center
center

.

.

CASA DE RETIRO E ENCONTROS

CASA DE RETIRO E ENCONTROS
CONTATO: RUA SÃO VICENTE DE PAULO,300,ANTONIO BEZERRA - FORTALEZA/CE - TEL:(85)3235-6153

sexta-feira, 4 de março de 2011

15 de Março: Festa de Santa Luísa de Marillac


Santa Luísa de Marillac distinguia-se entre as companheiras pelo seu bom senso, sua piedade e responsabilidade, bem como amor a Deus a Virgem Maria e ao próximo.
Por motivos financeiros de sua família a transferiu para um pensionato, em Paris, onde as pensionistas tinham de trabalhar. Aí aprendeu prendas domésticas como: bordados, costuras, rendas e cozinhar.
Não conheceu a mãe. Com a morte do pai, ficou com o tutor, seu tio Miguel de Marillac; Luísa tinha então 13 anos de idade e em contato com as Irmãs Capuchinhas Filhas da Cruz, pensou em fazer-se religiosa, entrar para o convento. A vida simples e pobre dessas religiosas, jovens e alegres, deixou-a encantada inspirando-lhe em fazer um voto de consagrar-se ao serviço de Deus. Sua constituição franzina, porém e sua delicada saúde não lhe permitiram ser admitida nesse gênero de vida que comportava muita austeridade. Era uma pessoa propensa a ansiedade, a angústia e ao escrúpulo. Embora tivesse uma vocação religiosa, casou-se aos 22 anos em 1611 com Antony Le Grãs, com quem teve um filho.
No dia de Pentecostes, 04 de junho 1623, muito deprimida com a doença do marido, Luísa foi rezar na Igreja de São Nicolau dos Campos e invocou o auxílio de Deus. Ela mesma escreveu:
"No dia de Pentecostes, ouvindo a Santa Missa e fazendo orações na Igreja de São Nicolau, num instante o meu espírito foi iluminado sobre minhas dúvidas. Fui advertida que deveria permanecer com meu marido e que viria um tempo em que estaria em condições de fazer os votos numa pequena comunidade, em companhia com outras, onde haveria idas e vindas".
Esta Luz traz-lhe uma grande paz. Restava-lhe então o dever de acompanhar e suavizar com maior devoção a doença de seu marido que faleceu em 20-12-1625. Viúva aos 34 anos, rica e piedosa dedicou-se inteiramente aos pobres. Sofria, porém, da doença de escrúpulos que não a abandonava, apesar das tentativas de seu confessor, São Francisco de Sales.
Após a morte de São Francisco, Luísa conheceu Pe Vicente. A primeira impressão mútua foi negativa. Ela, aristocrata, dotada de uma primorosa educação, via no Padre Vicente um camponês um tanto rústico e frio. Ele, ocupado com os pobres, não estava interessado em dirigir damas da alta sociedade. Impressões que desapareceram, à medida que um pôde perceber no outro, os tesouros espirituais depositados pela graça. Pe Vicente conseguiu curar Luísa de seus escrúpulos e transformá-la na maior colaboradora das obras de misericórdia que realizava. Onde havia uma miséria a aliviar, uma dor a consolar, lá estavam eles.
As Confrarias da Caridade, fundadas por Vicente de Paulo para socorrer os pobres, em muitas paróquias da França , vinham definhando. Vicente, então encarregou Luísa de Marillac para visitá-las, reorganizá-las, conferindo-lhe novo dinamismo.
Luísa aceitou com alegria esta incumbência, verdadeira graça do céu a imprimir um novo rumo à sua vida.
Em 29 de novembro de 1633, algumas jovens reuniram-se sob a direção de Luísa de Marillac e, com a ajuda do Padre Vicente de Paulo, dar início a uma Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, comunidade de Vida Fraterna e Apostólica, comprometida com o serviço dos pobres.
É impossível avaliar o que Luísa de Marillac e as Irmãs realizaram em favor dos necessitados. Sua personalidade manifestava-se numa energia constante e incansável liderança no atendimento a toda sorte de misérias. Eram as pequenas escolas, os doentes, mendigos, feridos de guerra, os presos, desempregados, crianças órfãs, os idosos abandonados que necessitavam de assistência naqueles tempos de guerras e calamidades, no século XVII, na França.
Luísa de Marillac morreu em 15 de março de 1660 foi beatificada pelo Papa Bento XV em 9 de maio de 1920; elevada as honras dos altares como Santa Luísa de Marillac, pelo Papa Pio XI, em 11 de março de 1934.
Em 10 de fevereiro de 1960, o Papa João XXIII declarou-a Padroeira de todos os que se dedicam às Obras Sociais Cristãs.


