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CASA DE RETIRO E ENCONTROS

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos.

Estes Mártires Viram o que Pregaram 
O martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo consagrou para nós este dia. Não falamos de mártires desconhecidos. Sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do mundo a sua palavra (Sl 18,5). Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade.
São Pedro, o primeiro dos apóstolos, que amava Cristo ardentemente, mereceu escutar: Por isso eu te digo que tu és Pedro (Mt 16,19). Antes, ele havia dito: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). E Cristo retorquiu: Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja (Mt 16,18). Sobre esta pedra construirei a fé que haverás de proclamar. Sobre a afirmação que fizeste: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo, construirei a minha Igreja. Porque tu és Pedro. Pedro vem de pedra; não é pedra que vem de Pedro. Pedro vem de pedra, como cristão vem de Cristo. Como sabeis, o Senhor Jesus, antes de sua paixão, escolheu alguns discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos. Dentre estes, somente Pedro mereceu representar em toda parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira, mereceu ouvir estas palavras: Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (Mt 16,19). 
Na verdade, quem recebeu estas chaves não foi um único homem, mas a Igreja una. Assim manifesta-se a superioridade de Pedro, que representava a universalidade e a unidade da Igreja, quando lhe foi dito: Eu te darei. A ele era atribuído pessoalmente o que a todos foi dado. Com efeito, para que saibais que a Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus, ouvi o que, em outra passagem, o Senhor diz a todos os seus apóstolos: Recebei o Espírito Santo. E em seguida: A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos (Jo 20,22-23).
No mesmo sentido, também depois da ressurreição, o Senhor entregou a Pedro a responsabilidade de apascentar suas ovelhas. Não que dentre os outros discípulos só ele merecesse pastorear as ovelhas do Senhor; mas quando Cristo fala a um só, quer, deste modo, insistir na unidade da Igreja. E dirigiu-se a Pedro, de preferência aos outros, porque, entre os apóstolos, Pedro é o primeiro.
Não fiques triste, ó apóstolo! Responde uma vez, responde uma segunda, responde uma terceira vez. Vença por três vezes a tua profissão de amor, já que por três vezes o temor venceu a tua presunção. Desliga por três vezes o que por três vezes ligaste. Desliga por amor o que ligaste por temor. E assim, o Senhor confiou suas ovelhas a Pedro, uma, duas e três vezes.
Num só dia celebramos o martírio dos dois apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos.


Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo 295,1-2.4.7-8:PL38,1348-1352)

(Séc.V)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Vaticano divulga participação do Papa na Jornada da Juventude

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou no último sábado, 25, o programa oficial da viagem do papa Bento XVI a Madri (Espanha), por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontecerá na capital espanhola, de 16 a 21 de agosto. Uma das novidades do programa será a confissão de alguns jovens com o papa. Bento XVI chegará à capital espanhola na quinta-feira, 18 de agosto. Ali fará o seu primeiro discurso no aeroporto internacional de Barajas.
Às 19h30, do dia 18, presidirá a celebração de acolhida dos jovens na Praça de Cibeles onde fará o seu segundo discurso em território espanhol.
Na sexta-feira, 19, Bento XVI iniciará seus trabalhos às 7h30 com uma missa privativa, na Capela da Nunciatura Apostólica em Madri. Às 10h, realizará uma visita de cortesia aos Reis da Espanha, no Palácio de La Zarzuela, de Madri. Às 11h30 presidirá um encontro com jovens religiosas no “Patio de los Reyes de El Escorial”.
Às 12h o papa presidirá um encontro com os jovens professores universitários na Basílica de San Lorenzo del Escorial. Às 13h45 almoçará com um grupo de jovens no Salão dos Embaixadores da Nunciatura.
Às 17h o Santo Padre participará de um encontro oficial com o presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, na Nunciatura. Logo em seguida, às 19h30 presidirá a Via Sacra com os jovens na Praça de Cibeles.
Para o sábado, 20, está programada a confissão de alguns jovens da JMJ, nos Jardins del Buen Retíro. Às 10h presidirá uma missa com os seminaristas na Catedral de Santa María la Real de la Almudena de Madri.
Às 12h45 almoçará com os cardeais da Espanha, os bispos da província de Madri e o séquito papal na residência do arcebispo de Madri e presidente da Conferência Episcopal Espanhola, cardeal Antônio Maria Rouco Varela.
Às 17h o papa se encontrará com os membros do Comitê Organizador da JMJ Madri 2011, na Nunciatura. Às 19h40 visitará a Fundação Instituto San José de Madri onde pronunciará um discurso.
Às 20h30 presidirá a Vigília de Oração com os Jovens no Aeródromo de Quatro Ventos em Madri aonde pronunciará um discurso.
No domingo 21 de agosto, o papa Bento XVI presidirá a missa de encerramento da 26ª Jornada Mundial da Juventude, às 9h30, no Aeródromo de Quatro Ventos, logo depois rezará com os presentes a Oração Mariana do Angelus.
Às 12h45 o papa almoçará com os cardeais da Espanha. Às 17h00 se despedirá dos presentes e, às 17h30, presidirá um Encontro com os voluntários da JMJ no Pavilhão 9 do novo centro de exposições Madrid.
Às 18h30 a cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional de Barajas, de Madri, onde fará seu último discurso em solo espanhol. Seu avião deverá decolar às 19h em direção a Roma.
Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/

