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quarta-feira, 14 de maio de 2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
Festa de Santa Luisa de Marillac.15 de março
Luísa de Marillac, filha de Luís de Marillac, nasceu a 12 de agosto de 1591 e teve uma infância e uma adolescência marcadas por grande sofrimento. Seu pai estava viúvo desde 1588, quando falecera Maria Rosária, e ainda não tinha se casado com Antonieta Le Camus, também viúva e mãe de três filhos. Infelizmente, não se sabe o nome da mãe de Luísa, pois sua certidão de batismo desapareceu.
Luísa viveu sua infância em um convento de Irmãs Dominicanas, em Poissy. Este convento possuía uma espécie de pensionato, que oferecia uma boa formação religiosa. Luísa era inteligente e adquiriu uma cultura invejável: humanística, cristã e filosófica. Além disso, estudou latim, bíblia, pintura, música, literatura, etc.
Luís de Marillac morreu quando Luísa tinha apenas 12 anos. A morte do pai causou-lhe grande consternação, deixando-a com um sentimento de total abandono. Seu tio Miguel, que chegou a ser ministro da justiça, passou a ser seu tutor, permanecendo, porém, muito distante.
Logo depois, Luísa deixou, com pesar, o convento de Poissy, a famosa escola de então, e foi morar em Paris, num pensionato modesto, onde começou a aprender os trabalhos domésticos, como cozinhar, costurar, fazer limpeza. Lá, pela primeira vez, Luísa pôde realizar, depois das refinadas experiências em Poissy, uma experiência concreta de pobreza.
Ao conhecer as Irmãs Capuchinhas, que foram solenemente instaladas num convento em Paris, Luísa sentiu-se atraída por aquela vida de oração, trabalho manual e grande austeridade. Ia freqüentemente rezar na capela das religiosas e fez, entusiasmada, o voto de consagrar-se a Deus nesta vida de clausura rigorosa. Dirigindo-se ao seu tio Miguel para pedir-lhe autorização, a fim de entrar no Convento das Capuchinhas, teve como resposta uma recusa clara e firme: por ser de constituição fraca, ela não poderia suportar a austeridade da vida no claustro.
Como não lhe foi possível entrar para a vida religiosa, seu tio logo a encaminhou para o matrimônio. Como era costume no século XVII, com Luísa não foi diferente: Miguel de Marillac lhe arranjara um casamento de conveniência. O escolhido foi um jovem secretário da Rainha Maria de Médicis, Antônio Le Gras. Casando-se a 04 de fevereiro de 1613, Luísa encontrou finalmente o calor e a felicidade de uma família. E, com o nascimento de seu filho Miguel Antônio, a 18 de outubro de 1613, essa alegria se completou.
Sete anos após o casamento, Antônio Le Gras caiu doente. Esta situação provocou grande agonia na consciência de Luísa, pois passou a culpar-se pela doença do esposo, pensando ter sido causada por sua infidelidade à promessa feita a Deus de se consagrar como religiosa. Então, pensando que, para aplacar a justiça divina e finalmente recobrar a paz, deveria multiplicar as orações, fez o voto de viuvez, caso Deus chamasse a si o seu esposo.
No dia de Pentecostes de 1623, Luísa foi rezar na Igreja de São Nicolau des Champs e, sentindo-se profundamente iluminada, viu suas dúvidas e angústias se dissiparem. Ela mesma escreveu: "No dia de Pentecostes, ouvindo a Santa Missa ou fazendo oração na igreja, num instante, meu espírito foi iluminado em relação a estas dúvidas. Fui advertida de que deveria permanecer com meu marido e de que viria um tempo em que estaria em condições de fazer voto de pobreza, castidade e obediência e de que estaria numa pequena comunidade onde algumas outras fariam o mesmo. Entendi que isto seria num lugar dedicado ao serviço do próximo; porém não compreendia como seria, pois devia haver idas e vindas. Fui assegurada também que deveria permanecer em paz quanto ao meu diretor e que Deus me daria um outro que ele me fez ver então, segundo me parece, e eu senti repugnância em aceitá-lo; todavia, consenti, parecendo-me, entretanto, que não era o momento de fazer esta mudança.Minha terceira pena foi-me tirada pela certeza que senti em meu espírito de que era Deus quem me ensinava tudo o que disse acima e, posto que Deus existia, não devia duvidar do restante.
