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domingo, 17 de julho de 2011
A Aparição de Maria a Catarina Labouré - 18 de Julho de 1830.
No dia 18 de julho, Catarina é chamada a pôr-se a caminho. No meio da noite, ela descobre o mistério da presença graciosa de Deus. Deus nos busca ternamente, infatigavelmente e nos convida a entrar em Aliança com Ele. Sua presença ao nosso lado é sempre discreta, à imagem desta criancinha. Quando Deus chama, não se impõe, Ele dirige-se ao nosso coração para suscitar o melhor de nós mesmos, uma resposta na liberdade.
Esta Aparição de 18 de julho não é um parêntese na vida de Catarina. Ela traça-lhe um caminho de luz para a sua vida. O encontro de 18 de julho de 1830 é instrutivo sob vários aspectos. Através da pessoa de Maria, radiante de Deus, o caminho espiritual efetuado por Catarina é uma proposta para nos abrirmos ao infinito. Por Maria, é Deus que vem o nosso encontro, que “vem nos visitar” (Lc 1, 68;78). Hoje, Nossa Senhora “da Rua do Bac” nos convida também a viver, esta tarefa de redescobrir mais intensamente as duas dimensões do encontro, a dos irmãos e a de Deus.
A experiência do encontro de Catarina com Maria é, antes de tudo, uma história de amor. A relação sobrenatural que Maria oferece à Catarina não é para esmagá-la de bondade condescendente ou de exigências. Ela propõe-lhe que viva um encontro na verdade, na luz de Deus, onde cada pessoa tem necessidade do outro e a necessidade de amar. Toda a Bíblia não reconstitui a inexplicável história de amor de Deus com os homens e a infatigável confiança que Ele se obstina a dar-lhes?
Deus vem nos visitar, geralmente, sem fazer barulho. Convida-se como um amigo. Ele bate à nossa porta e espera respeitosamente a nossa resposta, porque não pode nos forçar a amar. O Amor não é possessivo, é oferenda. Deus mendiga nosso sim, nosso sorriso. Desde que Ele encontre em nós a porta aberta, pede senão para entrar e abrasar nosso coração com seu Amor. Mas, quando nós O acolhemos, Ele já se antecipou para nos acolher. Com Maria, compreendemos que o Amor de Deus nos precede e que o nosso não é senão resposta ao seu.
Catarina aprende junto de Maria a acolher o dom de Deus, a viver na graça. Então, cruzando o seu olhar, Catarina reconhece Maria porque ninguém até este dia, jamais pousou sobre ela um tal olhar... o amor que Catarina recebe na transparência do coração de Maria a revela a si própria. Com Maria, Catarina descobre o olhar que Deus tem sobre ela e o preço infinito de sua dignidade.
Quando Deus nos abre seu coração, Ele nos encaminha a compreender a íntima profundidade de sua Aliança: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor... Disse-vos essas coisas, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa”(Jo 15, 9-11).
Como Jesus com Nicodemos, a Samaritana, o cego de nascença... Deus nos trata com um extremo respeito. Sua escuta e sua compaixão nos ajudam a dar sentidos aos acontecimentos de cada dia, às vezes tão pesados, e a descobrir a alegria escondida em meio aos mínimos acontecimentos de cada dia. Escutando a Palavra de Deus, o nosso coração é modelado aos olhos de Deus para escutar os apelos do mundo e oferecer respostas de acordo com o seu coração.
O relato de 18 de julho de 1830 traça a experiência de um Amor que transporta. Para Catarina, a mensagem desta Aparição, é antes de tudo, acolhimento do Amor e responsabilidade de irradiá-lo. Os 45 anos de vida missionária de Catarina, vividos na discrição e aniquilamento, nos fazem pensar que a experiência espiritual desta noite de 18 de julho permitiu-lhe compreender, no mais profundo de si mesma, o que é a missão. Ela não é um ato voluntário que depende de nós, é “Vida de Deus” que trabalha em nós, nos despoja, nos penetra e se torna fecundo.
