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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Circular do Superior Geral - Advento 2014

Advento 2014, tempo de oração, de paz e de lugar para os pobres


Roma, 30 de novembro de 2014

Primeiro Domingo do Advento

Queridos irmãos e queridas irmãs em Jesus e São Vicente,
Que a graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam sempre em nossos corações!
O tempo do Advento chegou, um tempo favorável para meditar os mistérios de nossa fé. As Escrituras, as narrações e os hinos do Advento nos convocam a entrar em oração, a procurar a paz de Cristo e a abrir nossos corações e nossas mãos para servir aqueles que Deus escolheu, nossos « Senhores e Mestres », os pobres.
Nesta carta de Advento, vou partilhar três experiências simples mas profundas que vivi num dia. Elas tocaram meu coração e me levaram a refletir na necessidade de rezar, na busca da paz e num compromisso mais profundo no serviço dos pobres. Isso se passou durante minha visita a um Santuário Mariano, meu encontro com Irmãs contemplativas e minha participação na Missa e partilha de uma refeição com um grupo de toxicômanos em vias de recuperação.
No dia 27 de setembro, festa de São Vicente de Paulo, cheguei ao Cazaquistão no Santuário nacional consagrado à Nossa Senhora, Rainha da Paz, situado em um pequeno povoado. Depois de ter viajado uma noite inteira com um Coirmão Polonês a serviço da missão no Cazaquistão e com o Padre Stan Zontak, fomos acolhidos calorosamente pelo Arcebispo, cuja diocese tem duas vezes o tamanho da Itália! Este Santuário abriga « a estrela do Cazaquistão », um altar consagrado à paz, um dos doze que existem no mundo. Para que um altar à paz neste lugar tão remoto? Atrás do Santuário se encontra uma montanha com uma cruz que indica o centro da Eurásia. « A estrela do Cazaquistão » contém pedras e metais preciosos da região. Ela está centrada em Maria cujo coração contém a Eucaristia para mostrar que Jesus nasceu de seu coração pleno de amor.
Depois desta experiência emocionante, o Arcebispo nos conduziu a um mosteiro no povoado, onde encontrei quatro Irmãs Carmelitas contemplativas. Tivemos uma conversa maravilhosa! Falaram de sua vida com simplicidade e manifestaram reconhecimento ao Arcebispo e às pessoas do lugar pelo seu apoio. São mulheres felizes que expressavam como a oração é o coração de sua vida. Isso me comoveu profundamente.
A última etapa da viagem do dia foi a visita a um lar para pessoas em vias de recuperação da dependência de drogas e do álcool. Ele é conduzido por uma mulher profundamente engajada em nosso carisma vicentino, que diz ser seu dever de cristã assegurar um serviço de proximidade com os pobres, sobretudo os toxicômanos. O programa é simples e é oferecido em um ambiente limpo e caloroso, muito necessário no Cazaquistão. Quando o Arcebispo chegou, celebrou a Eucaristia e em seguida partilhamos a refeição e trocamos ideias, – éramos doze!
Após a refeição, o Arcebispo pediu-me para dirigir algumas palavras ao grupo. As observações que então formulei constituem o fundamento de minha mensagem para esta carta de Advento. Mais tarde, reconsiderei que era uma maravilhosa experiência a viver para a festa de São Vicente. Tendo em conta a importância deste dia e das pessoas que encontrei, creio que o Senhor me convidava a meditar sobre três fins essenciais para minha vida e para a Família Vicentina. O Advento 2014 é um apelo a se comprometer na oração, a procurar a paz e a servir alegremente os pobres de Deus. 

Um tempo para REZAR
Após minha visita às Carmelitas em seu mosteiro, meditei sobre a necessidade de rezar em minha própria vida. Nosso carisma nos convida a rezar como contemplativos na ação, a deixar a agitação do mundo e outras distrações e a nos centrar na presença de Jesus na Palavra e na Eucaristia. No diálogo com estas Irmãs, fiquei impressionado pelo seu testemunho simples e alegre da partilha da fé. Como contemplativos ativos, devemos também vir à parte para descansar e meditar com o Senhor.
Como São Vicente dizia a seus primeiros Coirmãos: « a vida apostólica não exclui a contemplação, mas abraça-a e dela aproveita-se para melhor conhecer as verdades eternas que deve anunciar » (Coste III, L1054 p. 347). Neste Advento, encontremos tempo, em nossas vidas ocupadas, para rezar diante do Senhor. Quer sejamos padres, irmãos, irmãs ou leigos, todos os membros da Família Vicentina sabem que a oração é indispensável, pois ela é a força que motiva o que fazemos. É uma marca distinta de nosso serviço que nos enraíza no amor de Deus. Ela nos ajuda a ver a presença de Deus em seus pobres. 

