1. No Evangelho desta noite luminosa da Vigília Pascal, encontramos
em primeiro lugar as mulheres que vão ao sepulcro de Jesus levando
perfumes para ungir o corpo d’Ele (cf. Lc 24, 1-3). Vão cumprir
um gesto de piedade, de afeto, de amor, um gesto tradicionalmente feito
a um ente querido falecido, como fazemos nós também. Elas tinham
seguido Jesus, ouviram-No, sentiram-se compreendidas na sua dignidade e
acompanharam-No até ao fim no Calvário e ao momento da descida do seu
corpo da cruz. Podemos imaginar os sentimentos delas enquanto caminham
para o túmulo: tanta tristeza, tanta pena porque Jesus as deixara;
morreu, a sua história terminou. Agora se tornava à vida que levavam
antes. Contudo, nas mulheres, continuava o amor, e foi o amor por Jesus
que as impelira a irem ao sepulcro. Mas, chegadas lá, verificam algo
totalmente inesperado, algo de novo que lhes transtorna o coração e os
seus programas e subverterá a sua vida: vêem a pedra removida do
sepulcro, aproximam-se e não encontram o corpo do Senhor. O caso
deixa-as perplexas, hesitantes, cheias de interrogações: «Que
aconteceu?», «Que sentido tem tudo isto?» (cf.Lc 24, 4).
Porventura não se dá o mesmo também conosco, quando acontece qualquer
coisa de verdadeiramente novo na cadência diária das coisas? Paramos,
não entendemos, não sabemos como enfrentá-la. Frequentemente mete-nos
medo a novidade, incluindo a novidade que Deus nos traz, a
novidade que Deus nos pede. Fazemos como os apóstolos, no Evangelho:
muitas vezes preferimos manter as nossas seguranças, parar junto de um
túmulo com o pensamento num defunto que, no fim de contas, vive só na
memória da história, como as grandes figuras do passado. Tememos as
surpresas de Deus; temos medo das surpresas de Deus! Ele não cessa de
nos surpreender!
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo!
Cidade do Vaticano,
24 de Março de 2013
Apresentamos a
homilia do Santo Padre Francisco na Celebração do Domingo de Ramos e da Paixão
do Senhor.
1. Jesus entra em Jerusalém. A multidão dos
discípulos acompanha-O em festa, os mantos são estendidos diante d’Ele, fala-se
dos prodígios que realizou, ergue-se um grito de louvor: «Bendito seja o Rei
que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!» (Lc 19, 38). Multidão, festa,
louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus despertou tantas
esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes, simples, pobres,
abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo. Soube compreender as
misérias humanas, mostrou o rosto misericordioso de Deus e inclinou-Se para
curar o corpo e a alma.
Assim é Jesus. Assim
é o seu coração, que nos vê a todos, que vê as nossas enfermidades, os nossos
pecados. Grande é o amor de Jesus! E entra em Jerusalém assim com este amor que
nos vê a todos. É um espectáculo lindo: cheio de luz – a luz do amor de Jesus,
do amor do seu coração –, de alegria, de festa.
No início da Missa,
também nós o reproduzimos. Agitámos os nossos ramos de palmeira. Também nós
acolhemos Jesus; também nós manifestamos a alegria de O acompanhar, de O sentir
perto de nós, presente em nós e no nosso meio, como um amigo, como um irmão,
mas também como rei, isto é, como farol luminoso da nossa vida. Jesus é Deus,
mas desceu a caminhar connosco como nosso amigo, como nosso irmão; e aqui nos
ilumina ao longo do caminho. E assim hoje O acolhemos. E aqui temos a primeira
palavra que vos queria dizer: alegria! Nunca sejais homens emulheres tristes:
um cristão não o pode ser jamais! Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo! A
nossa alegria não nasce do facto de possuirmos muitas coisas, mas de termos
encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no meio de nós; nasce do facto de
sabermos que, com Ele, nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis,
mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que
parecem insuperáveis… e há tantos! E nestes momentos vem o inimigo, vem o
diabo, muitas vezes disfarçado de anjo, e insidiosamente nos diz a sua palavra.
Não o escuteis! Sigamos Jesus! Nós acompanhamos, seguimos Jesus, mas sobretudo
sabemos que Ele nos acompanha e nos carrega aos seus ombros: aqui está a nossa
alegria, a esperança que devemos levar a este nosso mundo. E, por favor, não
deixeis que vos roubem a esperança! Não deixeis roubar a esperança… aquela que
nos dá Jesus!
quarta-feira, 20 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Primeiras palavras do Papa Francisco I
"Queridos irmãos e irmãs, boa tarde, como vocês sabem os cardeais no
conclave têm que encontrar um bispo para Roma, e parece que os irmãos
cardeais o procuraram quase no fim do mundo, mas estamos aqui.
Agradeço-lhes a acolhida à comunidade diocesana de Roma como seu bispo.
Em primeiro lugar queria fazer uma oração pelo nosso bispo emérito
Bento XVI, rezemos todos juntos para que o Senhor o abençoe e a Virgem o
proteja.
Desejo a todos que este caminho de Igreja que começamos hoje e no
qual me ajudará o cardeal vigário aqui presente, seja fecundo para a
evangelização (Aplausos).
E agora eu gostaria de dar a bênção - disse o Santo Padre – ainda que
antes, peço-lhes um favor: antes de que o bispo abençoe o povo,
peço-lhes que rezem ao Senhor para que me abençoe. Porque é a oração do
povo pedindo a benção para o seu bispo. Façamos em silêncio esta oração
vossa por mim”.
[Anúncio da Indulgência Plenária]
Agora vos darei a benção, a vós e a todos os homens e mulheres de boa vontade.
[Benção Urbi et Orbi]
Irmãos e irmãs, vos deixo, muito obrigado pela acolhida, rezem por
mim e até logo, nos vemos em breve. Amanhã quero rezar à Nossa Senhora,
para que proteja toda Roma. Boa noite e bom descanso".
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