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domingo, 29 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Bispos emitem nota sobre os 50 anos de abertura do Concílio Vaticano II
Mensagem dos Bispos do Brasil sobre a celebração
do 50º aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II
Ao clero, consagrados e consagradas na Vida
Religiosa e em outras formas de consagração a Deus, ao querido povo de Deus em
nossas Dioceses:
No dia 11 de outubro deste ano, o Papa Bento XVI
presidirá, em Roma, à solene abertura do Ano da Fé, para comemorar o 50º
aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II e o 20º aniversário do Catecismo
da Igreja Católica. Celebrações tão significativas são motivo de grande alegria
para a Igreja e convite para voltarmos nosso olhar para o imenso dom deste
Concílio, no qual participaram os Bispos do mundo inteiro, convocados e
presididos pelo Sucessor de Pedro. Mas é também ocasião para uma avaliação a
respeito da aplicação das decisões conciliares e do caminho que resta ainda a
ser percorrido nessa direção.
O Papa João XXIII, explicou que convocava o
Concílio para “o crescimento da fé católica, a saudável
renovação dos costumes no povo cristão e a melhor adaptação da disciplina da
Igreja às necessidades de nosso tempo. [...] Sem dúvida constituirá maravilhoso
espetáculo de verdade, unidade e caridade que, ao ser contemplado pelos que
vivem separados desta Sé Apostólica, os convidará, como esperamos, a buscar e
conseguir a unidade pela qual Cristo dirigiu ao Pai do Céu a sua fervorosa
oração” (Encíclica Ad Petri Cathedram, 33). Assim, o Concílio Ecumênico poderia
“restituir ao rosto da Igreja de Cristo o esplendor dos traços mais simples e
mais puros de suas origens” (Homilia a um grupo bizantino-eslavo, 13/11/1963). O
Beato João XXIII e o Venerável Paulo VI consideraram o Concílio, suscitado pelo
Espírito Santo, um novo Pentecostes, uma verdadeira primavera para a Igreja.
Ao longo das quatro sessões conciliares, que
contaram com a presença de presbíteros, consagrados e consagradas, de cristãos
leigos e leigas e de representantes de outras Igrejas cristãs, a Igreja de nosso
tempo pôde testemunhar como age o Espírito Santo no mundo, na História e no
coração dos fiéis. Os dezesseis Documentos foram preparados por especialistas,
debatidos e enriquecidos pelos Padres Conciliares e, uma vez aprovados pelos
Bispos, foram apresentados ao Papa Paulo VI, que os promulgou com a bela
fórmula: “nós, juntamente com os veneráveis Padres e o Espírito Santo, os
aprovamos, decretamos e estatuímos”. Testemunhou-se assim, em pleno século XX, a
experiência da Assembleia Apostólica de Jerusalém, no final da qual os Apóstolos
divulgaram suas conclusões com esta declaração: “Decidimos, o Espírito Santo e
nós…” (At 15,28).
domingo, 22 de abril de 2012
Mensagem do Santo Padre para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações
Amados irmãos e
irmãs!
O XLIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que
será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a
refletir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».
A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é
Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus
nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo
primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever
aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao
Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o
cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No
Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo,
para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4).
Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido
exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7,
28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.
À vista da obra realizada por Deus na sua
providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das
vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos
lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5).
Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério
admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um
pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31,
3). É a descoberta deste fato que muda, verdadeira e profundamente, a nossa
vida.
Numa conhecida página das Confissões, Santo
Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza
suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual,
finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó
beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu
estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado,
precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não
estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não
existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez.
Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim
o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos
e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a
vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas
imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que
transforma a existência inteira.
Trata-se de um amor sem reservas que nos precede,
sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade
absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava –
referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto
leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no
serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se
configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em
Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De fato, cada vocação específica
nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o
«primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado
em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos
corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).
quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB
Começou nesta quarta-feira, 18, a 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB. O encontro que acontece no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida, ao lado do Santuário Nacional, em Aparecida (SP), reúne 309 bispos, sendo 29 deles eméritos.
De acordo com o cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis, no pronunciamento que fez na abertura dos trabalhos, as discussões realizadas durante as Assembleias da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sempre repercutiram no cenário nacional.
O tema central da reunião é ‘A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja’. Para o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner o tema deve também ser refletido nas Igrejas particulares.
“Queremos que a Palavra de Deus seja assumida e proclamada em todas as nossas comunidades, paróquias e dioceses”, afirmou o secretário geral.
Dom Leonardo ainda ressaltou que devido a grande extensão territorial do Brasil este momento em que todo o episcopado se reúne é também propicio para a troca de ideias, partilha e aconselhamentos dos Bispos do Brasil.
50ª Assembleia
Neste ano serão eleitos os delegados que representarão o episcopado brasileiro no próximo Sínodo dos Bispos que abordará assuntos referentes à Nova Evangelização.
Outro assunto que será discutir durante a 50ª Assembleia será o Ano da Fé, que tem início em outubro. Todos os bispos continuam reunidos em Assembleia até o dia 26 de abril.
Fonte:CNBB
segunda-feira, 16 de abril de 2012
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