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CASA DE RETIRO E ENCONTROS

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Advento: Um mistério que envolve inteiramente o cosmo e a história


Palavras de Bento XVI durante a oração mariana do Angelus
Hoje a Igreja inicia um novo Ano Litúrgico, um caminho que é enriquecido pelo Ano da Fé, 50 anos após a abertura do Concilio Ecumênico Vaticano II. O primeiro tempo deste itinerário é o Advento, formado, no Rito Romano, pelas quatro semanas que antecedem o Natal do Senhor, isto é, a Encarnação. A palavra “advento” significa “vinda” ou “presença”. No mundo antigo indicava a visita do rei ou do imperador a uma província; na linguagem cristã refere-se à vinda de Deus, à sua presença no mundo; um mistério que envolve inteiramente o cosmo e a história, mas que conhece dois momentos culminantes: a primeira e a segunda vinda de Jesus Cristo. A primeira é a própria encarnação; a segunda é o retorno glorioso ao fim dos tempos. Estes dois momentos, que cronologicamente são distantes – e não se sabe o quanto -, tocam-se profundamente, porque com sua morte e ressurreição Jesus já realizou a transformação do homem e do cosmo que é a meta final da criação. Mas antes do final, é necessário que o Evangelho seja proclamado a todas as nações, disse Jesus no Evangelho de São Marcos (cf Marcos 13,10). A vinda do Senhor continua, o mundo deve ser penetrado pela sua presença. E esta vinda permanente do Senhor no anuncio do Evangelho requer continuamente nossa colaboração; e a Igreja, que é como a Noiva, a esposa prometida do Cordeiro de Deus crucificado e ressuscitado (cf Ap 21,9), em comunhão com o Senhor colabora nesta vinda do Senhor, na qual já inicia o seu retorno glorioso.
A isto nos convida hoje a Palavra de Deus, traçando a linha de condução a seguir para estarmos prontos para a vinda do Senhor. No Evangelho de Lucas, Jesus diz aos discípulos: “Os vossos corações não fiquem sobrecarregados com dissipação e embriaguez e dos cuidados da vida... vigiai em cada momento orando” (Lucas 21, 34.36). Portanto, sobriedade e oração. E o apostolo Paulo acrescenta o convite a “crescer e avantajar no amor” entre nós e com todos, para tornar nosso coração firme e irrepreensível na santidade (cfr 1 Ts 3,12-13). Em meio aos transtornos do mundo, ou ao deserto da indiferença e do materialismo, os cristãos acolham do Senhor a salvação e a testemunhem com um modo diverso de viver, como uma cidade colocada sobre um monte. “Naqueles dias- anuncia o profeta Jeremias- Jerusalém viverá tranquila, e será chamada: Senhor – nossa – justiça (33,16). A comunidade dos crentes é sinal do amor de Deus, da sua justiça que é já presente e operante na historia mas que ainda não foi plenamente realizada, e portanto, deve ser sempre esperada, invocada, procurada com paciência e coragem.
A Virgem Maria encarna perfeitamente o espirito do Advento, feito da escuta de Deus, do desejo profundo de fazer a sua vontade, de alegre serviço ao próximo. Deixemo-nos guiar por ela, para que o Deus que vem não nos encontre fechados ou distraídos, mas possa, em cada um de nos, estender o seu reino de amor, de justiça e de paz. 






Aniversariantes de Dezembro

Vida
04/12 - Pe.Francisco Erlan
12/12- Pe. Adriano Santos
20/12 - Pe.Pedro Gotardo
24/12 - Sem. José Carlos

domingo, 2 de dezembro de 2012

Circular do Superior Geral, Pe.Gregory, sobre o Advento 2012

Um caminho rumo ao Cristo e nosso carisma

«Este é o modo da evangelização…que a verdade se torne em mim caridade e a caridade acenda como o fogo, também o outro. Só neste acender o outro através da chama da nossa caridade, cresce realmente a evangelização, a presença do Evangelho, que já não é só palavra, mas realidade vivida.» - Papa Bento XVI, Meditação para a abertura do Sínodo sobre a nova evangelização, 8 de outubro de 2012.

A todos os membros da Família vicentina
Queridos Irmãos e Irmãs,
Que a graça e a paz de Jesus preencham os vossos corações agora e para sempre!

Recentemente participei como delegado no Sínodo sobre a nova evangelização, que coincidiu com o início do « ano da fé » para comemorar o quinquagésimo aniversário do Concílio Vaticano II. Como nosso Santo Padre citou acima, « a presença do Evangelho » é um dom e um desafio para todos aqueles que seguem o Cristo à maneira de São Vicente de Paulo. É um dom que nos é dado por Jesus, o Verbo feito carne. Nosso desafio consiste em fazer uma «realidade vivida» servindo nossos senhores e nossos mestres, os pobres de Deus. O tempo do Advento nos oferece a oportunidade de meditar sobre a beleza, o mistério e a incrível responsabilidade de nossa vocação de discípulos cristãos que seguem o carisma vicentino. Nosso caminho do Advento compreende quatro movimentos distintos que refletem este tempo litúrgico, assim como as etapas de nossa vida de discípulos no seguimento do Cristo.

Tempo de angústia e de incerteza
O mundo atual está repleto de angústias e de incertezas de toda sorte: econômicas, geopolíticas, étnicas, sociais e pessoais. As guerras, os conflitos armados e as catástrofes naturais produzem, por sua vez, a pobreza, a fome, o problema dos sem-teto e das misérias humanas sobre as quais é impossível estender uma lista exaustiva. Por mais alarmante e desconcertante que seja nosso mundo atual, os textos da Escritura do primeiro Domingo do Advento nos lembram de que antigamente já existiram situações semelhantes: « Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e na terra, as nações estarão em angústia, … os homens desfalecerão de medo, na expectativa do que ameaçará o mundo habitado » (Lc 21, 25-26).
Nossos santos fundadores, São Vicente e Santa Luisa, foram confrontados, durante a vida, a desafios catastróficos: guerra, fome, doenças, desprezo dos pobres, ignorância e indiferença no que diz respeito à prática da fé católica entre o clero e entre os leigos. Qual foi a resposta que eles deram às suas provações e a estas tribulações?
Creio que podemos encontrá-la no mesmo evangelho de Lucas deste primeiro Domingo do Advento: « Quando começar a acontecer essas coisas, erguei-vos e levantai a cabeça, pois está próxima a vossa libertação…”. Cuidado para que vossos corações não fiquem pesados pela devassidão. […] Ficai acordados, portanto, orando em todo momento » (Lc 21, 28.34-36).
Aprendendo a melhor conhecer Jesus pela meditação de sua Palavra e recebendo-o na Eucaristia, Vicente e Luisa fizeram do Cristo o centro de seu coração e de sua vida. Jesus acalmou suas inquietudes, impelindo-os a empreender uma maneira dinâmica e profética de viver o Evangelho.
A caminhada espiritual deles continua quando colocamos em prática o carisma da caridade que eles nos deram há mais de 350 anos. Que este Advento seja um tempo de procurarmos a pessoa de Jesus Cristo na Palavra e nos sacramentos, tendo fé em Deus que « exercerá na terra o direito e a justiça » (Jr 23, 5). Com o Emanuel, Deus conosco, como principal fundamento, iremos « crescer e ser ricos em amor mútuo e para com todos… queira ele confirmar vossos corações numa santidade irrepreensível, aos olhos de Deus » (1 Tes. 3, 12-13).