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CASA DE RETIRO E ENCONTROS

CASA DE RETIRO E ENCONTROS
CONTATO: RUA SÃO VICENTE DE PAULO,300,ANTONIO BEZERRA - FORTALEZA/CE - TEL:(85)3235-6153

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Palavras do Superior Geral por ocasião da festa de São Vicente de Paulo

Queridos membros da Família Vicentina,
Que a graça e a paz de nosso Senhor Jesus Cristo estejam com todos vocês!
Nesta festa de São Vicente de Paulo, uno-me a vocês para agradecer a Deus pela benção de servir a seu querido Povo; sobretudo a estes homens e mulheres excluídos de sua participação na sociedade; estas pessoas que vivem nas periferias, nossos mestres e senhores. Somos chamados a servir a estes homens e mulheres e a encontrar Cristo neles. Exortam-nos a não só a darmos-lhes nossas vozes em suas causas, mas também a escutá-los e falar por eles. Por isto, como consequência de nossa identificação com eles, convidam-nos a que sejamos seus amigos. (cf. Papa Francisco, Evangelii Gaudium, #198).
Ao responder o chamado para participar no processo da Nova Evangelização, nós, como Vicentinos, temos uma contribuição excepcional a oferecer. Primeiro, durante este ano da colaboração se nos apresenta uma oportunidade para fortalecer os vínculos de cooperação e solidariedade, entre os quase trezentos ramos da Família Vicentina; naqueles lugares onde estes vínculos podem ser débeis ou inexistentes; somos desafiados a explorar caminhos e meios para estabelecer tais vínculos. Dita colaboração é essencial se continuaremos a dar o testemunho de que todos somos um Povo de Deus, uma Família Vicentina.
Vicente de Paulo falou com frequência sobre um processo afetivo e efetivo de evangelização. Nosso esforço para tornar realidade uma colaboração maior entre nós é o melhor meio de assegurar que chegamos a muitos mais membros esquecidos da sociedade.
Além disso, creio que temos outra contribuição importante para oferecer à Igreja, na medida em que nos comprometemos com a Nova Evangelização. Nos últimos anos, temos visto distintos ramos da Família Vicentina unirem-se para mudar estruturas injustas e opressivas, que impedem as pessoas viverem dignamente. Nossa implicação neste processo colaborador de mudança de estruturas nos capacita para que sejamos discípulos-missionários Vicentinos.
Continuemos trabalhando juntos em processos criativos de colaboração de mudança de estruturas; recordando que a última palavra pertence ao livro do Apocalipse: “E vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra deixaram de existir e o mar já não mais existia” (Ap 21, 1)… E que Deus nos abençoe hoje e todos os dias de nossa vida.
Seu irmão em São Vicente de Paulo,
Reverendo. G. Gregory Gay, CM
Superior Geral

Palavras do Visitador por ocasião da festa de São Vicente de Paulo

Saúde, paz e muita disposição missionária para o seguimento de Jesus Cristo Evangelizador dos Pobres!

Estimados Coirmãos, seminaristas e vocacionados:

Mais uma vez, estamos celebrando a festa do nosso fundador São Vicente de Paulo.O dia 27 de setembro é data significativa para nós, missionários lazaristas, para várias ramos da Família Vicentina e para muitos leigos que colaboram conosco em nossa missão.

Por ocasião da Festa de São Vicente, somos convidados a agradecer por todo bem que a Congregação da Missão realiza no Brasil até hoje e a pedir para que, em espírito de colaboração, com renovado ardor apostólico e com fidelidade criativa, àluz da espiritualidade vicentina e atentos aos apelos de Deus, continuemos a bonita missão que o Senhor nos confia por meio de São Vicente.

Celebrar a festa de São Vicente nos leva, como servos humildes de Cristo, a agradecer a Deus pelo dom que o carisma vicentino é na vida da Igreja e na vida de tantas pessoas em particular. Tudo é dom e graça. Assim como São Vicente e os primeiros missionários buscavam unicamente fazer a vontade de Deus, assim também nós, hoje, lazaristas e Família Vicentina, somos chamados a sermos fiéis a Cristo, colocando-nos inteiramente a serviço da Igreja e dos pobres.

Como filhos de São Vicente, queremos ir ao encontro das pessoas que vivem nas periferias da humanidade, às margens da sociedade e que perderam a esperança cristã. Queremos partilhar nossos recursos materiais e humanos, colaborando com outras entidades afins, colocando-os a serviço da vida e da missão. Acima de tudo,queremos ser presença de esperança, de reconciliação e de testemunho da “Alegria do Evangelho”.

