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quinta-feira, 17 de março de 2011

Dom Vicente Zico lança seu livro CHAMADOS A SER SANTOS

Tenho procurado humildemente dedicar meu tempo de Arcebispo emérito sobretudo à pregação de retiros espirituais. Sem abandonar as tarefas ordinárias de padre ou de bispo, que não foram poucas, pude acolher e com prazer, graças às condições de saúde que Deus me concedeu depois dos 80 anos, os diversos convites das dioceses e comunidades religiosas para lhes fazer as meditações dos seus retiros anuais.
Três temas ou matérias de reflexão me foram oferecidas, nos três últimos anos: O Ano Paulino, o Ano Sacerdotal e o Ano Jubilar dos 350 anos da morte de São Vicente de Paulo, para os membros da Congregação da Missão ou Lazaristas.
Minhas "palestras" foram antes de tudo um aprofundamento pessoal das ideias ou das razões que motivaram a celebração desses eventos, e deixo aqui resumido o que procurei então transmitir.
Trata-se, portanto, aqui de simples meditações, e não de estudos ou análises exegéticas de algum texto ou citação da Sagrada Escritura, mesmo porque, a serem pronunciadas em retiro, cuido de não torná-las pesadas aos ouvidos e aos olhos de quem me escuta.
Outros tiveram, como eu, oportunidade de expor suas reflexões ou estudos, na vivência do Ano Paulino e do Ano Sacerdotal, ou do Ano Jubilar vicentino. O que aqui apresento (a pedido) não passa de um pouco mais daquilo que pronunciei com base nos meus esquemas de meditação.
                                                     Dom Vicente Joaquim Zico, cm
                                                    Arcebispo Emérito de Belém do Pará


As meditações espirituais para sacerdotes, chamados estes a ser santos, nascem da contemplação das coisas de Deus feita por um Bispo "não complicado". As palavras brotam livres e fáceis, fazendo da vida do padre uma "bem-aventurança", alegria de viver por Deus e para Deus.
E Dom Vicente Zico, Lazarista de boa cepa, fiel a São Vicente de Paulo, oferece aos padres de hoje propostas desafiadoras, a fim de que o fulcro da caridade integre plenamente sua vida e seu ministério.
Aqui estão meditações profundas, propostas em linguagem simples e ao mesmo tempo densas em seus conteúdos.
A Arquidiocese de Belém e nosso Centro de Cultura e Formação Cristã se alegram em apresentar aos sacerdotes, religiosos e religiosas, membros de Comunidades Novas e a todos os fiéis o presente que brota do coração jovial de Dom Vicente. Tenho a certeza de que muitas pessoas ficarão mais perto de Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conduzidas por suas mãos de Pastor solícito e zeloso pela causa do Evangelho.

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém

O lançamento acontecerá quinta feria 14 de abril de 2011, às 19h no Auditório Dom Vicente Zico, atrás da Igreja da Santíssima Trindade (Praça Barão do Rio Branco, 71 - Campina, fone: 3242-4917).
PEDIDOS DESTA OBRA
Centro de Cultura e Formação Cristã - CCFC da Arquidiocese de Belém
Br 316 km 6 s/n - CEP: 67033-971 - Caixa Postal n 28 - Ananindeua - Pa
Fone: (91) 4009-1550 e-mail: ccfc@ccfc.com.br site: http://www.ccfc.com.br/




Fonte: Site do Centro de Cultura

quarta-feira, 16 de março de 2011

Lançamento do Livro EM MISSÂO

A Província de fortaleza da Congregação da Missão tem o grato prazer de convidar vossa senhoria para o lançamento do livro EM MISSÃO. Os padres da Congregação da Missão (Lazaristas) do Nordeste e do Norte do Brasil, da autoria de Geraldo Frencken. A apresentação será feita através de alguns depoimentos. Local: Salão da Igreja de São Raimundo Nonato (Tv. Manoel Evaristo, entre Curuça e Senador Lemos), data: 08.04.2011, quarta-feira, às 19h, contato: 32774644 .


sábado, 12 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Catequese do Papa: O caminho Batismal da Quaresma

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje, marcados pelo austero símbolo das Cinzas, entramos no tempo da Quaresma, iniciando o itinerário espiritual que nos prepara para celebrar dignamente os mistérios pascais. As cinzas abençoadas, impostas sobre a nossa cabeça, são um sinal que nos recorda nossa condição de criaturas, convida-nos à penitência e a intensificar os esforços de conversão de para seguir cada vez mais o Senhor.
A Quaresma é um caminho, é acompanhar Jesus que sobe a Jerusalém, lugar do cumprimento do seu mistério de paixão, morte e ressurreição; ela nos recorda que a vida cristã é um "caminho" a ser percorrido, que consiste não tanto em uma lei a ser observada, mas na própria pessoa de Cristo, a quem vamos encontrar, acolher, seguir. Jesus, de fato, fala: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me" (Lc 9,23). Em outras palavras, diz-nos que, para chegar com Ele à luz e à alegria da ressurreição, à vitória da vida, do amor, do bem, também nós devemos carregar a cruz de cada dia, como nos exorta uma bela página da "Imitação de Cristo": "Toma, pois, a tua cruz, segue a Jesus e entrarás na vida eterna. O Senhor foi adiante, com a cruz às costas, e nela morreu por teu amor, para que tu também leves a tua cruz e nela desejes morrer. Porquanto, se com Ele morreres, também com Ele viverás. E, se fores seu companheiro na pena, também o serás na glória" (L. 2, c. 12, n. 2). Na Santa Missa do 1º Domingo da Quaresma, rezaremos: "Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa" (Coleta). É uma invocação que dirigimos a Deus porque sabemos que só Ele pode converter o nosso coração. E é sobretudo na liturgia, na participação dos santos mistérios, que somos levados a percorrer este caminho com o Senhor; é um colocar-nos na escola de Jesus, percorrer os acontecimentos que nos trouxeram a salvação, mas não como uma simples comemoração, uma lembrança de fatos passados. Nas ações litúrgicas, Cristo se faz presente através da obra do Espírito Santo, e esses acontecimentos salvíficos se tornam atuais. Há uma palavra-chave muitas vezes usada na liturgia para indicar isso: a palavra "hoje"; e esta deve ser entendida no sentido original, não metafórico. Hoje, Deus revela a sua lei e nos permite escolher hoje entre o bem e o mal, entre vida e a morte (cf. Dt 30, 19); hoje, "o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1,15); hoje, Cristo morreu no Calvário e ressuscitou dos mortos; subiu ao céu e está sentado à direita do Pai; hoje, recebemos o Espírito Santo; hoje é o tempo favorável. Participar da liturgia significa, então, submergir a própria vida no mistério de Cristo, na sua presença permanente, percorrer um caminho pelo qual entramos em sua morte e ressurreição para ter a vida.