Com Irmã Catarina, aprendamos a nos deixar encontrar pelo olhar do Cristo e a nos expor ao seu olhar para ver o mundo como Ele o vê. Abramos o nosso coração à beleza e à humildade de Maria, “Estrela da Evangelização”, a fim de nos tornarmos, como ela, reflexo da Beleza e da Humildade de Deus. Deixemos o Espírito Santo fazer nascer em nós uma “nova criação” a fim de amar o mundo e ordená-lo no sentido do Reino de Deus.
Esta Aparição de 18 de julho não é um parêntese na vida de Catarina. Ela traça-lhe um caminho de luz para a sua vida. O encontro de 18 de julho de 1830 é instrutivo sob vários aspectos. Através da pessoa de Maria, radiante de Deus, o caminho espiritual efetuado por Catarina é uma proposta para nos abrirmos ao infinito. Por Maria, é Deus que vem o nosso encontro, que “vem nos visitar” (Lc 1, 68;78). Hoje, Nossa Senhora “da Rua do Bac” nos convida também a viver, esta tarefa de redescobrir mais intensamente as duas dimensões do encontro, a dos irmãos e a de Deus.
A experiência do encontro de Catarina com Maria é, antes de tudo, uma história de amor. A relação sobrenatural que Maria oferece à Catarina não é para esmagá-la de bondade condescendente ou de exigências. Ela propõe-lhe que viva um encontro na verdade, na luz de Deus, onde cada pessoa tem necessidade do outro e a necessidade de amar. Toda a Bíblia não reconstitui a inexplicável história de amor de Deus com os homens e a infatigável confiança que Ele se obstina a dar-lhes?
Deus vem nos visitar, geralmente, sem fazer barulho. Convida-se como um amigo. Ele bate à nossa porta e espera respeitosamente a nossa resposta, porque não pode nos forçar a amar. O Amor não é possessivo, é oferenda. Deus mendiga nosso sim, nosso sorriso. Desde que Ele encontre em nós a porta aberta, pede senão para entrar e abrasar nosso coração com seu Amor. Mas, quando nós O acolhemos, Ele já se antecipou para nos acolher. Com Maria, compreendemos que o Amor de Deus nos precede e que o nosso não é senão resposta ao seu.
Catarina aprende junto de Maria a acolher o dom de Deus, a viver na graça. Então, cruzando o seu olhar, Catarina reconhece Maria porque ninguém até este dia, jamais pousou sobre ela um tal olhar... o amor que Catarina recebe na transparência do coração de Maria a revela a si própria. Com Maria, Catarina descobre o olhar que Deus tem sobre ela e o preço infinito de sua dignidade.
Quando Deus nos abre seu coração, Ele nos encaminha a compreender a íntima profundidade de sua Aliança: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor... Disse-vos essas coisas, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa”(Jo 15, 9-11).
Como Jesus com Nicodemos, a Samaritana, o cego de nascença... Deus nos trata com um extremo respeito. Sua escuta e sua compaixão nos ajudam a dar sentidos aos acontecimentos de cada dia, às vezes tão pesados, e a descobrir a alegria escondida em meio aos mínimos acontecimentos de cada dia. Escutando a Palavra de Deus, o nosso coração é modelado aos olhos de Deus para escutar os apelos do mundo e oferecer respostas de acordo com o seu coração.
O relato de 18 de julho de 1830 traça a experiência de um Amor que transporta. Para Catarina, a mensagem desta Aparição, é antes de tudo, acolhimento do Amor e responsabilidade de irradiá-lo. Os 45 anos de vida missionária de Catarina, vividos na discrição e aniquilamento, nos fazem pensar que a experiência espiritual desta noite de 18 de julho permitiu-lhe compreender, no mais profundo de si mesma, o que é a missão. Ela não é um ato voluntário que depende de nós, é “Vida de Deus” que trabalha em nós, nos despoja, nos penetra e se torna fecundo.