Para isso, imploramos ao Senhor o seu amor e a graça de “tornar efetivo o Evangelho, evangelizando por palavras e por obras” (SV XII, 87).

Peço que na missa deste dia, domingo, na igreja matriz ou comunidade em que celebrarem não se esqueçam de falar do nosso santo fundador, não apenas fazendo alguma referência a ele, mas dando-lhe o destaque que merece.

Que Deus nosso Senhor, pela intercessão de São Vicente, nos abençoe e envie sobre nós a força do Espírito, mantendo-nos unidos a Cristo e à missão que Ele nos confia, levando a Boa Nova aos pobres.


Parabéns e um feliz dia de São Vicente!




Pe. Evaldo Carvalho, CM

Visitador Provincial da PFCM

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Despertar Vocacional - Diocese de Cametá/PA







Papa aos jovens: “não tenhais medo da esperança, não tenhais medo do futuro”



Havana, 21 de Setembro de 2015 

Queridos amigos!

Sinto uma grande alegria em poder estar convosco, precisamente neste Centro Cultural muito significativo na história de Cuba. Dou graças a Deus por me ter concedido a oportunidade de ter este encontro com tantos jovens que, através do seu trabalho, estudo e preparação, estão sonhando, e tornando já realidade também, o amanhã de Cuba.

Agradeço ao Leonardo as suas palavras de saudação, especialmente porque, podendo ter falado de muitas outras coisas, certamente importantes e concretas como as dificuldades, os medos, as dúvidas – tão reais e humanas –, preferiu falar-nos de esperança, dos sonhos e aspirações que estão fortemente impressos no coração dos jovens cubanos, independentemente das suas diferenças de formação, cultura, crença ou ideias. Obrigado, Leonardo, porque eu também, quando vos vejo, a primeira coisa que me vem à mente e ao coração é a palavra esperança. Não posso imaginar um jovem que não se mova, que esteja bloqueado, que não tenha sonhos nem ideais, que não aspire por algo mais.

Mas, qual é a esperança dum jovem cubano neste momento da história? Nem mais nem menos que a esperança de qualquer outro jovem em qualquer parte do mundo. Porque a esperança fala-nos duma realidade que está enraizada no mais fundo do ser humano, independentemente das circunstâncias concretas e dos condicionamentos históricos em que vive. Fala-nos duma sede, duma aspiração, dum anseio de plenitude, de vida bem-sucedida, de querer agarrar o que é grande, o que enche o coração e eleva o espírito para coisas grandes, como a verdade, a bondade e a beleza, a justiça e o amor. Todavia, isto comporta um risco. Supõe estar dispostos a não se deixar seduzir pelo que é passageiro e caduco, por falsas promessas de felicidade vazia, de prazer imediato e egoísta, duma vida medíocre, centrada em si mesmo e que, no seu rasto, só deixa tristeza e amargura no coração. Não, a esperança é ousada, sabe olhar para além das comodidades pessoais, das pequenas seguranças e compensações que reduzem o horizonte, para se abrir aos grandes ideais que tornam a vida mais bela e digna. Eu perguntaria a cada um de vós: O que é que move a tua vida? O que há no teu coração, onde se fixam as tuas aspirações? Estás sempre disposto a arriscar por algo maior?

Talvez possais dizer-me: «Sim, Padre, a atracção desses ideais é grande. Sinto a sua atracção, a sua beleza, o brilho da sua luz na minha alma; mas, ao mesmo tempo, a realidade da minha fragilidade e das minhas poucas forças é muito pesada para que me consiga decidir a trilhar o caminho da esperança. A meta é muito alta, e as minhas forças são poucas. O melhor é contentar-me com pouco, com coisas talvez menores mas mais realistas, mais dentro das minhas possibilidades». Compreendo esta reacção; é normal sentir o peso daquilo que é árduo e difícil; mas cuidado para não cair na tentação da decepção, que paralisa a inteligência e a vontade, nem ceder à resignação, que é um pessimismo radical perante toda a possibilidade de alcançar o sonho. No fim, estas atitudes acabam ou numa fuga da realidade para paraísos artificiais ou fechando-nos no egoísmo pessoal, numa espécie de cinismo, que não quer escutar o grito de justiça, de verdade e de humanidade que se eleva ao nosso redor e dentro de nós.

