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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Visita do Visitador Provincial da PFCM aos Noviços em Campina Verde/MG

Sem.Nárion, Pe.Evaldo e Sem.José Carlos
No dia 11 de dezembro os noviços receberam, no Seminário Interno em Campina Verde/MG, o coirmão Pe. César que com muito amor e dedicação colocou-se disponivel para pregar dois dias de retiro,13 e 14, em preparação para o bom propósito. Dia 16 chegou o Pe. Evaldo, visitador da PFCM e o Pe. Odair da CMPS.
Dia 17 ao longo do dia foi realizada a avaliação do seminário Interno... Dia 18, as 10:30h, houve uma celebração Eucaristica de encerramento juntamente com a Família Vicentina. Em seguida tiveram um almoço festivo de confraternização. Dia 18 a tarde alguns já começaram a viajar em visita as familias. Dia 19 viajaram Nárion, Alagoas, Pe. Evaldo e José Carlos para o Ceará. Que Deus continue os abençoando.... Muita Fidelidade e perseverança na caminhada.... Conte com nossas orações. Abraço!!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Reflexão por ocasião do Natal de Jesus

 
Irmãos,
Paz e Alegria para todos Vocês!
Dom Helder Camara nos oferece uma pequena meditação:
“ANUNCIARAM UM PRESÉPIO VIVO
Uma Jovem linda fazia as vezes de Nossa Senhora... Um Senhor, meio idoso, fazia o papel de São José... Uma Criança loura de olhos azuis, era o próprio Menino Deus... Presépio vivo ou quadro teatral? ... Quem quiser Presépio vivo entre em qualquer mocambo dos Alagados, destes onde a Família apanha comida nas latas de lixo e vive sem luz, sem água, sem esgoto, sem voz e sem vez... Há sempre Criança nova dormindo em algum caixão de querosene, ameaçada de ser roída pelos ratos, ou de ter a cabeça devorada pelos porcos... Nome da Criança? Nome aparente: Zé, Amaro ou Severino... Nome de verdade: Jesus Cristo!”
Este texto nos convida a alguns instantes silenciosos. . . O Criador e Pai prova – pelo envio de seu Filho Jesus – que a Humanidade tem o direito feliz de ser humana... Que o Espírito do Homem de Nazaré mova todos os Corações para construirmos um Mundo respirável...
Mais de 2000 anos se passaram... 
A Humanidade celebra, mais uma vez, o feliz nascimento de Jesus. Esta Humanidade se tornou, após o primeiro natal – sempre mais – humana? Os dias de dezembro são, cada ano de novo, uma oportunidade para refletirmos um pouco. 
O Criador – Amor pleno – faz a mulher e o homem viverem em um belo paraíso, lugar certamente bem humano, pois repleto de paz, felicidade e bem-estar. Mas, o mal, o negativo, o egoísmo desviam o curso dos sonhos do Pai. As filhas e os filhos, na prática menos irmãs e menos irmãos, mergulham em dor e sofrimento. Os Profetas gritam, denunciando o que está errado, e anunciando o que é bom e belo. Nasce Jesus, trazendo vida, e “vida em abundância”; vem Jesus para a Humanidade se tornar novamente humana. 
E, neste final do ano 2012? Todas e todos vivem, realmente, vida humana? As Instituições – de todos os matizes – permitem, de verdade, vida humana? Não se precisa de muito tempo para descobrir que a realidade nua e crua deixa muito a desejar. 
Escravidões individuais e coletivas, em numerosas formas, freiam a possibilidade de a vida ser, cada vez mais, humana. Vegetar não é viver humanamente. Encontrar-se na “miséria que sub-humaniza” e no “egoísmo que desumaniza” – expressões de Helder Camara – não é viver humanamente. Estar rodeado por cercas que sufocam não tem muito a ver com vida humana. Por isso, Dom Pedro Casaldáliga sentencia: “Malditas todas as cercas que nos impedem de viver e amar!”. Vez por quando tem-se a impressão que temos pós-graduação em construir cercas! Cercas em torno de nós mesmos, cercas ao redor dos outros, cercas nas sociedades, cercas nas igrejas. Deste modo não se dá continuidade à vida que Jesus desejava trazer à terra no primeiro natal. 

Concerto Natalino na Pároquia de São Raimundo Nonato - Belém/PA

A paróquia de São Raimundo Nonato promoveu, com o apoio do coro Carlos Gomes e Orquestra de Câmera um Concerto Natalino, tendo como Regente a Srª Maria Antonia Jimenez. Essa iniciativa teve como objetivo promover, desde já entre os fiéis, o espirito do Natal com lindas canções.  Feliz Natal!!!
Programa
J.S. BACH - Herrscher de  Himmels, erhore das Lallen
                      Oratorio de Natal- coro 24
G.F. HAENDEL - Messiah
MORTEN LAURIDSEN - OMagnum Mysterium
IRVIN BERLING - White Christmas
ERNANI AGUIAR - Acalentando Jesus
LUC JAKOBS - Dormi, Jesu
ARR. CYRO PEREIRA - Noite Azul
ADOLPHE-CHARLES ADAM - O Holy Nigth
JOSÉ VIEIRA BRANDÃO - Chorinho Natalino

