!
 

Comemoração da Memória Litúrgica da Bem Aventurada Margarida Rutan ( Martir)

Margarida Rutan nasceu em 23 de abril de 1736, em Metz, na Lorena; foi batizada no mesmo dia. Margarida é a 8ª de 15 filhos. Marie Forat, sua mãe, é profundamente cristã e seu pai, Charles Gaspard Rutan, trabalhador honesto e corajoso. Com eles, ela aprende a acolher a vida como um dom de Deus.
Seu pai ensina a filha matemática e desenho. Em breve, ela é capaz de assumir a contabilidade da empresa de seu pai. Margarida ajudará toda a sua família até a idade de 21 anos.
Habitada por convicções profundas, ela compreende que Jesus a chama; com Ele, ela busca orientar suas forças ao serviço dos pobres.
Em 1756, Ir. Margarida Rutan entrou na Companhia das Filhas da Caridade para estar perto daqueles que sofrem ou que a história marginaliza e exclui. Ela deseja servi-los. Seguindo o Cristo, ela deseja suscitar a vida e a caridade ao seu redor, encorajar uma dinâmica de caridade. Durante 20 anos, ela coloca a serviço dos pobres, tudo o que ela é e recebe sem cessar de Deus e dos outros, aonde quer que os superiores a enviem.
Em 1779, seus superiores lhe confiam o serviço de uma comunidade no hospital de Dax. Durante dez anos, Ir. Margarida e suas Irmãs mantêm uma relação simples e fraterna com toda a população da cidade que lhes manifesta consideração, respeito e admiração.
1789, um período turbulento começa: a Revolução. Ele perturbou profundamente o país e atingiu pessoalmente Ir. Margarida, fazendo-lhe conhecer o sofrimento e a morte (9 de abril de 1794). É sua fidelidade ao Cristo e a Igreja que conduz Ir. Margarida ao martírio. Com efeito, a vida de Ir. Margarida era profundamente ancorada na pessoa de Cristo e sua Palavra. Cada dia, na escuta da Palavra, ela fazia a experiência do amor de Deus que modelava seu ser em profundidade e a comprometia a servir como Ele.
A exemplo de Cristo, Servo dos seus irmãos, ajoelhado para lavar os pés, Ir. Margarida deu sua vida para servir os pobres, os doentes e construir a fraternidade com todos.
A exemplo de Cristo, Servo da vontade do Pai, Ir. Margarida orientou toda a sua vida em relação ao Evangelho, desejando somente uma coisa: realizar a vontade de Deus.
A exemplo de Cristo, Servo Sofredor, desprezado, perseguido, Ir. Margarida se abandonou totalmente em Deus. Durante a tormenta revolucionária, ela testemunhou seu amor ao extremo.

Comemoração da Memória Litúrgica das Bem-Aventuradas Martires de Arrás.

Na época da tumultuada Revolução francesa, coroaram suas vida com o martírio, no serviço dedicado aos pobres e a fidelidade de sua Fé em Cristo e na Igreja as Filhas da Caridade: -Irmã Maria Madalena Fontaine, nascida em Etrepagny - França, a 22 de abril de 1723 e Filha da Caridade desde 9 de julho de 1748.
-Irmã Maria Francisca Lanel, nascida em Seine-Maritime-França a 24 de agosto de 1745 e Filha da Caridade desde 10 de abril de 1764.
-Irmã Teresa Madalena Fantou, nascida em Miniac-Morvan me-et Vilaine França, a 29 de julho de 1747 e Filha da Caridade desde 28 de setembro de1771.
-Irmã Joana Gerard, nascida em Cumiéres Meuse - França, a 23 de outubro de 1752 e Filha da Caridade desde 17 de setembro de 1776.
Essas Irmãs trabalhavam em Arras, todas dedicavam-se com amor às obras preferidas pelo coração de São Vicente: escola para as meninas pobres, visita a domicílio, assistência aos doentes em suas próprias casas e outros que em grande número freqüentavam o dispensário por elas mantido.
Em 1788 a França soma os horrores da Revolução e a Igreja chorava seus filhos barbaramente perseguidos. Em 2 de novembro a Assembléia Nacional, chamada Constituinte, confiscou todos os bens eclesiásticos, suprimiu as ordens e Congregações Religiosas, obrigando ao juramento à Constituição herética.
Como as Irmãs se negaram a prestar o juramento pedido, foram presas, no dia 5 de abril de 1794 e levadas para a prisão de Abbatiale, onde já existiam 500 outras senhoras prisioneiras. Parece que Deus providencialmente colocava no meio dessas infelizes senhoras, as quatro Filhas da Caridade, para servir-lhes de consolo e força à coragem abatida. Prisioneiras e condenadas às mesmas privações ajudá-las-iam a abandonarem-se à vontade de Deus.
No dia 5 de abril as Irmãs foram levadas para o interrogatório e condenadas à guilhotina. Encarceradas na prisão dos Baudets de onde só sairiam para a morte.
No dia 25 de junho de 1794, às 10 horas da noite, as Irmãs foram levadas de carruagem para Cambrai para serem guilhotinadas.
Antes de ser decapitada a Irmã Fontaine, dirigiu palavras de esperança e consolo ao povo dizendo: "Cristãos, escutai-me, nós seremos as últimas vítimas. Amanhã cessará a perseguição, o patíbulo será demolido e os altares de Jesus Cristo, ressurgirão gloriosos." Foram guilhotinadas, no dia 26 de junho de 1794. As palavras da Irmã Fontaine, cumpriram-se. Elas foram, de fato, as últimas vítimas da revolução.
O Papa Bento XV Beatificou-as em 13 de junho de 1920.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Encontro de Formação para Formadores em Aparecida/SP