Luísa viveu sua infância em um convento de Irmãs Dominicanas, em Poissy. Este convento possuía uma espécie de pensionato, que oferecia uma boa formação religiosa. Luísa era inteligente e adquiriu uma cultura invejável: humanística, cristã e filosófica. Além disso, estudou latim, bíblia, pintura, música, literatura, etc.
Luís de Marillac morreu quando Luísa tinha apenas 12 anos. A morte do pai causou-lhe grande consternação, deixando-a com um sentimento de total abandono. Seu tio Miguel, que chegou a ser ministro da justiça, passou a ser seu tutor, permanecendo, porém, muito distante.
Logo depois, Luísa deixou, com pesar, o convento de Poissy, a famosa escola de então, e foi morar em Paris, num pensionato modesto, onde começou a aprender os trabalhos domésticos, como cozinhar, costurar, fazer limpeza. Lá, pela primeira vez, Luísa pôde realizar, depois das refinadas experiências em Poissy, uma experiência concreta de pobreza.
Ao conhecer as Irmãs Capuchinhas, que foram solenemente instaladas num convento em Paris, Luísa sentiu-se atraída por aquela vida de oração, trabalho manual e grande austeridade. Ia freqüentemente rezar na capela das religiosas e fez, entusiasmada, o voto de consagrar-se a Deus nesta vida de clausura rigorosa. Dirigindo-se ao seu tio Miguel para pedir-lhe autorização, a fim de entrar no Convento das Capuchinhas, teve como resposta uma recusa clara e firme: por ser de constituição fraca, ela não poderia suportar a austeridade da vida no claustro.
Como não lhe foi possível entrar para a vida religiosa, seu tio logo a encaminhou para o matrimônio. Como era costume no século XVII, com Luísa não foi diferente: Miguel de Marillac lhe arranjara um casamento de conveniência. O escolhido foi um jovem secretário da Rainha Maria de Médicis, Antônio Le Gras. Casando-se a 04 de fevereiro de 1613, Luísa encontrou finalmente o calor e a felicidade de uma família. E, com o nascimento de seu filho Miguel Antônio, a 18 de outubro de 1613, essa alegria se completou.
Sete anos após o casamento, Antônio Le Gras caiu doente. Esta situação provocou grande agonia na consciência de Luísa, pois passou a culpar-se pela doença do esposo, pensando ter sido causada por sua infidelidade à promessa feita a Deus de se consagrar como religiosa. Então, pensando que, para aplacar a justiça divina e finalmente recobrar a paz, deveria multiplicar as orações, fez o voto de viuvez, caso Deus chamasse a si o seu esposo.
No dia de Pentecostes de 1623, Luísa foi rezar na Igreja de São Nicolau des Champs e, sentindo-se profundamente iluminada, viu suas dúvidas e angústias se dissiparem. Ela mesma escreveu: "No dia de Pentecostes, ouvindo a Santa Missa ou fazendo oração na igreja, num instante, meu espírito foi iluminado em relação a estas dúvidas. Fui advertida de que deveria permanecer com meu marido e de que viria um tempo em que estaria em condições de fazer voto de pobreza, castidade e obediência e de que estaria numa pequena comunidade onde algumas outras fariam o mesmo. Entendi que isto seria num lugar dedicado ao serviço do próximo; porém não compreendia como seria, pois devia haver idas e vindas. Fui assegurada também que deveria permanecer em paz quanto ao meu diretor e que Deus me daria um outro que ele me fez ver então, segundo me parece, e eu senti repugnância em aceitá-lo; todavia, consenti, parecendo-me, entretanto, que não era o momento de fazer esta mudança.Minha terceira pena foi-me tirada pela certeza que senti em meu espírito de que era Deus quem me ensinava tudo o que disse acima e, posto que Deus existia, não devia duvidar do restante.
Campanha da Fraternidade 2014
1-O cartaz da Campanha da Fraternidade
quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e
estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e
irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os
traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força
coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua
terra, de sua família e de sua gente.