Com Irmã Catarina, aprendamos a nos deixar encontrar pelo olhar do Cristo e a nos expor ao seu olhar para ver o mundo como Ele o vê. Abramos o nosso coração à beleza e à humildade de Maria, “Estrela da Evangelização”, a fim de nos tornarmos, como ela, reflexo da Beleza e da Humildade de Deus. Deixemos o Espírito Santo fazer nascer em nós uma “nova criação” a fim de amar o mundo e ordená-lo no sentido do Reino de Deus.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos.
Estes Mártires Viram o que Pregaram
O martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo consagrou para nós este dia. Não falamos de mártires desconhecidos. Sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do mundo a sua palavra (Sl 18,5). Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade.
São Pedro, o primeiro dos apóstolos, que amava Cristo ardentemente, mereceu escutar: Por isso eu te digo que tu és Pedro (Mt 16,19). Antes, ele havia dito: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). E Cristo retorquiu: Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja (Mt 16,18). Sobre esta pedra construirei a fé que haverás de proclamar. Sobre a afirmação que fizeste: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo, construirei a minha Igreja. Porque tu és Pedro. Pedro vem de pedra; não é pedra que vem de Pedro. Pedro vem de pedra, como cristão vem de Cristo. Como sabeis, o Senhor Jesus, antes de sua paixão, escolheu alguns discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos. Dentre estes, somente Pedro mereceu representar em toda parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira, mereceu ouvir estas palavras: Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (Mt 16,19).
O martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo consagrou para nós este dia. Não falamos de mártires desconhecidos. Sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do mundo a sua palavra (Sl 18,5). Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade.
São Pedro, o primeiro dos apóstolos, que amava Cristo ardentemente, mereceu escutar: Por isso eu te digo que tu és Pedro (Mt 16,19). Antes, ele havia dito: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). E Cristo retorquiu: Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja (Mt 16,18). Sobre esta pedra construirei a fé que haverás de proclamar. Sobre a afirmação que fizeste: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo, construirei a minha Igreja. Porque tu és Pedro. Pedro vem de pedra; não é pedra que vem de Pedro. Pedro vem de pedra, como cristão vem de Cristo. Como sabeis, o Senhor Jesus, antes de sua paixão, escolheu alguns discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos. Dentre estes, somente Pedro mereceu representar em toda parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira, mereceu ouvir estas palavras: Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (Mt 16,19).
Na verdade, quem recebeu estas chaves não foi um único homem, mas a Igreja una. Assim manifesta-se a superioridade de Pedro, que representava a universalidade e a unidade da Igreja, quando lhe foi dito: Eu te darei. A ele era atribuído pessoalmente o que a todos foi dado. Com efeito, para que saibais que a Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus, ouvi o que, em outra passagem, o Senhor diz a todos os seus apóstolos: Recebei o Espírito Santo. E em seguida: A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos (Jo 20,22-23).
No mesmo sentido, também depois da ressurreição, o Senhor entregou a Pedro a responsabilidade de apascentar suas ovelhas. Não que dentre os outros discípulos só ele merecesse pastorear as ovelhas do Senhor; mas quando Cristo fala a um só, quer, deste modo, insistir na unidade da Igreja. E dirigiu-se a Pedro, de preferência aos outros, porque, entre os apóstolos, Pedro é o primeiro.
Não fiques triste, ó apóstolo! Responde uma vez, responde uma segunda, responde uma terceira vez. Vença por três vezes a tua profissão de amor, já que por três vezes o temor venceu a tua presunção. Desliga por três vezes o que por três vezes ligaste. Desliga por amor o que ligaste por temor. E assim, o Senhor confiou suas ovelhas a Pedro, uma, duas e três vezes.
Num só dia celebramos o martírio dos dois apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos.
