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sábado, 12 de julho de 2014

Dom Viçoso é declarado venerável

O papa Francisco autorizou a promulgação do decreto em que consta a declaração das virtudes heroicas do Servo de Deus dom Antonio Ferreira Viçoso, que foi bispo da arquidiocese de Mariana (MG) de 1844 a 1875. A decisão do papa foi anunciada em audiência, na terça-feira, dia 8, com o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato.
Em nota, a arquidiocese de Mariana alegrou-se com o que considera “mais um passo significativo rumo à beatificação”. Com a autorização do papa, dom Viçoso recebe o título de venerável, sendo necessário para a beatificação, portanto, a aprovação de um milagre, o que já é analisado pelos peritos da Congregação da Santa Sé.
Em maio, o papa autorizou o início do processo de beatificação de outro arcebispo de Mariana, dom Luciano Mendes de Almeida, que governou a Igreja particular de 1988 a 2006, quando faleceu aos 75 anos. Os dois bispos encontram-se enterrados na cripta da Catedral da arquidiocese.
Dom Viçoso
Dom Antonio Ferreira Viçoso nasceu em Peniche, Portugal, no ano de 1787. Na Congregação da Missão, foi ordenado sacerdote em 1818 e chegou ao Brasil no ano seguinte, com 32 anos de idade. Antes do episcopado, abriu o Colégio do Caraça, em Minas Gerais, onde pregou em diversas missões nos povoados. Também atuou na educação da juventude. Durante 15 anos esteve Jacuecanga, entorno de Angra dos Reis (RJ).
Em 1837, retornou a Minas e foi eleito superior geral dos Lazaristas. Sua ordenação episcopal aconteceu em 1844, no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro.
Em Mariana (MG), reformou o seminário, fundado em 1750. Ali, aplicou as normas do Concílio de Trento para a formação do Clero.
Falecido em 1875, teve seu processo de canonização aberto no mesmo ano, por dom Silvério Gomes Pimenta. 

Fonte: Site da CNBB

terça-feira, 1 de julho de 2014

Celebrando o Dom da Vocação Sacerdotal

03/07 - Pe. Pedro Gotardo
05/07 - Pe. João Bonifácio
17/07 - Pe. Cristiano Jacobs
20/07 - Pe. Gilvan Manuel
22/07 - Pe. Hermano Mestron
23/07 - Pe. Jaime Kriek
24/07 - Pe. Jair do Carmo
28/07 - Pe. Francisco José
28/07 - Pe. Antonio Garcês

Homilia do Papa na solenidade dos apóstolos São Pedro e São Pedro

Na solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, patronos principais de Roma, é com alegria e gratidão que acolhemos a Delegação enviada pelo Patriarca Ecumênico, o venerado e amado irmão Bartolomeu, guiada pelo Metropolita Ioannis. Pedimos ao Senhor que possa, também esta visita, reforçar os nossos laços fraternos no caminho rumo à plena comunhão entre as duas Igrejas irmãs, por nós tão desejada.
«O Senhor enviou o seu anjo e me arrancou das mãos de Herodes» (Act 12, 11). Nos primeiros tempos do serviço de Pedro, na comunidade cristã de Jerusalém havia grande apreensão por causa das perseguições de Herodes contra alguns membros da Igreja. Ordenou a morte de Tiago e agora, para agradar ao povo, a prisão do próprio Pedro. Estava este guardado e acorrentado na prisão, quando ouve a voz do Anjo que lhe diz: «Ergue-te depressa! (...) Põe o cinto e calça as sandálias. (...) Cobre-te com a capa e segue-me» (Act 12, 7-8). Caiem-lhe as cadeias, e a porta da prisão abre-se sozinha. Pedro dá-se conta de que o Senhor o «arrancou das mãos de Herodes»; dá-se conta de que Deus o libertou do medo e das cadeias. Sim, o Senhor liberta-nos de todo o medo e de todas as cadeias, para podermos ser verdadeiramente livres. Este facto aparece bem expresso nas palavras do refrão do Salmo Responsorial da celebração litúrgica de hoje: «O Senhor libertou-me de toda a ansiedade».
Aqui está um problema que nos toca: o problema do medo e dos refúgios pastorais.
Pergunto-me: Nós, amados Irmãos Bispos, temos medo? De que é que temos medo? E, se o temos, que refúgios procuramos, na nossa vida pastoral, para nos pormos a seguro? Procuramos porventura o apoio daqueles que têm poder neste mundo? Ou deixamo-nos enganar pelo orgulho que procura compensações e agradecimentos, parecendo-nos estar seguros com isso? Amados Irmãos Bispos, onde pomos a nossa segurança?
O testemunho do apóstolo Pedro lembra-nos que o nosso verdadeiro refúgio é a confiança em Deus: esta afasta todo o medo e torna-nos livres de toda a escravidão e de qualquer tentação mundana. Hoje nós – o Bispo de Roma e os outros Bispos, especialmente os Metropolitas que receberam o Pálio – sentimos que o exemplo de São Pedro nos desafia a verificar a nossa confiança no Senhor.
Pedro reencontrou a confiança, quando Jesus lhe disse por três vezes: «Apascenta as minhas ovelhas» (Jo 21, 15.16.17). Ao mesmo tempo ele, Simão, confessou por três vezes o seu amor a Jesus, reparando assim a tríplice negação ocorrida durante a Paixão. Pedro ainda sente queimar dentro de si a ferida da desilusão que deu ao seu Senhor na noite da traição. Agora que Ele lhe pergunta «tu amas-Me?», Pedro não se fia de si mesmo nem das próprias forças, mas entrega-se a Jesus e à sua misericórdia: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» (Jo 21, 17). E aqui desaparece o medo, a insegurança, a covardia.
Pedro experimentou que a fidelidade de Deus é maior do que as nossas infidelidades, e mais forte do que as nossas negações. Dá-se conta de que a fidelidade do Senhor afasta os nossos medos e ultrapassa toda a imaginação humana. Hoje, Jesus faz a mesma pergunta também a nós: «Tu amas-Me?». Fá-lo precisamente porque conhece os nossos medos e as nossas fadigas. E Pedro indica-nos o caminho: fiarmo-nos d’Ele, que «sabe tudo» de nós, confiando, não na nossa capacidade de Lhe ser fiel, mas na sua inabalável fidelidade. Jesus nunca nos abandona, porque não pode negar-Se a Si mesmo (cf. 2 Tm 2, 13).É fiel. A fidelidade que Deus, sem cessar, nos confirma também a nós, Pastores, independentemente dos nossos méritos, é a fonte de nossa confiança e da nossa paz. A fidelidade do Senhor para connosco mantém sempre aceso em nós o desejo de O servir e de servir os irmãos na caridade.
E Pedro deve contentar-se com o amor de Jesus. Não deve ceder à tentação da curiosidade, da inveja, como quando perguntou a Jesus, ao ver ali perto João: «Senhor, e que vai ser deste?» (Jo 21, 21). Mas Jesus, perante estas tentações, responde-lhe: «Que tens tu com isso? Tu segue-Me!» (Jo 21, 22). Esta experiência de Pedro encerra uma mensagem importante também para nós, amados irmãos Arcebispos. Hoje, o Senhor repete a mim, a vós e a todos os Pastores: Segue-Me! Não percas tempo em questões ou conversas inúteis; não te detenhas nas coisas secundárias, mas fixa-te no essencial e segue-Me. Segue-Me, não obstante as dificuldades. Segue-me na pregação do Evangelho. Segue-Me no testemunho duma vida que corresponda ao dom de graça do Baptismo e da Ordenação. Segue-Me quando falas de Mim às pessoas com quem vives dia-a-dia, na fadiga do trabalho, do diálogo e da amizade. Segue-Me no anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos últimos, para que a ninguém falte a Palavra de vida, que liberta de todo o medo e dá a confiança na fidelidade de Deus. Tu segue-Me!