Teve inicio no dia 21/06 no Seminário Bom Pastor, da Arquidiocese de Aparecida, um encontro de formação para formadores. O encontro será um momento propicio para intercâmbios: temas, vivências, socialização das experiências da formação em diversos lugares do Brasil. O Pe. Amedeo Cencini, assessor do encontro, dará uma contribuição singular:"A construção das relações na comunidade formativa". 
A conclusão do encontro culminará no dia 25/06, com a celebração Eucaristia, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, transmitida pela TV Aparecida as 9:00h.
Que Deus abençoe o Pe.Adriano, formador da etapa de Teologia, da Província de Fortaleza da Congregação da Missão, que participa deste encontro junto a tantos irmãos e irmãs formadores.

Natividade de São João Batista

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
Voz do que clama no deserto
A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente. Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo: tal fato tem, sem dúvida, uma explicação. E se não a soubermos dar tão bem, como exige a importância desta solenidade, pelo menos meditemos nela mais frutuosa e profundamente. João nasce de uma anciã estéril; Cristo nasce de uma jovem virgem.
O pai de João não acredita que ele possa nascer e fica mudo; Maria acredita, e Cristo é concebido pela fé. Eis o assunto que quisemos meditar e prometemos tratar. E se não formos capazes de perscrutar toda a profundeza de tão grande mistério, por falta de aptidão ou de tempo, aquele que fala dentro de vós, mesmo em nossa ausência, vos ensinará melhor. Nele pensais com amor filial,a ele recebestes no coração, dele vos tornastes templos.
João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois Testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: A lei e os profetas até João Batista (Lc 16,16). Ele representa o antigo e anuncia o novo. Porque representa o Antigo Testamento, nasce de pais idosos; porque anuncia o Novo Testamento, é declarado profeta ainda estando nas entranhas da mãe. Na verdade, antes mesmo de nascer, exultou de alegria no ventre materno, à chegada de Maria. Antes de nascer, já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por ele. Tudo isto são coisas divinas, que ultrapassam a limitação humana. Por fim, nasce. Recebe o nome e solta-se a língua do pai. Relacionemos o acontecido com o simbolismo de todos estes fatos.
Zacarias emudece e perde a voz até o nascimento de João, o precursor do Senhor; só então recupera a voz. Que significa o silêncio de Zacarias? Não seria o sentido da profecia que, antes da pregação de Cristo, estava, de certo modo, velado, oculto, fechado? Mas com a vinda daquele a quem elas se referiam, tudo se abre e torna-se claro. O fato de Zacarias recuperar a voz no nascimento de João tem o mesmo significado que o rasgar-se o véu do templo, quando Cristo morreu na cruz. Se João se anunciasse a si mesmo, Zacarias não abriria a boca. Solta-se a língua, porque nasce aquele que é a voz. Com efeito, quando João já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: Quem és tu? (Jo 1,19). E ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto (Jo 1,23). João é a voz; o Senhor, porém,no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.