Um tempo de PAZ
No altar da estrela do Cazaquistão, meditei sobre o estado atual de nosso mundo, com a falta de paz sobre a terra. Quer seja no Iraque, na Síria, ou na Nigéria e em muitos outros lugares, somos constantemente testemunhas de atos de violência, do terrorismo, de conflitos de fronteiras e de tribos que ameaçam a paz que procuramos. Hoje as pessoas têm necessidade urgente de aprender a viver em paz. Após ter visitado este Santuário, tomei consciência que a busca da paz começa por mim.
Considerei São Vicente como um exemplo de alguém que buscou a paz e a compartilhou com os outros. Ele dizia à Santa Luísa: « O reino de Deus é paz no Espírito Santo; Ele reinará sobre vós, se vosso coração estiver em paz. Permanecei, portanto em paz, senhora, e vós honrareis soberanamente o Deus da paz e do amor » (Coste I, C.71, p.126). Vicente vivia numa época em que a violência, as guerras e as revoltas eram comuns na França. Quando isso ocorria, eram os pobres que mais sofriam.
No entanto, São Vicente era um artesão da paz e defensor dos pobres. Fez com que a Igreja e a Realeza tomassem conhecimento do quanto esses conflitos faziam sofrer «nossos Senhores e Mestres, os pobres». Como Família Vicentina, devemos ser defensores e instrumentos da paz de Deus. Neste Advento, busquemos a paz interior para estarmos unidos ao Príncipe da Paz, de quem o profeta Miqueias dizia: « Ele se erguerá e apascentará o rebanho pela força do Senhor… E assim será a paz! » (Mi 5, 3-4)

Um serviço alegre dos POBRES 
Depois de uma intensa experiência de oração no Santuário e uma paz profunda vivida com as Irmãs no mosteiro, tive a oportunidade de participar da Missa e de tomar parte na refeição no lar. Senti Nosso Senhor presente de duas maneiras significativas: no altar e na mesa da refeição. Quando passei do Corpo eucarístico de Cristo na capela do lar para a pequena sala de jantar, percebi nesses toxicômanos em vias de recuperação, o corpo maltratado, mas não aniquilado de Cristo. Rezando e compartilhando uma refeição com eles, recebi a graça de ver que todos nós fazemos parte do corpo místico de Cristo.
Jesus nasceu na pobreza e viveu num meio modesto. Esta realidade – a pobreza de Nosso Senhor durante sua vida terrena – não é um relato monótono de Natal, mas a história da salvação. Deus se revela aos anawim, uma palavra hebraica que significa, literalmente: « os pobres que dependem do Senhor para sua libertação ». No Evangelho de Mateus, o primeiro grande ensinamento de Jesus é o das Bem-aventuranças para nos lembrar que Jesus e seu Pai se identificam com os menores dentre nós. No final de cada ano litúrgico, ouvimos a parábola de Mateus sobre o julgamento final como um desafio que nos é dirigido: « Em verdade vos digo: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizeste » (Mt 25,40).
São Vicente nos lembra esta ligação intrínseca entre nossa salvação e o serviço aos pobres: « Não podemos assegurar melhor a nossa felicidade eterna do que vivendo e morrendo a serviço dos pobres, entre os braços da Providência e numa constante renúncia de nós mesmos, para seguir Jesus Cristo » (Coste III, L. 1078, p.392). Que este Advento seja um tempo em que, depois de ter rezado e buscado a paz do Senhor, repartamos renovados a serviço dos pobres de Deus.

