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domingo, 21 de agosto de 2011

JMJ: De Madri para o Rio de Janeiro

MADRI - Eram 11:39h (6:39h de Brasília) quando o papa Bento XVI, finalmente, anunciou o que todos os brasileiros esperavam: o Rio de Janeiro será sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Assim que o papa fez o anúncio, os brasileiros, agitaram suas bandeiras e gritaram o nome “Brasil, Brasil”, que ecoou em meio aos quase dois milhões de pessoas que se reuniram para a missa de encerramento da 26ª JMJ no aeródromo Quatro Ventos, em Madri.
Um grupo de jovens brasileiros recebeu dos madrilenhos a Cruz e o ícone da Jornada, que percorrerão as dioceses de todo o Brasil. A chegada dos símbolos será em São Paulo, no próximo dia 18 de setembro.
JMJ-encerramento4Bento XVI chegou a Quatro Ventos ás 8:45h (hora local) e percorreu todo o aeródromo de papamóvel, sendo saudado pela multidão, que não se cansava de gritar seu nome e dizer: “Esta é a juventude do papa”. Cansado, mas feliz, o papa saudava a multidão que passou a noite no local em vigília, iniciada ontem pelo papa. A missa começou por volta das 9:30h.
Em sua homilia, o papa disse aos jovens que “não se pode seguir a Jesus sozinho”. “Quem cede à tentação de ir por sua conta ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de não de não encontrar nunca a Jesus Cristo, ou de seguir uma imagem falsa dele”, afirmou Bento XVI.
O papa pediu aos jovens que amem a Igreja e os incentivou a participarem nas paróquias, comunidades e movimentos e a participarem da missa aos domingos e se confessarem regularmente, além de uma assídua vida de oração. Ele lembrou que a Igreja não é uma "simples instituição humana, como outra qualquer, mas está "estreitamente unida a Deus".
Bento XVI pediu, ainda, que os jovens deem testemunho de sua fé no mundo. “O mundo necessita do testemunho de vossa fé, necessita certamente de Deus”. Ele os exortou a serem discípulos missionários de Jesus Cristo em outros países “onde há multidão de jovens que aspiram a coisas maiores”.
JMJ-encerramento1O papa foi saudado, no final da missa, pelo presidente do Pontifício Conselho para os Leigos que repetiu o lema que mais se ouviu pelas ruas de Madri nesta Jornada: “Esta é a juventude do papa”, ao que os jovens responderam com longo aplauso.
Bento XVI fez também benzeu o crucifixo, que todos receberam em suas mochilas no início da Jornada. Ele entregou o crucifixo a cinco jovens e fez o envio de todos. Ao se despedir, reforçou o pedido para que os jovens sejam missionários. "Convido-vos a dar um testemuno destemido de vida cristã diante dos outros. Assim sereis fermento de novos cristãos e fareis com que a Igreja se levante robusta no coraçao de muitos", destacou.
Antes do embarque para Roma hoje, o papa tem breve encontro com os voluntários que trabalharam na jornada às 17:30h (hora local).  O embarque para a Itália está previsto para as 18:30h.

Fonte:CNBB

sábado, 20 de agosto de 2011

Aeródromo está lotado para a vigília da JMJ

MADRI - Para garantir um bom lugar para a vigília da Jornada Mundial da Juventude, que será presidida pelo papa, muita gente passou a noite no aeródromo Quadro Ventos, onde acontece o ato litúrgico hoje a partir das às 20:30h (15:30h de Brasília). Durante todo o dia, jovens caminharam em grupos para o local, uma vez que as estações de metrô mais próximas foram fechadas por medidas de segurança. A outra opção para chegar ao local era ônibus.
Seis horas antes da vigília, o aeródromo já estava tomado por uma multidão de jovens. Shows católicos animam a juventude até a hora da vigília. Por causa do forte calor, muitos passaram mal e foram socorridos no posto médico montado no local.
Os profissionais da imprensa foram conduzidos de ônibus para Quadro Ventos onde foi montada uma tenda para os jornalistas. Muitos deles passarão a noite nesta tenda, já aguardando a missa de encerramento da Jornada que o papa rezará a missa de amanhã, às 9h (hora local).
Bento XVI deverá chegar ao aeródromo, de papamóvel, às 20:30h, e saudará os reis da Espanha e as demais autoridades. Em seguida, receberá a cruz conduzida pelos jovens e responderá a perguntas de cinco sobre questões que os incomodam. Terminado este momento, o diácono proclama a leitura do evangelho e o papa fará uma homilia.
Após a homilia, Bento XVI iniciará as orações da vigília e fará, antes de se despedir da multidão, a consagração dos jovens ao Sagrado Coração de Jesus.