"Sou vossa Santíssima Virgem, para ser mais perfeitamente de Deus!" (S.L.)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Santa Luisa de Marillac-Padroeira das Obras Sociais Cristãs

Catequese do Papa: Amar a Deus sem pedir nada em troca

Queridos irmãos e irmãs:
"Dieu est le Dieu du coeur humain" (Deus é o Deus do coração humano - "Tratado do Amor de Deus", I, XV): com estas palavras, aparentemente simples, temos a essência da espiritualidade de um grande mestre, de quem eu gostaria de vos falar hoje: São Francisco de Sales, bispo e Doutor da Igreja.
Nascido em 1567, em uma região de fronteira francesa, era o filho do Senhor de Boisy, de uma família antiga e nobre de Saboia. Viveu dividido entre dois séculos, o XVI e XVII, recolhendo em si o melhor dos ensinamentos e das conquistas culturais do século que terminava, reconciliando a herança do humanismo com a tendência ao absoluto, própria das correntes místicas. Sua formação foi muito completa; em Paris, cursou o ensino superior, dedicando-se também à teologia; e na Universidade de Pádua, fez os estudos de jurisprudência, como seu pai desejava, concluindo-os de forma brilhante, com doutorado em utroque iure, direito canônico e direito civil. Em sua harmoniosa juventude, refletindo sobre o pensamento de Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, teve uma profunda crise, que o levou a questionar sobre sua própria salvação eterna e sobre a predestinação de Deus com relação a ele, sofrendo como drama espiritual verdadeiro as principais questões teológicas da sua época.
Ele orava intensamente, mas a dúvida o atormentou de tal forma que, durante várias semanas, quase não comeu nem bebeu. No final da provação, foi para a igreja dos dominicanos em Paris e, abrindo o coração, orou desta maneira: "Aconteça o que acontecer, Senhor, tu, que tens tudo em tuas mãos, e cujos caminhos são a justiça e a verdade, o que quer que tenhas decidido para mim... Tu, que és sempre juiz justo e Pai misericordioso, eu te amarei, Senhor (...), eu te amarei aqui, ó meu Deus, e esperarei sempre em tua misericórdia, e repetirei sempre teu louvor... Ó Senhor Jesus, sempre serás a minha esperança e a minha salvação na terra dos vivos" (I Proc. Canon., Vol. I, artigo 4).
Por volta dos 20 anos, Francisco encontrou a paz na realidade radical e libertadora do amor de Deus: amá-lo sem pedir nada em troca e confiar no amor divino; não perguntar mais o que Deus vai fazer comigo: eu simplesmente o amo, independentemente do que Ele me der ou não me der. Assim, ele encontrou a paz e a questão da predestinação - sobre a qual se discutia há muito tempo - se resolveu, porque ele não buscava mais o que poderia obter de Deus; apenas o amava, abandonava-se à sua bondade. Este foi o segredo da sua vida, que aparecerá em sua obra mais importante: o "Tratado do amor de Deus".
Vencendo a resistência do seu pai, Francisco seguiu o chamado do Senhor e, em 18 de dezembro de 1593, foi ordenado sacerdote. Em 1602, ele se tornou o bispo de Genebra, em um período em que a cidade era um ponto forte do calvinismo, tanto que a sede episcopal se encontrava "exilada" em Annecy. Pastor de uma diocese pobre e conturbada, em um enclave de montanha do qual conhecia bem tanto a dureza como a beleza, escreveu: "Encontrei-me com Ele [Deus], cheio de doçura e ternura, entre nossas altas e escarpadas montanhas, onde muitas almas simples o amavam e o adoravam com toda verdade e sinceridade; o cervo e a gazela corriam aqui e ali, entre o gelo terrível, para anunciar seu louvor" (Carta à mãe de Chantal, outubro de 1606, em Oeuvres, Ed. Mackey, t. XIII, p. 223). E, no entanto, a influência da sua vida e dos seus ensinamentos na Europa da época foi imensa. Ele foi apóstolo, escritor, pregador, homem de ação e oração; esteve comprometido com os ideais do Concílio de Trento, envolvido na controvérsia e no diálogo com os protestantes, experimentando cada vez mais, muito além do necessário confronto teológico, a eficácia da relação pessoal e da caridade; foi também encarregado de missões diplomáticas a nível europeu e de deveres sociais de mediação e reconciliação. Mas, acima de tudo, São Francisco de Sales é um pastor de almas: do encontro com uma jovem mulher, a senhora de Charmoisy, inspirou-se para escrever um dos livros mais populares da era moderna, a "Introdução à vida devota"; de sua profunda comunhão espiritual com uma personalidade excepcional, Santa Joana Francisca de Chantal, nasceu uma nova família religiosa, a Ordem da Visitação, caracterizada - assim como quis o santo - por uma consagração total a Deus, vivida na simplicidade e humildade, em fazer extraordinariamente bem as coisas ordinárias: "Quero que minhas filhas - escreveu ele - não tenham outro ideal a não ser o de glorificar [Nosso Senhor] com sua humildade" (Carta a Mons. De Marquemond, junho de 1615). Ele morreu em 1622, aos 55 anos, após uma existência marcada pela dureza dos tempos e pelo desgaste apostólico.

Aniversariantes de Março

Vida:
05/03 - Pe.Fernando, CM
09/30 - Pe.Evaldo, CM
10/03 - Pe.Hermano, CM
10/03 - Pe.Rebouças Júnior, CM
10/03 - Sem. Tarcício Junior (Teologia)
11/03 - Pe.Fantico, CM
19/03 - Pe.Jânio, CM
29/03 - Pe.Marcos Mesquita





Entrada na Congregação
01/03 - Pe.Alexandre,CM
Ordenações
19/03 - Pe.Lino Roelofs,CM
19/03 - Pe.João Pubben,CM