O Advento como um tempo para a CONVERSÃO DO CORAÇÃO
Desde o meu retorno do Cazaquistão, tive a oportunidade de visitar Províncias, missões e ramos da Família Vicentina na Europa, Caribe e África, mas guardo na memória esta celebração da festa de São Vicente. Senti que o Senhor me chamava, como Superior Geral, a refletir sobre a melhor maneira de integrar oração, paz e serviço aos pobres em minha própria vida. Tornei-me mais consciente dos momentos em que eu não fui um homem de paz, de oração ou um servo dos pobres. Pedi ao Senhor a graça do perdão. Mencionei isso no lar, e de bom grado partilho com todos no momento em que entramos juntos neste Advento.
Neste primeiro Domingo do Advento, o profeta Isaías descreve a verdade sobre nossa condição humana: « Senhor, nós somos a argila da qual sois o oleiro, todos nós fomos modelados por vossas mãos » (Is 64,7). O Advento é um tempo para nos confiar novamente no amor misericordioso de Deus interiorizando as histórias bíblicas de nossa salvação. Graças a vida de pessoas como Maria, José, João Batista, Zacarias e Isabel, experimentamos o poder salvador de Deus, o pastor de nossas almas. Suas histórias de salvação estão relacionadas à história de nossas vidas.
Um bom Advento nos ajudará a ver que Deus quer abrir nossas mentes e nossos corações para « Preparar o caminho do Senhor » (Mc1,3). O segundo prefácio do Advento antes da oração eucarística expressa de uma maneira muito bela o verdadeiro significado deste tempo litúrgico: « O próprio Senhor nos dá a alegria de entrarmos agora no mistério do seu Natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores ».
Um mês após minha viagem ao Cazaquistão, li o discurso do Papa Francisco durante o encerramento do Sínodo dos Bispos, em outubro. Partilho com todos o que realmente considero um «trecho Vicentino», que irá nos guiar durante o Advento para nos tornar mais fervorosos, a fim de buscar mais a paz e ser mais alegres no serviço dos pobres. 
« E esta é a Igreja, a vinha do Senhor… que não tem medo de arregaçar as mangas para derramar o óleo e o vinho nas feridas dos homens; que não olha a humanidade de um castelo de vidro para julgar ou classificar as pessoas. Esta é a Igreja… formada por pecadores, necessitados da Sua misericórdia. Esta é a igreja, a verdadeira esposa de Cristo… que não tem medo de comer e beber com as prostitutas e os publicanos. A Igreja que tem as portas escancaradas para receber os necessitados, os arrependidos e não somente os justos ou aqueles que acreditam ser perfeitos! A Igreja que não se envergonha do irmão caído…, ao contrário, se sente envolvida e quase obrigada a levantá-lo e a encorajá-lo a retomar seu caminho e o acompanha… » Papa Francisco, 18 de outubro de 2014 (trecho do seu discurso para o encerramento da Terceira Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos)
Que Jesus evangelizador dos pobres fortaleça-os, que São Vicente os inspire e guie neste Advento, como durante o próximo ano.

Seu irmão em São Vicente,

Gregory Gay, C.M.
Superior Geral

Aniversariantes de Dezembro

04/12 - Pe. Erlan
12/12 - Pe. Adriano
20/12 - Pe. Pedro Gotardo
24/12 - Pe. Antonio Carlos
26/12 - Pe. Francisco Sergio

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Filme sobre Santa Catarina Labouré

Ano da Vida Consagrada


VIDA CONSAGRADA NA IGREJA HOJE – EVANGELHO-PROFECIA-ESPERANÇA
Ano da Igreja
  1. 1.      Ações em nível internacional
a) 29 de Novembro de 2014 – Vigília de Oração em preparação – Basílica Papal de Santa Maria Maior - Roma
 b) 30 de Novembro de 2014 – Abertura Oficial na Basílica de S.Pedro – Roma;
c) 22 - 25 de Janeiro de 2015 – Congresso Ecumênico para Consagrados(as) de outras Igrejas;
d) 08 - 11 de abril de 2015 – Congresso para Formadores(as), para aprofundar os critérios que provém de uma espiritualidade de comunhão;
e) 23 - 26 de setembro de 2015  - Congresso para Jovens Consagrados(as) da Vida Consagrada – até 10 anos;
f) 26/01 – 02/02/2016  - VIDA CONSAGRADA EM COMUNHÃO (Simpósios) -  O fundamento comum na diversidade:   27 a 30:  Institutos de Vida Consagrada e Soc. de Vida Apostólica;  27 a 30: Novos Institutos e Novas Formas de VC;   28 a 31: Vida Monástica;   29 a 31: Institutos Seculares;  29 a 31: “Ordo Virginum”;
g) 30 de Janeiro de 2016 – Vigília de Ação de Graças – Basilica S.Pedro – Roma;
h) 01 de fevereiro de 2016 – Audiência da Vida Consagrada com o Papa Francisco;
i) 02 de fevereiro  2016 -  Encerramento oficial do Ano da Vida Consagrada – Roma;
j) Publicação de materiais e documentos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Apresentação de Nossa Senhora