sexta-feira, 4 de março de 2011

15 de Março: Festa de Santa Luísa de Marillac


Santa Luísa de Marillac distinguia-se entre as companheiras pelo seu bom senso, sua piedade e responsabilidade, bem como amor a Deus a Virgem Maria e ao próximo.
Por motivos financeiros de sua família a transferiu para um pensionato, em Paris, onde as pensionistas tinham de trabalhar. Aí aprendeu prendas domésticas como: bordados, costuras, rendas e cozinhar.
Não conheceu a mãe. Com a morte do pai, ficou com o tutor, seu tio Miguel de Marillac; Luísa tinha então 13 anos de idade e em contato com as Irmãs Capuchinhas Filhas da Cruz, pensou em fazer-se religiosa, entrar para o convento. A vida simples e pobre dessas religiosas, jovens e alegres, deixou-a encantada inspirando-lhe em fazer um voto de consagrar-se ao serviço de Deus. Sua constituição franzina, porém e sua delicada saúde não lhe permitiram ser admitida nesse gênero de vida que comportava muita austeridade. Era uma pessoa propensa a ansiedade, a angústia e ao escrúpulo. Embora tivesse uma vocação religiosa, casou-se aos 22 anos em 1611 com Antony Le Grãs, com quem teve um filho.
No dia de Pentecostes, 04 de junho 1623, muito deprimida com a doença do marido, Luísa foi rezar na Igreja de São Nicolau dos Campos e invocou o auxílio de Deus. Ela mesma escreveu:
"No dia de Pentecostes, ouvindo a Santa Missa e fazendo orações na Igreja de São Nicolau, num instante o meu espírito foi iluminado sobre minhas dúvidas. Fui advertida que deveria permanecer com meu marido e que viria um tempo em que estaria em condições de fazer os votos numa pequena comunidade, em companhia com outras, onde haveria idas e vindas".
Esta Luz traz-lhe uma grande paz. Restava-lhe então o dever de acompanhar e suavizar com maior devoção a doença de seu marido que faleceu em 20-12-1625. Viúva aos 34 anos, rica e piedosa dedicou-se inteiramente aos pobres. Sofria, porém, da doença de escrúpulos que não a abandonava, apesar das tentativas de seu confessor, São Francisco de Sales.
Após a morte de São Francisco, Luísa conheceu Pe Vicente. A primeira impressão mútua foi negativa. Ela, aristocrata, dotada de uma primorosa educação, via no Padre Vicente um camponês um tanto rústico e frio. Ele, ocupado com os pobres, não estava interessado em dirigir damas da alta sociedade. Impressões que desapareceram, à medida que um pôde perceber no outro, os tesouros espirituais depositados pela graça. Pe Vicente conseguiu curar Luísa de seus escrúpulos e transformá-la na maior colaboradora das obras de misericórdia que realizava. Onde havia uma miséria a aliviar, uma dor a consolar, lá estavam eles.
As Confrarias da Caridade, fundadas por Vicente de Paulo para socorrer os pobres, em muitas paróquias da França , vinham definhando. Vicente, então encarregou Luísa de Marillac para visitá-las, reorganizá-las, conferindo-lhe novo dinamismo.
Luísa aceitou com alegria esta incumbência, verdadeira graça do céu a imprimir um novo rumo à sua vida.
Em 29 de novembro de 1633, algumas jovens reuniram-se sob a direção de Luísa de Marillac e, com a ajuda do Padre Vicente de Paulo, dar início a uma Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, comunidade de Vida Fraterna e Apostólica, comprometida com o serviço dos pobres.
É impossível avaliar o que Luísa de Marillac e as Irmãs realizaram em favor dos necessitados. Sua personalidade manifestava-se numa energia constante e incansável liderança no atendimento a toda sorte de misérias. Eram as pequenas escolas, os doentes, mendigos, feridos de guerra, os presos, desempregados, crianças órfãs, os idosos abandonados que necessitavam de assistência naqueles tempos de guerras e calamidades, no século XVII, na França.
Luísa de Marillac morreu em 15 de março de 1660 foi beatificada pelo Papa Bento XV em 9 de maio de 1920; elevada as honras dos altares como Santa Luísa de Marillac, pelo Papa Pio XI, em 11 de março de 1934.
Em 10 de fevereiro de 1960, o Papa João XXIII declarou-a Padroeira de todos os que se dedicam às Obras Sociais Cristãs.


"Sou vossa Santíssima Virgem, para ser mais perfeitamente de Deus!" (S.L.)