No mesmo sentido, também depois da ressurreição, o Senhor entregou a Pedro a responsabilidade de apascentar suas ovelhas. Não que dentre os outros discípulos só ele merecesse pastorear as ovelhas do Senhor; mas quando Cristo fala a um só, quer, deste modo, insistir na unidade da Igreja. E dirigiu-se a Pedro, de preferência aos outros, porque, entre os apóstolos, Pedro é o primeiro.
Não fiques triste, ó apóstolo! Responde uma vez, responde uma segunda, responde uma terceira vez. Vença por três vezes a tua profissão de amor, já que por três vezes o temor venceu a tua presunção. Desliga por três vezes o que por três vezes ligaste. Desliga por amor o que ligaste por temor. E assim, o Senhor confiou suas ovelhas a Pedro, uma, duas e três vezes.
Num só dia celebramos o martírio dos dois apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos.
Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo 295,1-2.4.7-8:PL38,1348-1352)(Séc.V)
terça-feira, 28 de junho de 2011
Vaticano divulga participação do Papa na Jornada da Juventude
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou no último sábado, 25, o programa oficial da viagem do papa Bento XVI a Madri (Espanha), por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontecerá na capital espanhola, de 16 a 21 de agosto. Uma das novidades do programa será a confissão de alguns jovens com o papa. Bento XVI chegará à capital espanhola na quinta-feira, 18 de agosto. Ali fará o seu primeiro discurso no aeroporto internacional de Barajas.
Às 19h30, do dia 18, presidirá a celebração de acolhida dos jovens na Praça de Cibeles onde fará o seu segundo discurso em território espanhol.
Na sexta-feira, 19, Bento XVI iniciará seus trabalhos às 7h30 com uma missa privativa, na Capela da Nunciatura Apostólica em Madri. Às 10h, realizará uma visita de cortesia aos Reis da Espanha, no Palácio de La Zarzuela, de Madri. Às 11h30 presidirá um encontro com jovens religiosas no “Patio de los Reyes de El Escorial”.
Às 12h o papa presidirá um encontro com os jovens professores universitários na Basílica de San Lorenzo del Escorial. Às 13h45 almoçará com um grupo de jovens no Salão dos Embaixadores da Nunciatura.
Às 17h o Santo Padre participará de um encontro oficial com o presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, na Nunciatura. Logo em seguida, às 19h30 presidirá a Via Sacra com os jovens na Praça de Cibeles.
Para o sábado, 20, está programada a confissão de alguns jovens da JMJ, nos Jardins del Buen Retíro. Às 10h presidirá uma missa com os seminaristas na Catedral de Santa María la Real de la Almudena de Madri.
Às 12h45 almoçará com os cardeais da Espanha, os bispos da província de Madri e o séquito papal na residência do arcebispo de Madri e presidente da Conferência Episcopal Espanhola, cardeal Antônio Maria Rouco Varela.
Às 17h o papa se encontrará com os membros do Comitê Organizador da JMJ Madri 2011, na Nunciatura. Às 19h40 visitará a Fundação Instituto San José de Madri onde pronunciará um discurso.
Às 20h30 presidirá a Vigília de Oração com os Jovens no Aeródromo de Quatro Ventos em Madri aonde pronunciará um discurso.
No domingo 21 de agosto, o papa Bento XVI presidirá a missa de encerramento da 26ª Jornada Mundial da Juventude, às 9h30, no Aeródromo de Quatro Ventos, logo depois rezará com os presentes a Oração Mariana do Angelus.
Às 12h45 o papa almoçará com os cardeais da Espanha. Às 17h00 se despedirá dos presentes e, às 17h30, presidirá um Encontro com os voluntários da JMJ no Pavilhão 9 do novo centro de exposições Madrid.
Às 18h30 a cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional de Barajas, de Madri, onde fará seu último discurso em solo espanhol. Seu avião deverá decolar às 19h em direção a Roma.
Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/
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