Confraternização da Familia Vicentina do Regional Belém/PA


Encerramento e Confraternização do Seminário Pe.José Santana - Turma da Filosofia

No dia 10 de dezembro, no Seminário Pe.José Santana as 19:00hs, reuniram-se os seminaristas com a comunidade para celebrar e se confraternizarem por mais um ano de caminhada. A santa Missa foi celebrada pelo Pe.Adriano, pároco da Imaculada Conceição em Maceió, e concelebrada pelos padres Jânio, diretor da casa de Filosofia, e também pelo Pe.Silvio, diretor da casa de Teologia em Belém/Pa.
Foi uma noite muito especial, fortalecidos pela Eucaristia e também pela amizade cultivada entre todos aqueles que colaboram direto e indiretamente na formação dos futuros padres lazaristas. Que todos os seminaristas tenham uma boa viagem em visita a familia. Feliz Natal!!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Dia Mundial da Paz - 1º de janeiro de 2013

Bem-aventurados os obreiros da paz
1. Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspectiva, peço a Deus, Pai da humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e próspera.
À distância de 50 anos do início do Concílio Vaticano II, que permitiu dar mais força à missão da Igreja no mundo, anima constatar como os cristãos, Povo de Deus em comunhão com Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na história compartilhando alegrias e esperanças, tristezas e angústias, anunciando a salvação de Cristo e promovendo a paz para todos.
Na realidade o nosso tempo, caracterizado pela globalização, com seus aspectos positivos e negativos, e também por sangrentos conflitos ainda em curso e por ameaças de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo.
Causam apreensão os focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado. Além de variadas formas de terrorismo e criminalidade internacional, põem em perigo a paz aqueles fundamentalismos e fanatismos que distorcem a verdadeira natureza da religião, chamada a favorecer a comunhão e a reconciliação entre os homens.
E no entanto as inúmeras obras de paz, de que é rico o mundo, testemunham a vocação natural da humanidade à paz. Em cada pessoa, o desejo de paz é uma aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem é feito para a paz, que é dom de Deus.
Tudo isso me sugeriu buscar inspiração, para esta Mensagem, às palavras de Jesus Cristo: «Bem--aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).
A bem-aventurança evangélica
2. As bem-aventuranças proclamadas por Jesus (cf. Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23) são promessas. Com efeito, na tradição bíblica, a bem-aventurança é um género literário que traz sempre consigo uma boa nova, ou seja um evangelho, que culmina numa promessa. Assim, as bem-aventuranças não são meras recomendações morais, cuja observância prevê no tempo devido – um tempo localizado geralmente na outra vida – uma recompensa, ou seja, uma situação de felicidade futura; mas consistem sobretudo no cumprimento duma promessa feita a quantos se deixam guiar pelas exigências da verdade, da justiça e do amor. Frequentemente, aos olhos do mundo, aqueles que confiam em Deus e nas suas promessas aparecem como ingénuos ou fora da realidade; ao passo que Jesus lhes declara que já nesta vida – e não só na outra – se darão conta de serem filhos de Deus e que, desde o início e para sempre, Deus está totalmente solidário com eles. Compreenderão que não se encontram sozinhos, porque Deus está do lado daqueles que se comprometem com a verdade, a justiça e o amor. Jesus, revelação do amor do Pai, não hesita em oferecer-Se a Si mesmo em sacrifício. Quando se acolhe Jesus Cristo, Homem-Deus, vive-se a jubilosa experiência de um dom imenso: a participação na própria vida de Deus, isto é, a vida da graça, penhor duma vida plenamente feliz. De modo particular, Jesus Cristo dá-nos a paz verdadeira, que nasce do encontro confiante do homem com Deus.
A bem-aventurança de Jesus diz que a paz é, simultaneamente, dom messiânico e obra humana. Na verdade, a paz pressupõe um humanismo aberto à transcendência; é fruto do dom recíproco, de um mútuo enriquecimento, graças ao dom que provém de Deus e nos permite viver com os outros e para os outros. A ética da paz é uma ética de comunhão e partilha. Por isso, é indispensável que as várias culturas de hoje superem antropologias e éticas fundadas sobre motivos teorico-práticos meramente subjectivistas e pragmáticos, em virtude dos quais as relações da convivência se inspiram em critérios de poder ou de lucro, os meios tornam-se fins, e vice-versa, a cultura e a educação concentram-se apenas nos instrumentos, na técnica e na eficiência. Condição preliminar para a paz é o desmantelamento da ditadura do relativismo e da apologia duma moral totalmente autónoma, que impede o reconhecimento de quão imprescindível seja a lei moral natural inscrita por Deus na consciência de cada homem. A paz é construção em termos racionais e morais da convivência, fundando-a sobre um alicerce cuja medida não é criada pelo homem, mas por Deus. Como lembra o Salmo 29, « o Senhor dá força ao seu povo; o Senhor abençoará o seu povo com a paz » (v. 11).