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermoes 25,7-8: PL 46,937-938)(Séc.V) 
Aquela que acreditou em virtude da fé,
também pela fé concebeu
Prestai atenção, rogo-vos, naquilo que Cristo Senhor diz, estendendo a mão para seus discípulos: Eis minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de meu Pai que me enviou, este é meu irmão, irmã e mãe (Mt 12,49-50). Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação e que foi criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Sim! Ela o fez! Santa Maria fez totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade gozou em ser discípula do que mãe de Cristo. Assim Maria era feliz porque, já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente.
Vede se não é assim como digo. O Senhor passava acompanhado pelas turbas, fazendo milagres divinos, quando certa mulher exclamou: Bem-aventurado o seio que te trouxe. Feliz o ventre que te trouxe! (Lc 11,27) O Senhor, para que não se buscasse a felicidade na carne, que respondeu então? Muito mais felizes os que ouvem a palavra de Deus e a guardam (Lc 11,28). Por conseguinte, também aqui é Maria feliz, porque ouviu a palavra de Deus e a guardou. Guardou a verdade na mente mais do que a carne no seio. Verdade, Cristo; carne, Cristo; a verdade-Cristo na mente de Maria; a carne-Cristo no seio de Maria. É maior o que está na mente do que o trazido no seio.
Santa Maria, feliz Maria! Contudo, a Igreja é maior que a Virgem Maria. Por quê? Porque Maria é porção da Igreja, membro santo, membro excelente, membro supereminente, mas membro do corpo total. Se ela pertence ao corpo total, logo é maior o corpo que o membro. A cabeça é o Senhor; e o Cristo total, é a cabeça e o corpo. Que direi? Temos cabeça divina, temos Deus por cabeça!
Portanto, irmãos, dai atenção avós mesmos. Também vós sois membros de Cristo, também vós sois corpo de Cristo. Vede de que modo o sois. Diz: Eis minha mãe e meus irmãos (Mt 12,49). Como sereis mãe de Cristo? Todo aquele que ouve e faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão e irmã e mãe (cf. Mt 12,50). Pensai: entendo irmão, entendo irmã; é uma só a herança, e é essa a misericórdia de Cristo que, sendo único, não quis ficar sozinho; quis que fôssemos herdeiros do Pai, co-herdeiros seus.



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Catequese do Papa Francisco. 19/11/14

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Um grande dom do Concílio Vaticano II foi ter recuperado uma visão de Igreja fundada na comunhão e ter voltado a entender também o princípio da autoridade e da hierarquia em tal perspectiva. Isto ajudou-nos a compreender melhor que, enquanto baptizados, todos os cristãos têm igual dignidade diante do Senhor e são irmanados pela mesma vocação, que é a santidade (cf. Const. Lumen gentium, 39-42). Agora, interroguemo-nos: em que consiste esta vocação universal a sermos santos? E como a podemos realizar?


Antes de tudo, devemos ter bem presente que a santidade não é algo que nos propomos sozinhos, que nós obtemos com as nossas qualidades e capacidades. A santidade é um dom, é a dádiva que o Senhor Jesus nos oferece, quando nos toma consigo e nos reveste de Si mesmo, tornando-nos como Ele é. Na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo afirma que «Cristo amou a Igreja e se entregou por ela para a santificar» (Ef 5, 25-26). Eis que, verdadeiramente, a santidade é o rosto mais bonito da Igreja, o aspecto mais belo: é redescobrir-se em comunhão com Deus, na plenitude da sua vida e do seu amor. Então, compreende-se que a santidade não é uma prerrogativa só de alguns: é um dom oferecido a todos, sem excluir ninguém, e por isso constitui o cunho distintivo de cada cristão.

Tudo isto nos leva a compreender que, para ser santo, não é preciso ser bispo, sacerdote ou religioso: não, todos somos chamados a ser santos! Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade só está reservada àqueles que têm a possibilidade de se desapegar dos afazeres normais, para se dedicar exclusivamente à oração. Mas não é assim! Alguns pensam que a santidade é fechar os olhos e fazer cara de santinho! Não, a santidade não é isto! A santidade é algo maior, mais profundo, que Deus nos dá. Aliás, somos chamados a tornar-nos santos precisamente vivendo com amor e oferecendo o testemunho cristão nas ocupações diárias. E cada qual nas condições e situação de vida em que se encontra. Mas tu és consagrado, consagrada? Sê santo vivendo com alegria a tua entrega e o teu ministério. És casado? Sê santo amando e cuidando do teu marido, da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És baptizado solteiro? Sê santo cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho e oferecendo o teu tempo ao serviço dos irmãos. «Mas padre, trabalho numa fábrica; trabalho como contabilista, sempre com os números, ali não se pode ser santo...». «Sim, pode! Podes ser santo lá onde trabalhas. É Deus quem te concede a graça de ser santo, comunicando-se a ti!». Sempre, em cada lugar, é possível ser santo, abrir-se a esta graça que age dentro de nós e nos leva à santidade. És pai, avô? Sê santo, ensinando com paixão aos filhos ou aos netos a conhecer e a seguir Jesus. E é necessária tanta paciência para isto, para ser um bom pai, um bom avô, uma boa mãe, uma boa avó; é necessária tanta paciência, e é nesta paciência que chega a santidade: exercendo a paciência! És catequista, educador, voluntário? Sê santo tornando-te sinal visível do amor de Deus e da sua presença ao nosso lado. Eis: cada condição de vida leva à santidade, sempre! Em casa, na rua, no trabalho, na igreja, naquele momento e na tua condição de vida foi aberto o caminho rumo à santidade. Não desanimeis de percorrer esta senda. É precisamente Deus quem nos dá a graça. O Senhor só pede isto: que permaneçamos em comunhão com Ele e ao serviço dos irmãos.