Fonte: CNBB

JMJ: Discurso do Papa na Via-Sacra

Queridos jovens!
Com piedade e fervor, celebrámos esta Via-Sacra, acompanhando Cristo na sua Paixão e Morte. As reflexões das Irmãzinhas da Cruz, que servem aos mais pobres e desvalidos, facilitaram-nos a entrada nos mistérios da gloriosa Cruz de Cristo, que encerra a verdadeira sabedoria de Deus, aquela que julga o mundo e quantos se crêem sábios (cf. 1 Cor 1, 17-19). Neste itinerário para o Calvário, ajudou-nos também a contemplação destas imagens extraordinárias do património religioso das dioceses espanholas. São imagens onde se harmonizam a fé e a arte para chegar ao coração do homem e convidá-lo à conversão. Quando é límpido e autêntico o olhar da fé, a beleza coloca-se ao seu serviço e é capaz de representar os mistérios da nossa salvação a ponto de nos tocar profundamente e transformar o nosso coração, como sucedeu a Santa Teresa de Ávila ao contemplar uma imagem de Cristo coberto de chagas (cf. Livro da Vida, 9, 1).
À medida que íamos avançando com Jesus até chegar ao cimo da sua entrega no Calvário, vinham-nos à mente as palavras de São Paulo: «Cristo amou-me e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gal 2, 20). À vista de um amor assim desinteressado, cheios de admiração e reconhecimento perguntamo-nos agora: Que havemos nós de fazer por Ele? Que resposta Lhe daremos? São João no-lo diz claramente: «Foi com isto que conhecemos o amor: Ele, Jesus, deu a sua vida por nós; assim também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16). A paixão de Cristo incita-nos a carregar sobre os nossos ombros o sofrimento do mundo, com a certeza de que Deus não é alguém distante ou alheio ao homem e às suas vicissitudes; pelo contrário, fez-Se um de nós «para poder padecer com o homem, de modo muito real, na carne e no sangue (…). A partir de lá entrou em todo o sofrimento humano alguém que partilha o sofrimento e a sua suportação; a partir de lá propaga-se em todo o sofrimento a con-solatio, a consolação do amor solidário de Deus, surgindo assim a estrela da esperança» (Spe salvi, 39).
Queridos jovens, que o amor de Cristo por nós aumente a vossa alegria e vos anime a permanecer junto dos menos favorecidos. Vós que sois tão sensíveis à ideia de partilhar a vida com os outros, não passeis ao largo quando virdes o sofrimento humano, pois é aí que Deus vos espera para dardes o melhor de vós mesmos: a vossa capacidade de amar e de vos compadecerdes. As diversas formas de sofrimento, que foram desfilando diante dos nossos olhos ao longo da Via-Sacra, são apelos do Senhor para edificarmos as nossas vidas seguindo os seus passos e para nos tornarmos sinais do seu conforto e salvação. «Sofrer com o outro, pelos outros; sofrer por amor da verdade e da justiça; sofrer por causa do amor e para se tornar uma pessoa que ama verdadeiramente: estes são elementos fundamentais de humanidade, o seu abandono destruiria o mesmo homem» (Ibid., 39).
Oxalá saibamos acolher estas lições e pô-las em prática. Com tal finalidade, olhemos para Cristo, suspenso no duro madeiro, e peçamos-Lhe que nos ensine esta misteriosa sabedoria da cruz, graças à qual vive o homem. A cruz não foi o desfecho de um fracasso, mas o modo de exprimir a entrega amorosa que vai até à doação máxima da própria vida. O Pai quis amar os homens no abraço do seu Filho crucificado por amor. Na sua forma e significado, a cruz representa esse amor do Pai e de Cristo pelos homens. Nela reconhecemos o ícone do amor supremo, onde aprendemos a amar o que Deus ama e como Ele o faz: esta é a Boa Nova que devolve a esperança ao mundo.
Voltemos agora os nossos olhos para a Virgem Maria, que nos foi entregue por Mãe no Calvário, e supliquemos-Lhe que nos apóie com a sua amorosa protecção no caminho da vida, particularmente quando passarmos pela noite da dor, para conseguirmos permanecer como Ela firmes ao pé da cruz.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