2-Essa situação rompe com o projeto de
vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser
humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior
do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a
fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a
sociedade.
3-As correntes rompidas e envoltas em
luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e
apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança
se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as
situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade
que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com
injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano,
representadas pelas mãos na parte inferior.
4-A maioria das pessoas traficadas é
pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas
do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com
enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos
traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são
explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos.
(Fonte: CF 2014)
terça-feira, 11 de março de 2014
Quaresma
Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)
Quando iniciamos a Quaresma, na
Quarta-feira de Cinzas recebendo-as sobre as nossas cabeças como sinal
de reconhecimento do nosso pecado e a necessidade de conversão, a
Palavra de Deus nos lembrava do jejum, esmola e a oração (Mt 6,
1-6.16-18). “Quando jejuares perfuma a cabeça e lava o rosto... e o teu
Pai que vê o que está escondido, te dará a recompensa. Encontramos
também Jesus lembrando que “quando o esposo for tirado, então jejuarão”,
na clara alusão tanto à Sexta-feira Santa, como também à nossa
separação d’Ele pelo pecado.
Sim, oração, jejum, esmola, lectio
divina, confissão e tantas outras práticas quaresmais se juntam ao tema
da Campanha da Fraternidade, neste ano sobre o Tráfico Humano para nos
ajudar a vivenciar a nossa vida cristã e renová-la neste tempo
favorável.
O apelo de Cristo visa a nossa mudança
interior, à transformação de nossas vidas, à conversão do coração e à
conversão e à penitência interior, reorientando nossa vida para Deus e
rompendo com o pecado. É a busca de acolher o coração novo! Para isso as
atitudes de reconciliação, cuidado dos necessitados, confissão de
nossas faltas, revisão de vida e outras atitudes nos ajudam, assim como
algumas atitudes que fazem o nosso corpo também participar dessa
renovação espiritual.
Somos chamados a sempre buscar uma vida
de conversão, e, para isso, ao acolher a graça de Deus ter também
práticas de ascese que nos ajudem nessa caminhada. “O Cristão é, de
modos e formas diferentes, asceta e místico, virtuoso e espiritual ao
mesmo tempo, operante por capacidade própria e dirigido pelo influxo do
Espírito do Ressuscitado. Com esse princípio, a vida cristã propõe
também uma ascese que se funda na caridade, em virtude da qual o cristão
renuncia a tudo o que impede de tender à perfeição evangélica.”
A caminhada quaresmal conduz-nos a
renovar a vida cristã, que no fundo é uma busca de recolocar-nos no
caminho da santidade, atitude que deve ser constante, mas que recebe um
incremento especial neste tempo favorável. “O aspecto mais sublime da
dignidade humana consiste em sua vocação para a comunhão com Deus. Desde
o seu nascimento o homem é convidado ao diálogo com Deus.” (GS, 19)
É nesse contexto que a Igreja propõe
como um dos seus mandamentos “Jejuar e abster-se de carne, conforme
manda a Santa Mãe Igreja” (CIC 2043), contribuindo para nos ajudar a
preparar para as festas litúrgicas e a adquirir domínio sobre nossos
instintos e a liberdade de coração.
A Igreja convida-nos, durante o tempo da
Quaresma e depois também todas as sextas-feiras do ano (em memória da
Sexta-feira Santa) a termos momentos fortes de prática penitencial.
O Diretório Litúrgico da Igreja no
Brasil resume a questão do Jejum e Abstinência lembrando que estão
obrigados à abstinência os maiores de quatorze anos de idade e ao jejum
os que estão entre os dezoito e os sessenta anos. E ainda aí nos
recorda: dias de penitência são todas as sextas-feiras do ano, que pode
ser com abstinência de carne ou outro alimento, ou ainda alguma outra
forma, como obra de caridade ou exercício de piedade.
Dias de Jejum e Abstinência são apenas a
Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa. E também aqui “a
abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática
de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação
nesses dias na Sagrada Liturgia.”
