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domingo, 8 de julho de 2012

Encontro dos Diretores Provinciais das Filhas da Caridade

Estar acontecendo em Paris - França, o encontro internacional dos diretores das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. No encontro estamos refletindo sobre o papel e a missão do padre diretor. O encontro estar nos proporcionando refletir sobre os trabalhos práticos referente a missão do diretor, momentos de confraternização e troca de experiencias entre os membros. Estão participando seis padres diretores das seis provincias das Filhas da Caridade do Brasil. 
Fraternalmente,
Pe.Nonato. 
Diretor da Província da Amazônia

Aniversariantes de Julho

Vida
05/07 - Pe.João Bonifácio 
14/07 - Pe. João Carlos Iancoski 
15/07 - Pe. Lino Van Lin 
24/07 - Pe. Jair


Ordenação
03/07 - Pe.Pedro Gotardo
17/07 - Pe. Cristiano
18/07 - Pe.Lino Van Lin
 22/07 - Pe. Hermano
 23/07 - Pe.Jaime
                                                   28/07 - Pe.Sergio
                                                   28/07 - Pe.Antonio Garces

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mensagem da CNBB sobre a Conferência Rio +20


O Senhor Deus tomou o Homem e o colocou no jardim de Éden, para o cultivar e guardar” (Gn 2,15).
A Conferência das Nações Unidas Rio +20, sobre o desenvolvimento sustentável, acolhida pelo Brasil neste mês de junho, carrega consigo a irrenunciável responsabilidade de responder aos anseios e expectativas mundiais em relação à defesa e promoção de toda forma de vida, especialmente a humana, desde sua concepção até seu término natural.
A crise econômica, financeira e social por que passam as grandes potências da economia mundial, com graves consequências para as nações emergentes, emoldura a Rio +20. Considerada, por causa de sua profundidade e alcance, como uma crise de civilização, esta crise “interpela todos, pessoas e povos, a um profundo discernimento dos princípios e dos valores culturais e morais que estão na base da convivência social”. Entre suas múltiplas causas está “um liberalismo econômico sem regras e incontrolado” (Nota do Pontifício Conselho Justiça e Paz sobre o sistema financeiro).
É urgente repensar nossa relação com a natureza, que “nos precede, tendo-nos sido dada por Deus como ambiente de vida” e está à nossa disposição “não como um lixo espalhado ao acaso, mas como um dom do Criador” (Bento XVI – Caritas in Veritate, n. 48). Se, por um lado, como nos recorda o papa Bento XVI, é “lícito ao homem exercer um governo responsável sobre a natureza para guardá-la, fazê-la frutificar e cultivá-la, inclusive com formas novas e tecnologias avançadas, para que possa acolher e alimentar condignamente a população que a habita”, por outro, é preciso que “a comunidade internacional e os diversos governos saibam contrastar, de maneira eficaz, as modalidades de utilização do ambiente que sejam danosas para o mesmo” (Bento XVI – Caritas in Veritate, n. 50).
Os bispos da América Latina e Caribe, reunidos em Aparecida em 2007, já denunciavam: “com muita frequência se subordina a preservação da natureza ao desenvolvimento econômico, com danos à biodiversidade, com o esgotamento das reservas de água e de outros recursos naturais, com a contaminação do ar e a mudança climática” (V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe – Documento de Aparecida n. 66).

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Carta para o dia de Santificação do Clero

Caros Sacerdotes, 
Na próxima solenidade do Sagrado Coração de Jesus (que será no dia 15 de junho de 2012) 
celebraremos, como de costume, a “ Jornada Mundial de Oração pela Santificação do Clero”. 
A expressão da Escritura, «esta é a vontade de Deus: a vossa santificação !» (1Ts 4,3), mesmo que dirigida a todos os cristãos, refere -se de modo particular a nós, sacerdotes, que  respondemos não apenas ao convite de “santificar -nos”, mas também àquele de nos  tornarmos “ministros da santificação” para os nossos irmãos. 
Em nosso caso, esta “vontade de Deus”, por  assim dizer, redobrou -se, multiplicou-se ao  infinito, e isto de tal modo que podemos e devemos obedecê -la em cada ação ministerial que levamos a cabo. 
Este é o nosso magnífico destino:  não podemos santificar-nos sem trabalhar pela  santificação dos nossos irmãos, e não podemos trabalhar pela santificação dos nossos  irmãos sem que primeiro tenhamos trabalhado e ainda trabalhemos em nossa própria  santificação. 
Introduzindo a Igreja no novo milênio, o Beato João Paulo II nos recordava a normalidade deste  “ideal de perfeição”, que deve ser oferecido desde o início a todos:  «Perguntar a um 
catecúmeno: “Queres receber o Batismo?” significa ao mesmo tempo perguntar-lhe:  “Queres fazer-te santo?”» (Beato JOÃO PAULO II, Carta Apostólica Novo millennio ineunte, 6  de janeiro de 2001, n. 31.) 
Certamente, no dia da nossa Ordenação Sacerdotal, esta mesma pergunta batismal ressoou  novamente em nosso coração, solicitando ainda a nossa resposta pessoal; mas esta nos foi  feita, também, para que soubéssemos transmiti -la aos nossos fiéis, conservando-lhe a beleza 
e a preciosidade. 