JMJ: Dom Eduardo destaca necessidade de viver a fé na comunidade

MADRI - Mais de 400 pessoas lotaram a Igreja São Domingos Sávio, em Madri, para a catequese dada pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro. A catequese foi na manhã desta quarta-feira, 17, segundo a programação da Jornada Mundial da Juventude, e reuniu jovens do Brasil, Portugal e Espanha.
JMJ-CatequeseDEduardo1Dom Eduardo destacou a importância da fé na vida das pessoas e a necessidade do cristão viver a fé com participação na vida comunitária. “Não basta dizer que tem fé, se não tem vida comunitária. A vida de Igreja é essencial para a fé”, destacou dom Eduardo.
Para ele, a fé precisa de condições favoráveis para se sustentar e apontou a Igreja como esse lugar. “A fé é adesão pessoal a Deus; é assentimento livre a tudo que Deus criou. Ela necessita indiscutivelmente de condições favoráveis e a Igreja é o espaço para alimentar a fé”, sublinhou.
Dom Eduardo denunciou o relativismo e o laicismo que ameaçam a fé. “Partimos da consciência de que vivemos num contexto de esquecimento de Deus. Há um laicismo difundido que quer eliminar deus da vida pública e privada”, acentuou.
Segundo dom Eduardo, o respeito à diversidade não elimina o reconhecimento de que a sociedade é religiosa. “A dimensão religiosa é natural no ser humano e não um detalhe que possa ser tirado”, disse. “Quanto menos ética cristã, mais fácil cair nos mecanismos que acabam com nossa liberdade”, acrescentou o bispo.
Dom Eduardo condenou o relativismo que “gera insegurança”. “O relativismo que se propaga é um mal que precisa ser banido com veemência”.
O bispo defendeu, ainda, o uso correto da ciência e criticou “alguns que se dizem cientistas e querem provar que Deus não existe”. “A ciência, enquanto organização da razão para a busca de qualidade da vida, é sagrada e a Igreja caminha com a ciência. A Igreja foi responsável pela organização e dinamismo de muitas das ciências, mas é contra a manipulação feita por alguns que se dizem cientistas”, disse.
Três jovens deram breve testemunho sobre como viver a fé nas suas dimensões pessoal, comunitária e social. Todos destacaram a importância da fé na vida das pessoas.
JMJ-CatequeseDEduardo2Durante toda a catequese, vários padres atenderam as confissões dos jovens.  A catequese terminou com missa presidida por dom Eduardo. Amanhã, 18, dom Eduardo dará catequese na paróquia São Sebastião. Outros seis bispos brasileiros também ministram catequese na Jornada.
Antes da missa, o jovem Isaías de Souza, da comunidade Coração Novo, do Rio de Janeiro, deu seu testemunho, contando a história de sua participação na vida da Igreja. “A Igreja fala da vocação sacerdotal e religiosa, mas não fala da vocação missionária. Há 20 anos entreguei minha vida para a missão e hoje minha família aposta nisso”, disse Isaías, que é casado e tem uma filha de 11 meses.
Fonte:CNBB