Encontro Internacional de Jovens Vicentinos/De 12-15 de agosto em Madri.

domingo, 26 de junho de 2011

XII Encontro Nacional da Familia Vicentina em Goiânia


Bem Aventuradas, Filhas da Caridade, Mártires de Arras


As primeiras Filhas da Caridade  chegaram a Arras em 1656, enviadas pelo próprio São Vicente e por Santa Luisa de Marillac. Um século depois, ali permaneciam, dedicadas às obras preferidas pelo coração dos Fundadores: escola gratuita para as meninas, visita aos Pobres e assistência aos enfermos, tanto no hospital como em suas próprias casas.
Por sua bravura e abnegada disposição para o serviço dos Pobres, estas Filhas da Caridade merecem todo reconhecimento possível, pois fizeram de sua própria consagração a Deus e de sua alegre e generosa entrega aos irmãos um canto de louvor ao Criador, Deus de toda vocação, rico em misericórdia e bom para com todos, especialmente para com os mais pobres e desamparados.
Maria Madalena Fontaine nasceu a 22 de abril de 1723, em Etrépagny (França). Desejando consagrar toda sua vida a Deus e aos Pobres, entrou para a Companhia das Filhas da Caridade a 09 de julho de 1748. Desde então, demonstrou grande santidade de vida, espírito de liderança e disposição para o trabalho, por mais pesado que fosse. Logo foi nomeada Irmã Servente (responsável pela Comunidade e pela obra) da Casa da Caridade de Arras.
Quando a Revolução Francesa se iniciou, em 1789, e as congregações religiosas começaram a ser perseguidas, as Filhas da Caridade de Arras, em reconhecimento de seu inestimável trabalho junto aos mais pobres, receberam dos revolucionários um voto de confiança e puderam continuar se dedicando  ao nobre exercício da caridade. No entanto, Irmã Fontaine, intuindo as grandes dificuldades que ainda sobreviriam sobre a Companhia, baseando-se em sua experiência e percebendo atentamente a realidade circunstante, preferiu enviar as Irmãs jovens e as mais debilitadas para outra Comunidade, longe do perigo dos revolucionários.

BEM-AVENTURADA NEMÉSIA VALLE (1847-1916) – Irmã da Caridade de Santa Joana Antida Thouret

Em Aosta, na Itália, aos 26 de junho de 1847, nasceu Giulia, filha de Anselmo, comerciante que viajava muito, e Maria Cristina Dalbar. Com a morte de sua mãe, Giulia, com 4 anos, e seu irmãozinho Vincenzo foram morar na casa do avô paterno.
Com 11 anos, Giulia foi para Besançon, na França, a fim de estudar no pensionato das Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret. Junto das Irmãs, enriqueceu sua cultura, aprendeu a língua francesa, o bordado e muitas outras coisas. Ali, adquiriu também uma delicada e profunda bondade que a foi formando como uma pessoa afável, meiga e atenta aos outros.
Após cinco anos, regressou a sua terra natal. O pai, casado uma segunda vez, morava em Pont Saint-Martin e sua situação familiar não era das melhores. Eram muitas as suas dificuldades. O irmão, não suportando as circunstâncias, logo abandonaria a casa, sem jamais dar notícias.
Neste ínterim, chegaram à cidade as Irmãs da Caridade e Giulia se reencontrou com uma Irmã que a ajudara e animara em Besançon, como sua professora. Vendo o estilo de vida da antiga mestra, toda doada a Deus e aos outros, Giulia decidiu ser uma delas. Assim, a 08 de setembro de 1866, começou seu noviciado em Vercelli. Uma nova vida se iniciava para a jovem: seriam tempos de paz e de alegria, tempo para aprofundar sua intimidade com Deus, o conhecimento de si mesma e de sua missão. Sua oração era decidida: Jesus, despoja-me e reveste-me de Ti. Jesus, por ti vivo, por ti morro. A cada dia, sua vida espiritual se firmava e se desenvolvia. A contemplação do mistério de Deus e de seu amor norteava toda sua vida e a levava a se dedicar ainda mais aos Pobres e sofredores. Só da Eucaristia e da oração se pode obter a força para superar o egoísmo e ir até os Pobres, àqueles que mais sofrem. Terminando seu noviciado, e com o nome de Irmã Nemésia, intensificou sua consagração e seu apostolado entre os mais abandonados.