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

                                                            Das Obras de São Boaventura, bispo 
(Opusculum 3, Lignum vitae, 29-30.47 Opera omnia 8,79) (Séc.XIII)
Em vós está a fonte da vida
Considera, ó homem redimido, quem é aquele que por tua causa está pregado na cruz, qual a sua dignidade e grandeza. A sua morte dá a vida aos mortos; por sua morte choram o céu e a terra, e fendem-se até as pedras mais duras. Para que, do lado de Cristo morto na cruz, se formasse a Igreja e se cumprisse a Escritura que diz: Olharão para aquele que transpassaram (Jo 19,37), a divina Providência permitiu que um dos soldados lhe abrisse com a lança o sagrado lado, de onde jorraram sangue e água. Este é o preço da nossa salvação. Saído daquela fonte divina, isto é, no íntimo do seu Coração, iria dar aos sacramentos da Igreja o poder deconferir a vida da graça, tornando-separa os que já vivem em Cristo bebida da fonte viva que jorra para a vida eterna (Jo 4,14).
Levanta-te, pois, tu que amas a Cristo, sê como a pomba que faz o seu ninho na borda do rochedo (Jr 48,28), e aí, como o pássaro que encontrou sua morada (cf. Sl 83,4), não cesses de estar vigilante; aí esconde como a andorinha os filhos nascidos do casto amor; aí aproxima teus lábios para beber a água das fontes do Salvador (cf. Is 12,3). Pois esta é a fonte que brota no meio do paraíso e, dividida em quatro rios (cf. Gn 2,10), se derrama nos corações dos fiéis para irrigar e fecundar a terra inteira.
Acorre com vivo desejo a esta fonte de vida e de luz, quem quer que sejas, ó alma consagrada a Deus, e exclama com todas as forças do teu coração:“Ó inefável beleza do Deus altíssimo e puríssimo esplendor da luz eterna, vida que vivifica toda vida, luz que ilumina toda luz e conserva em perpétuo esplendor a multidão dos astros, que desde a primeira aurora resplandecem diante do trono da vossa divindade.
Ó eterno e inacessível, brilhante e suave manancial daquela fonte oculta aos olhos de todos os mortais! Sois profundidade infinita, altura sem limite, amplidão sem medida, pureza sem mancha!”
De ti procede o rio que vem trazer alegria à cidade de Deus (Sl 45,5), para que entre vozes de júbilo e contentamento (cf. Sl 41,5) possamos cantar hinos de louvor ao vosso nome, sabendo por experiência que em vós está a fonte da vida, e em vossa luz contemplamos a luz (Sl 35,10).

terça-feira, 12 de junho de 2012

Santo Antônio de Pádua, presbítero (I.226) (Séc.XII)

A palavra é viva quando são as obras que falam

Quem está repleto do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, a saber: a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamos estas línguas quando os outros as vêem em nós mesmos. A palavra é viva quando são as obras que falam. Cessem, portanto, os discursos e falem as obras.
Estamos saturados de palavras, mas vazios de obras. Por este motivo o Senhor nos amaldiçoa, como amaldiçoou a figueira em que não encontrara frutos, mas apenas folhas. Diz São Gregório: “Há uma lei para o pregador: que faça o que prega”. Em vão pregará o conhecimento da lei quem destrói a doutrina por suas obras.
 Os apóstolos, entretanto, falavam conforme o Espírito Santo os inspirava (cf. At 2,4). Feliz de quem fala conforme o Espírito Santo lhe inspira e não conforme suas idéias! Pois há alguns que falam movidos pelo próprio espírito e, usando as palavras dos outros, apresentam-nas como suas, atribuindo-as a si mesmos. 
Destes e de outros semelhantes, diz o Senhor por meio do profeta Jeremias: Terão de se haver comigo os profetas que roubam um do outro as minhas palavras. Terão de se haver comigo os profetas, diz o Senhor, que usam suas línguas para proferir oráculos. Eis que terão de haver-se comigo os profetas que profetizam sonhos mentirosos, diz o Senhor, que os contam, e seduzem o meu povo com suas mentiras e seus enganos. Mas eu não os enviei, não lhes dei ordens, e não são de nenhuma utilidade para este povo – oráculo do Senhor (Jr 23,30-32). 
Falemos, portanto, conforme a linguagem que o Espírito Santo nos conceder; e peçamos-lhe humilde e devotamente que derrame sobre nós a sua graça, a fim de podermos celebrar o dia de Pentecostes com a perfeição dos cinco sentidos e na observância do decálogo. Que sejamos repletos de um profundo espírito de contrição e nos inflamemos com essas línguas de fogo que são os louvores divinos. Desse modo, ardentes e iluminados pelos esplendores da santidade, mereceremos ver o Deus Uno eTrino.