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CASA DE RETIRO E ENCONTROS

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CONTATO: RUA SÃO VICENTE DE PAULO,300,ANTONIO BEZERRA - FORTALEZA/CE - TEL:(85)3235-6153

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Catequese do Papa: Deus Presente no Momento da Angústia

Queridos irmãos e irmãs:

Na catequese de hoje, eu gostaria de falar sobre um salmo de fortes implicações cristológicas, que continuamente aflora nos relatos da paixão de Jesus, com sua dupla dimensão de humilhação e de glória, de morte e de vida. É o salmo 22, segundo a tradição judaica, 21 segundo a tradição greco-latina, uma oração sincera e comovente, de uma densidade humana e uma riqueza teológica que o convertem em um dos salmos mais rezados e estudados de todo o Saltério. Trata-se de uma longa composição poética (nós nos deteremos em particular na primeira parte), concentrada no lamento, para aprofundar em algumas dimensões significativas da oração de súplica a Deus.

Este salmo apresenta a figura de um inocente perseguido e cercado por adversários que querem a sua morte; ele recorre a Deus, em um lamento doloroso que, na certeza da fé, se abre misteriosamente ao louvor. Em sua oração, a realidade angustiante do presente e a lembrança consoladora do passado se alternam, em uma sofrida tomada de consciência da própria situação desesperadora que não quer renunciar à esperança. Seu grito inicial é um chamado dirigido a Deus, que parece distante, que não responde e que parece tê-lo abandonado:

“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?

Meu Deus, clamo de dia e não me respondeis;

imploro de noite e não me atendeis.”(v. 2 y 3)

Deus se cala e este silêncio fere o ânimo do orante, que clama incessantemente, mas sem encontrar resposta. Os dias e as noites se sucedem na busca incansável de uma palavra, de uma ajuda que não chega; Deus parece muito distante, muito esquecido, muito ausente. A oração pede escuta e resposta, solicita um contato, busca uma relação que possa dar-lhe consolo e salvação. Mas, se Deus não responde, o grito de ajuda se perde no vazio e a solidão se torna algo insuportável. Além disso, o orante do nosso salmo chama o Senhor três vezes de “meu Deus”, em um extremo ato de confiança e de fé. Não obstante as aparências, o salmista não pode acreditar que o vínculo com o Senhor tenha se rompido totalmente e, enquanto pede um porquê do suposto abandono incompreensível, afirma que o “seu” Deus não pode abandoná-lo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Familia Vicentina Regional Belém


 
«Convém amar os pobres com um afeto especial, vendo neles a pessoa do próprio Cristo, e dando-lhes a importância que Ele mesmo dava»

Belém, 11 de setembro 2011.

Aos membros da Família Vicentina,
            Em virtude da Festa de nosso patrono São Vicente de Paulo nós representantes da Família Vicentina do Regional Belém estivemos reunidos no domingo dia 11 de setembro para uma reunião, na qual, decidimos realizar juntos uma manhã de espiritualidade para o dia 24 de setembro de 2011 de 8:00h as 11:00h, no salão paroquial da Paróquia de São Raimundo Nonato, localizado na Tv.Manoel Evaristo, entre a Av. Senador Lemos e Rua Curuçá. E, em preparação ao dia do glorioso São Vicente um tríduo em sua memória, na Igreja de São Raimundo Nonato nos dias 24, 25 e 26 de setembro as 18:00h e no dia 27 de setembro missa solene as 18:00h com a participação dos ramos vicentinos.
            Esperamos contar com todos nesses dias de júbilo para confirmarmos nossa comunhão e marcarmos o início de novas atividades em nosso Regional. Com as bênçãos de São Vicente de Paulo.