Parece muito pouco o que a Igreja nos
pede para tão grandes resultados, mas a intenção é que, dentro de uma
orientação bastante aberta, possamos andar no caminho sincero de
conversão, como, aliás, é o espírito dessa norma, pois lembra, à luz dos
documentos, que mesmo os que não estão sujeitos a essas práticas, sejam
formados no sentido genuíno da vida em conversão.
Somos convidados a levar a sério este
tempo que se abriu par anos refazendo o caminho do Êxodo e estando
unidos a Cristo viver esses abençoados 40 dias de renovação interior, de
vida de conversão para chegarmos purificado e renovados à Páscoa da
Ressurreição, quando, no sábado santo, iremos solenemente renovar os
nossos compromissos batismais.
Uma Santa Quaresma para todos nós.
Uma Santa Quaresma para todos nós.
Papa Francisco envia mensagem para a Campanha da Fraternidade 2014
Queridos
brasileiros,
Sempre
lembrado do coração grande e da acolhida calorosa com que me estenderam os
braços na visita de fins de julho passado, peço agora licença para ser
companheiro em seu caminho quaresmal, que se inicia no dia 5 de março,
falando-lhes da Campanha da Fraternidade que lhes recordo a vitória da Páscoa:
<<É para a liberdade que Cristo nos libertou>> (Gal 5,1). Com a sua
Paixão, Morte e Ressurreição, Jesus Cristo libertou a humanidade das amarras da
morte e do pecado. Durante os próximos quarenta dias, procuraremos
conscientizar-nos mais e mais da misericórdia infinita que Deus usou para
conosco e logo nos pediu para fazê-la transbordar para os outros, sobretudo
aqueles que mais sofrem: <>. Neste sentido, visando mobilizar os cristãos e pessoas
de boa vontade da sociedade brasileira para uma chaga social qual é o tráfico
de seres humanos, os nossos irmãos bispos do Brasil lhes propõe este ano o tema
“Fraternidade e Tráfico Humano”.
Não é
possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como
mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas
e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz,
etc. Isso é tráfico humano! <> (Discurso aos novos Embaixadores, 12/XII/2013). Se, depois,
descemos ao nível familiar e entramos em casa, quantas vezes aí reina a
prepotência! Pais que escravizam os filhos, filhos que escravizam os pais;
esposos que, esquecidos de seu chamado para o dom, se exploram como se fossem
um produto descartável, que se usa e se joga fora; idosos sem lugar, crianças e
adolescentes sem voz. Quantos ataques aos valores basilares do tecido familiar
e da própria convivência social! Sim, há necessidade de um profundo exame de
consciência. Como se pode anunciar a alegria da Páscoa, sem se solidarizar com
aqueles cuja liberdade aqui na terra é negada?
Queridos
brasileiros, tenhamos a certeza: Eu só ofendo a dignidade humana do outro,
porque antes vendi a minha. A troco de quê? De poder, de fama, de bens
materiais... E isso – pasmem! A troco da minha dignidade de filho e filha de
Deus, resgatada a preço do sangue de Cristo na Cruz e garantida pelo Espírito
Santo que clama dentro de nós:<< “Abbá, Pai!”>> (cf. Gal 4,6). A
dignidade humana é igual em todo o ser humano: quando piso-a no outro, estou
pisando a minha. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! No ano passado,
quando estive junto de vocês afirmei que o povo brasileiro dava uma grande
lição de solidariedade; certo disso, faço votos de que os cristãos e as pessoas
de boa vontade possam comprometer-se para que mais nenhum homem ou mulher,
jovem ou criança, seja vítima do tráfico humano! E a base mais eficaz para
restabelecer a dignidade humana é anunciar o Evangelho de Cristo nos campos e nas
cidades, pois Jesus quer derramar por todo o lado vida em abundância (cf.
Evangelii gaudium, 75).
Com
estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo sobre todos os brasileiros,
para que a vida nova em Cristo lhes alcance, na mais perfeita liberdade dos
filhos de Deus (cf. Rm 8, 21), despertando em cada coração sentimentos de
ternura e compaixão por seu irmão e irmã necessitados de liberdade, enquanto de
bom grado lhes envio uma propiciadora Bênção Apostólica.
Vaticano, 25 de fevereiro de 2014.
Francisco
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