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terça-feira, 12 de março de 2013

Grupo de Estudos Vicentinos

     Fonte: www.pbcm.com.br 
Entre os dias 9 e 10 de março de 2013, realizou-se o primeiro encontro do Grupo de Estudos Vicentinos (GEV), reunindo Padres da Missão e Filhas da Caridade das Províncias do Brasil, indicados por seus respectivos Visitadores(as). O encontro teve lugar na Casa Provincial das Filhas da Caridade da Província do Rio de Janeiro. Das 3 Províncias da Congregação da Missão, apenas a Província do Sul não enviou representante. Das 6 Províncias das Filhas da Caridade, somente a de Fortaleza não se fez presente. Erámos, portanto, 7 participantes, acolhidos e estimulados pelos Visitadores Irmã Maria Cristina d’Abruzzo e Pe. Geraldo Ferreira Barbosa, que, desde o começo, se dispuseram a oferecer condições para que o Grupo pudesse vir à luz e concretizar sua proposta.
Neste primeiro encontro, detivemo-nos sobre o estado atual dos estudos vicentinos nas Províncias; elaboramos o Projeto do GEV, a partir do esboço anteriormente apresentado aos Visitadores(as); consideramos uma proposta de conteúdo e método para uma adequada abordagem das fontes vicentinas, particularmente no que se refere à experiência espiritual de São Vicente; definimos estratégias e distribuímos tarefas em vista do encaminhamento de nossos trabalhos. Desfrutamos também de momentos fortes de oração em comum, apropriando-nos de nossa mais genuína tradição vicentina. A próxima reunião terá lugar na Casa Provincial das Filhas da Caridade de Curitiba, de 31 de maio a 2 de junho de 2013.
A seguir, apresentamos o Projeto, na esperança de torná-lo realidade para colaborar na permanente tarefa de revitalização e transmissão da herança recebida de nossos fundadores.

quarta-feira, 6 de março de 2013

15 de Março: Festa de Santa Luisa de Marillac

Retiro na Terra Santa

No periodo de 18 a 26 de fevereiro estiveram em retiro, na Terra Santa, dois bispos, alguns padres e diáconos permanentes da Arquidiocese de Belém/PA. Entre eles fizeram-se também presente três padres lazaristas: Pe.Severino (Paróquia da Imaculada Conceição), Pe.Silvio (Paróquia de São José - Tucuruí/Pa) e Pe. Anderson (Paróquia de São Raimundo Nonato).
Foi um tempo de muita fé e emoção. Percorrer os caminhos que Jesus Cristo andou, realizando as maravilhas de Deus, vivendo sua paixão, morrendo e ressuscitando, é voltar ao sentido verdadeiro da nossa fé. Apesar da pluralidade religiosa existente em Israel, em especial Jerusalém, vemos as sementes do Verbo Encarnado sendo lançadas nos corações de tantos peregrinos que ali vão em busca do encontro pessoal com Cristo......
Que Jeus, a cada dia, fortaleza nossa fé e que possamos ser instrumentos do Amor de Deus, assim como Jesus fez e ensinou.... Obrigado a todos que proporcionaram esse momento de oração, conhecimento e amizade. Que Deus os abençoe!

Aniversariantes de Março

05/03 - Pe.Fernando Barbosa
09/03 - Pe. Evaldo (Visitador)
10/03 - Pe. Hermano Mestron
14/03 - Pe. Bonfim
19/03 - Pe. Junior Rebouças 
19/03 - Pe.Janio José
29/03 - Pe. Marcos Mesquita

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Audiência geral: Bento XVI agradece aos fiéis “pelo amor e pela oração"