Que havemos de fazer então? Como encontrar caminhos de esperança na situação em que vivemos? Como fazer para que estes sonhos de plenitude, de vida autêntica, de justiça e verdade sejam uma realidade na nossa vida pessoal, no nosso país e no mundo? Penso que existem três ideias que podem ser úteis para manter viva a esperança.

A esperança, um caminho feito de memória e discernimento. A esperança é a virtude daquele que está a caminho e se dirige para algum lugar. Assim, não se trata de um simples caminhar pelo prazer de caminhar, mas tem um fim, uma meta, que é o que lhe dá sentido e ilumina o caminho. Ao mesmo tempo, a esperança alimenta-se da memória, abrange com o seu olhar não só o futuro, mas também o passado e o presente. Para caminhar na vida, além de saber para onde queremos ir, é importante saber também quem somos e donde vimos. Uma pessoa ou um povo, que não tem memória e cancela o seu passado, corre o risco de perder a sua identidade e arruinar o seu futuro. Por isso, é necessária a memória daquilo que somos, daquilo que constitui o nosso património espiritual e moral. Creio que esta é a experiência e a lição daquele grande cubano que foi o Padre Félix Varela. E é preciso também o discernimento, porque é essencial abrir-se à realidade e saber lê-la sem medo nem preconceitos. Não servem as leituras parciais ou ideológicas, que deformam a realidade para caber nos nossos pequenos esquemas preconcebidos, provocando sempre desilusão e desespero. Discernimento e memória, porque o discernimento não é cego, mas realiza-se sobre a base de sólidos critérios éticos, morais, que ajudam a discernir o que é bom e justo.

A esperança, um caminho feito em companhia. Diz um provérbio africano: «Se quiseres ir depressa, vai sozinho; se quiseres ir longe, vai acompanhado». O isolamento ou o fechamento em si mesmo nunca gera esperança; pelo contrário, a proximidade e o encontro com o outro, sim. Sozinhos, não chegamos a lado nenhum. E, com a exclusão, não se constrói um futuro para ninguém, nem sequer para si próprio. Um caminho de esperança exige uma cultura do encontro, do diálogo, que supere os contrastes e o confronto estéril. Para isso, é fundamental considerar as diferenças no modo de pensar, não como um risco, mas como uma riqueza e um factor de crescimento. O mundo precisa desta cultura do encontro, precisa de jovens que queiram conhecer-se, que queiram amar-se, que queiram caminhar juntos e construir um país como o sonhava José Martí: «Com todos e para o bem de todos».

A esperança, um caminho solidário. A cultura do encontro deve levar, naturalmente, a uma cultura da solidariedade. Gostei muito do que disse o Leonardo ao princípio, quando falou da solidariedade como força que ajuda a superar qualquer obstáculo. Com efeito, se não houver solidariedade, não há futuro para nenhum país. Acima de qualquer outra consideração ou interesse, tem de estar a preocupação concreta e real pelo ser humano, que tanto pode ser meu amigo, meu companheiro, como alguém que pensa diferente, que tem as suas ideias, mas que é tão humano e tão cubano como eu mesmo. Não basta a simples tolerância; é preciso ir mais longe passando duma atitude suspeitosa e defensiva para outra feita de acolhimento, colaboração, serviço concreto e ajuda eficaz. Não tenhais medo da solidariedade, do serviço, de dar a mão ao outro, para que ninguém fique fora do caminho.

Este caminho da vida é iluminado por uma esperança mais alta: a que nos vem da fé em Cristo. Ele fez-Se nosso companheiro de viagem, e não só nos anima, mas acompanha-nos, permanece ao nosso lado e estende-nos a sua mão de amigo. Ele, o Filho de Deus, quis fazer-Se um como nós, para percorrer também o nosso caminho. A fé na sua presença, no seu amor e amizade acende e ilumina todas as nossas esperanças e sonhos. Com Ele, aprendemos a discernir a realidade, a viver o encontro, a servir os outros e a caminhar na solidariedade.

Queridos jovens cubanos, se o próprio Deus entrou na nossa história e Se fez homem em Jesus, Se carregou aos seus ombros a nossa fraqueza e pecado, não tenhais medo da esperança, não temais medo do futuro, porque Deus aposta em vós, crê em vós, espera em vós.

Queridos amigos, obrigado por este encontro. Que a esperança em Cristo, vosso amigo, vos guie sempre na vossa vida. E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Que o Senhor vos abençoe!

Aniversariantes de Setembro

Vida

07/09 - Pe. Aluizio
24/09 - Pe. Adauto
24/09 - Pe. Anderson