Fonte: www.zenit.org/

terça-feira, 20 de maio de 2014

XIII Encontro Nacional da Família Vicentina

Aconteceu em Jaboatão dos Guararapes/PE, no período de 30 de abril a 05 de maio, o XIII Encontro Nacional da Família Vicentina. Estiveram presentes vários ramos da Família Vicentina, entre eles, a Congregação da Missão representada pelas três províncias do Brasil: PBCM, CMPS e PFCM. O tema refletido foi: "Audácia da caridade como compromisso na missão"/ "A mudança é possível!". Foi um tempo privilegiado para nos sentirmos próximos como família, como também, aprofundarmos nossa identidade vicentina e partilharmos as experiencias. Que Deus continue abençoando os ramos da Família Vicentina e que o Espirito que inspirou São Vicente continue nos animando nossa missão.......

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O Primeiro Padre Lazarista em Tefé/AM

 
Padre Guilherme Vaessen (1873-1965) tinha uma queda muito forte pela região amazônica e, mais tarde, especificamente pelo Pará. Inúmeras cartas mostram isso. Desde 1928 encontramos o missionário na Cida de Belém, de onde tinha partido para pregar missões no interior do estado do Pará. Nos anos de 1930 e 1931 voltou a Belém e no ano de 1932 ficou, durante quatro meses em Manaus: “Estes quatro últimos meses estive muito ocupado. Passei-os em Manaos, onde preguei dez retiros e quatro missões com muitos frutos: 570 casamentos de concubinos, ou casados só no civil.” (carta de 20-05-1932).
No fim de 1936, Padre Guilherme foi até a Prelazia de Tefé, na beira do rio Solimões, Amazônia adentro, distante, naqueles tempos, quatro dias de viagem a vapor de Manaus! Em um relatório, publicado na revista dos Lazaristas na Holanda, ele escreveu:
“Entre Manaus e Tefé, em toda aquela extensão (529 km., nota red.) não há um só padre. Quanta gente haverá, naqueles interiores, longe do rio, que nunca viu um sacerdote. Numa cidade perto de Tefé, Codajoz, fomos à terra e logo o povo nos cercou, dizendo: ‘Padre, fique conosco! Aqui não há padre, mas há um ministro protestante. Não o queremos!’ “. As cartas que Padre Guilherme escreveu ao visitador da Holanda mostram sua preocupação com a situação em que a Igreja se encontrava naqueles tempos: uma região enorme em termos territoriais, poucos padres, o povo mal assistido religiosamente. O bispo de Manaus, Dom Basílio M. Olímpio Pereira (1926-1941) tentou conseguir missionários Lazaristas para a sua diocese. Em 04-05-1932 escreveu ao visitador da Holanda: “Permita a um pobre bispo de uma das maiores dioceses do Brasil, dirigir-se ao senhor, a fim de pedir alguns de seus missionários ... .”  Não foi possível atender ao pedido do bispo.[1]



Fortaleza, 14 de maio de 2014,

dia da nomeação do Padre Fernando Barbosa dos Santos
como bispo da Prelazia de Tefé.


Geraldo Frencken
                                                                                                                                                                                                        


[1] Frencken, Geraldo. EM MISSÃO. Os padres da Congregação da Missão (Lazaristas) no Nordeste e Norte do Brasil. Fortaleza: Edições UFC, 2010, p. 213-214.