Bento XVI recebeu nesta quarta-feira, 13 de fevereiro, na Sala Paulo VI cerca de 10 mil fiéis e peregrinos para a Audiência Geral – o primeiro evento público depois do anúncio de sua renúncia.
De fato, no início da Audiência, o Pontífice se dirigiu aos presentes com essas palavras:
“Como sabem, decidi (aplausos)... obrigado por vossa simpatia. Decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou em 19 de abril de 2005. Eu o fiz em plena liberdade pelo bem da Igreja, depois de muito rezar e examinar diante de Deus a minha consciência, bem consciente da gravidade deste ato, mas, ao mesmo tempo, consciente de não ser mais capaz de desempenhar o ministério petrino com aquela força física e de espírito que isso requer. Ampara e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, o Qual jamais a faltará sua guia e seu cuidado. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com os quais me acompanharam. Obrigado, senti quase fisicamente nesses dias para mim nada fáceis, a força da oração que o amor da Igreja, a vossa oração, me oferece. Continuem a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor nos guiará”.
A catequese desta quarta-feira foi dedicada ao início do tempo litúrgico da Quaresma – os quarenta dias que nos preparam à celebração da Santa Páscoa. “É um período de esforço especial no nosso caminho espiritual”, disse o Papa, explicando que é o tempo que Jesus passou no deserto antes de iniciar sua vida pública, e onde foi tentado pelo maligno.
Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: Que lugar tem Deus na minha vida? As provas às quais a sociedade atual submete o cristão, de fato, são muitas, e dizem respeito à vida pessoal e social. Não é fácil ser fiel ao matrimônio cristão, praticar a misericórdia na vida cotidiana, deixar espaço à oração e ao silêncio interior. “A tentação de colocar de lado a própria fé está sempre presente e a conversão se torna uma resposta a Deus que deve ser confirmada mais vezes na vida”, afirmou.
Neste Tempo de Quaresma, no Ano da fé, o Papa nos convida a renovar nosso empenho no caminho de conversão, para superar a tendência de nos fechar em nós mesmos e para deixar, ao invés, espaço a Deus, olhando com seus olhos a realidade cotidiana. “Converter-se significa não fechar-se na busca do próprio sucesso, do próprio prestígio, da própria posição, mas fazer de modo que todos os dias, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem a coisa mais importante.”
Eis o resumo que o Papa fez de sua catequese em português:
“Queridos irmãos e irmãs, hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Estes quarenta dias de penitência nos recordam os dias que Jesus passou no deserto, sendo então tentado pelo diabo para deixar o caminho indicado por Deus Pai e seguir outras estradas mais fáceis e mundanas. Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: O que é que verdadeiramente conta na minha vida? Que lugar tem Deus na minha vida? O senhor dela é Deus ou sou eu? De fato, as tentações se resumem no desejo de instrumentalizar Deus para os nossos próprios interesses, em querer colocar-se no lugar de Deus. Jesus se sujeitou às nossas tentações a fim de vencer o maligno e abrir-nos o caminho para Deus. Por isso, a luta contra as tentações, através da conversão que nos é pedida na Quaresma, significa colocar Deus em primeiro lugar como fez Jesus, de tal modo que o Evangelho seja a orientação concreta da nossa vida. Amados peregrinos lusófonos, uma cordial saudação para todos, nomeadamente para os grupos portugueses de Lamego e Lisboa, e os brasileiros de Curitiba e Porto Alegre. Possa cada um de vós viver estes quarenta dias como um generoso caminho de conversão à santidade que o Deus Santo vos pede e quer dar! As suas bênçãos desçam abundantes sobre vós e vossas famílias! Obrigado!”

Fonte: www.cnbb.org.br (CNBB)

Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2013


CRER NA CARIDADE SUSCITA CARIDADE
 «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo4, 16)  

Queridos irmãos e irmãs!
A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da acção do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros.
1.    A fé como resposta ao amor de Deus
Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um “mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro» (Deus caritas est1). A fé constitui aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e «apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está "concluído" e completado» (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - «caritas Christi urget nos» (2 Cor 5, 14) - , está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus.
«A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente «o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado» (ibid., 7).