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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Carta do Superior Geral, Pe.Gregory, para o dia de Oração da Familia Vicentina

Roma, 19 de julho de 2011

A todos os membros da Família Vicentina

Estimados Irmãos e Irmãs,

Que a graça e a paz de Cristo Jesus estejam sempre conosco!

Com minha saudação fraterna, escrevo para apresentar-lhes algumas indicações para o Dia de Oração da Família Vicentina, por ocasião da festa de São Vicente de Paulo.
Em diferentes partes do mundo, demo-nos conta de que a Família Vicentina realizou muitas atividades em torno da celebração dos 350 anos da morte de São Vicente e de Santa Luísa. Nós, do Comitê Executivo da Família Vicentina, decidimos aproveitar este momento significativo vivido pela Família Vicentina e propor que, na festa de São Vicente de Paulo deste ano, se celebre e se faça uma reflexão em torno do significado das diferentes celebrações e projetos, especialmente em nível local, realizados durante o Ano Jubilar. Em outras palavras, que possamos assimilar, de forma muito positiva, toda a riqueza das reflexões, celebrações e trabalhos realizados em torno do Jubileu dos 350 anos.
Assim, propomos o seguinte tema para o Dia de Oração da Festa de São Vicente de Paulo (2011): “Colher os frutos do Jubileu”. Que as diferentes Associações partilhem os frutos de sua reflexão, de tal modo que, no dia em que celebramos a festa de São Vicente de Paulo, possam oferecer, na Celebração Eucarística, o fruto dessa reflexão e, assim, expressar, de alguma forma, os compromissos assumidos. O objetivo é celebrar e aprofundar o significado dos frutos do Jubileu, procurando ver como o Espírito do Senhor nos convida, como Família, a aprofundar nossas raízes neste carisma e a descobrir como fazer para que o desafio “Caridade-Missão” continue e cresça sempre mais entre nós, para o bem dos pobres.
Neste ano, preferimos não mandar um esquema formal de como celebrar a festa de São Vicente. Deixamos isso à criatividade de cada dos Conselhos Nacionais ou grupos locais da Família Vicentina. Antes do Dia de Oração, queremos convidar os diferentes Ramos a fazerem esta reflexão, em nível local ou junto a outros membros da Família Vicentina de sua região, e a fazerem chegar suas reflexões e conclusões a nível nacional.
Se a Família Vicentina estiver organizada neste nível, pedimos que esses Conselhos Nacionais, caso desejem, enviem as sínteses de suas reflexões para o escritório da Família Vicentina da Cúria Geral da Congregação da Missão, em Roma (famvin@cmglobal.org). É importante mandar com antecedência as reflexões realizadas em torno da experiência vivida no Jubileu para que possam chegar a toda a Família Vicentina Internacional.
Depois do Dia de Oração, também será importante partilhar as atualizações da celebração do próprio dia da festa de São Vicente: conteúdos, programas, vídeos, as diferentes reflexões partilhadas, as diferentes formas criativas de celebração, dentre outros. Dessa maneira, poderemos partilhar tudo isso com o restante da Família Vicentina, através dos diferentes meios que temos à nossa disposição, sobretudo a página web da Família Vicentina. Estou convencido de que, se partilharmos as diferentes maneiras por meio das quais o Senhor nos falou durante o Ano Jubilar e, em seguida, o aprofundamento disso na festa de São Vicente de Paulo deste ano, poderemos unir-nos mais como família, solidificando nossa evangelização e serviço em colaboração uns com os outros na Família.
Queridos irmãos e irmãs da Família Vicentina, o Ano Jubilar não foi um evento que começou e passou. Trata-se de algo que impactou nossas vidas e deu-nos nova energia de querer servir fiel e criativamente a Jesus Cristo, hoje. Recebam o nosso abraço e votos de uma fecunda festa de São Vicente, com renovado ardor para levar adiante e de modo criativo nosso compromisso vicentino de caridade e missão.

Seu irmão em São Vicente,
Pe. G. Gregory, C.M.
Superior Geral

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Catequese do Papa: Deus Presente no Momento da Angústia

Queridos irmãos e irmãs:

Na catequese de hoje, eu gostaria de falar sobre um salmo de fortes implicações cristológicas, que continuamente aflora nos relatos da paixão de Jesus, com sua dupla dimensão de humilhação e de glória, de morte e de vida. É o salmo 22, segundo a tradição judaica, 21 segundo a tradição greco-latina, uma oração sincera e comovente, de uma densidade humana e uma riqueza teológica que o convertem em um dos salmos mais rezados e estudados de todo o Saltério. Trata-se de uma longa composição poética (nós nos deteremos em particular na primeira parte), concentrada no lamento, para aprofundar em algumas dimensões significativas da oração de súplica a Deus.

Este salmo apresenta a figura de um inocente perseguido e cercado por adversários que querem a sua morte; ele recorre a Deus, em um lamento doloroso que, na certeza da fé, se abre misteriosamente ao louvor. Em sua oração, a realidade angustiante do presente e a lembrança consoladora do passado se alternam, em uma sofrida tomada de consciência da própria situação desesperadora que não quer renunciar à esperança. Seu grito inicial é um chamado dirigido a Deus, que parece distante, que não responde e que parece tê-lo abandonado:

“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?

Meu Deus, clamo de dia e não me respondeis;

imploro de noite e não me atendeis.”(v. 2 y 3)

Deus se cala e este silêncio fere o ânimo do orante, que clama incessantemente, mas sem encontrar resposta. Os dias e as noites se sucedem na busca incansável de uma palavra, de uma ajuda que não chega; Deus parece muito distante, muito esquecido, muito ausente. A oração pede escuta e resposta, solicita um contato, busca uma relação que possa dar-lhe consolo e salvação. Mas, se Deus não responde, o grito de ajuda se perde no vazio e a solidão se torna algo insuportável. Além disso, o orante do nosso salmo chama o Senhor três vezes de “meu Deus”, em um extremo ato de confiança e de fé. Não obstante as aparências, o salmista não pode acreditar que o vínculo com o Senhor tenha se rompido totalmente e, enquanto pede um porquê do suposto abandono incompreensível, afirma que o “seu” Deus não pode abandoná-lo.