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sexta-feira, 4 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Bispos emitem nota sobre os 50 anos de abertura do Concílio Vaticano II
Mensagem dos Bispos do Brasil sobre a celebração
do 50º aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II
Ao clero, consagrados e consagradas na Vida
Religiosa e em outras formas de consagração a Deus, ao querido povo de Deus em
nossas Dioceses:
No dia 11 de outubro deste ano, o Papa Bento XVI
presidirá, em Roma, à solene abertura do Ano da Fé, para comemorar o 50º
aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II e o 20º aniversário do Catecismo
da Igreja Católica. Celebrações tão significativas são motivo de grande alegria
para a Igreja e convite para voltarmos nosso olhar para o imenso dom deste
Concílio, no qual participaram os Bispos do mundo inteiro, convocados e
presididos pelo Sucessor de Pedro. Mas é também ocasião para uma avaliação a
respeito da aplicação das decisões conciliares e do caminho que resta ainda a
ser percorrido nessa direção.
O Papa João XXIII, explicou que convocava o
Concílio para “o crescimento da fé católica, a saudável
renovação dos costumes no povo cristão e a melhor adaptação da disciplina da
Igreja às necessidades de nosso tempo. [...] Sem dúvida constituirá maravilhoso
espetáculo de verdade, unidade e caridade que, ao ser contemplado pelos que
vivem separados desta Sé Apostólica, os convidará, como esperamos, a buscar e
conseguir a unidade pela qual Cristo dirigiu ao Pai do Céu a sua fervorosa
oração” (Encíclica Ad Petri Cathedram, 33). Assim, o Concílio Ecumênico poderia
“restituir ao rosto da Igreja de Cristo o esplendor dos traços mais simples e
mais puros de suas origens” (Homilia a um grupo bizantino-eslavo, 13/11/1963). O
Beato João XXIII e o Venerável Paulo VI consideraram o Concílio, suscitado pelo
Espírito Santo, um novo Pentecostes, uma verdadeira primavera para a Igreja.
Ao longo das quatro sessões conciliares, que
contaram com a presença de presbíteros, consagrados e consagradas, de cristãos
leigos e leigas e de representantes de outras Igrejas cristãs, a Igreja de nosso
tempo pôde testemunhar como age o Espírito Santo no mundo, na História e no
coração dos fiéis. Os dezesseis Documentos foram preparados por especialistas,
debatidos e enriquecidos pelos Padres Conciliares e, uma vez aprovados pelos
Bispos, foram apresentados ao Papa Paulo VI, que os promulgou com a bela
fórmula: “nós, juntamente com os veneráveis Padres e o Espírito Santo, os
aprovamos, decretamos e estatuímos”. Testemunhou-se assim, em pleno século XX, a
experiência da Assembleia Apostólica de Jerusalém, no final da qual os Apóstolos
divulgaram suas conclusões com esta declaração: “Decidimos, o Espírito Santo e
nós…” (At 15,28).
domingo, 22 de abril de 2012
Mensagem do Santo Padre para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações
Amados irmãos e
irmãs!
O XLIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que
será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a
refletir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».
A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é
Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus
nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo
primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever
aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao
Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o
cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No
Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo,
para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4).
Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido
exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7,
28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.
À vista da obra realizada por Deus na sua
providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das
vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos
lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5).
Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério
admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um
pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31,
3). É a descoberta deste fato que muda, verdadeira e profundamente, a nossa
vida.
Numa conhecida página das Confissões, Santo
Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza
suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual,
finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó
beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu
estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado,
precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não
estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não
existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez.
Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim
o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos
e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a
vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas
imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que
transforma a existência inteira.
Trata-se de um amor sem reservas que nos precede,
sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade
absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava –
referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto
leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no
serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se
configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em
Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De fato, cada vocação específica
nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o
«primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado
em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos
corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).
quinta-feira, 19 de abril de 2012
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