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Pe.Sílvio Mitozo,CM















A Palavra de Deus segundo o Catecismo da Igreja Católica

P.10 PALAVRA DE DEUS cf. Sagrada Escritura e Catequese.
P.10.1 Acolher a Palavra de Deus
§543 Todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel, este Reino messiânico está destinado a acolher os homens de todas as nações. Para ter acesso a ele, é preciso acolher a palavra de Jesus:
Pois a palavra do Senhor é comparada à semente semeada no campo: os que a ouvem com fé e são contados no número da pequena grei de Cristo receberam o próprio Reino; depois, por sua própria força, a semente germina e cresce até o tempo da messe.
§764 "Este Reino manifesta-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo." Acolher a palavra de Jesus é "acolher o próprio Reino". “O germe e o começo do Reino são o “pequeno rebanho” (Lc 12,32) dos que Jesus veio convocar em torno de si, dos quais ele mesmo é o pastor”. Eles constituem a verdadeira família de Jesus. Aos que assim reuniu em torno dele, ensinou uma "maneira de agir" nova e também uma oração própria.
P.10.2 Alimento da Palavra de Deus
§2835 Este pedido e a responsabilidade que ele implica valem também para outra fome da qual os homens padecem: "O homem não vive apenas de pão, mas de tudo aquilo que procede da boca de Deus" (Mt 4,4), isto é, sua Palavra e seu Sopro. Os cristãos devem envidar todos os seus esforços para "anunciar o Evangelho aos pobres". Há uma fome na terra, "não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a Palavra de Deus" (Am 8,11). Por isso, o sentido especificamente cristão desse quarto pedido refere-se ao Pão de Vida: a Palavra de Deus a ser acolhida na fé, o Corpo de Cristo recebido na Eucaristia.
P.10.3 Anúncio da Palavra de Deus
§1102 "E a palavra da salvação que alimenta a fé no coração dos cristãos: é ela que faz nascer e dá crescimento à comunhão dos cristãos." O anúncio da Palavra de Deus não se limita a um ensinamento: quer suscitar a resposta da fé, como consentimento e compromisso, em vista da aliança entre Deus e seu povo. E ainda o Espírito Santo que dá a graça da fé, que a fortifica e a faz crescer na comunidade. A assembleia litúrgica é primeiramente comunhão na fé.
P.10.4 Conhecimento da Palavra de Deus
§108 Todavia, a fé cristã não é uma "religião do Livro". O Cristianismo é a religião da "Palavra" de Deus, "não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo". Para que as Escrituras não permaneçam letra morta, é preciso que Cristo, Palavra eterna de Deus vivo, pelo Espírito Santo nos "abra o espírito à compreensão das Escrituras".
§119 "É dever dos exegetas esforçar-se, dentro dessas diretrizes, por entender e expor com maior aprofundamento o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que, por seu trabalho como que preparatório, amadureça o julgamento da Igreja. Pois todas estas coisas que concernem à maneira de interpretar a Escritura estão sujeitas, em última instância, ao juízo da Igreja, que exerce o divino ministério e mandato do guardar e interpretar a Palavra de Deus"
Ego vero Evangelio non crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas.
Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja católica"
§1155 Inseparáveis enquanto sinais e ensinamento, a palavra e a ação litúrgicas são indissociáveis também enquanto realizam o que significam. O Espírito Santo não somente dá a compreensão da Palavra de Deus suscitando a fé; pelos sacramentos ele realiza também as "maravilhas" de Deus anunciadas pela palavra: torna presente e comunica a obra do Pai realizada pelo Filho bem-amado.

Fonte: Catecismo da Igreja Católica e Sem. Jonathan Igor

Dia de Nossa Senhora das Dores

Dos Sermões de São Bernardo, abade 
(Sermo in dom. infra oct. Asumptionis,14-15: Opera omnia, Edit. Cisterc. 5[1968],273-274) (Séc.XII)

Estava sua mãe junto à cruz
O martírio da Virgem é mencionado tanto na profecia de Simeão quanto no relato da paixão do Senhor. Este foi posto, diz o santo ancião sobre o menino, como um sinal de contradição, e a Maria: e uma espada traspassará tua alma (cf. Lc 2,34-35).
Verdadeiramente, ó santa Mãe, uma espada traspassou tua alma. Aliás, somente traspassando-a, penetraria na carne do Filho. De fato, visto que o teu Jesus – de todos certamente, mas especialmente teu – a lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um morto, não atingiu a alma dele, mas ela traspassou a tua alma. 
A alma dele já ali não estava, a tua, porém, não podia ser arrancada dali. Por isto a violência da dor penetrou em tua alma e nós te proclamamos, com justiça, mais do que mártir, porque a
compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal.
E pior que a espada, traspassando a alma, não foi aquela palavra que atingiu até a divisão entre a alma e o espírito: Mulher, eis aí teu filho? (Jo 19,26). Oh! que troca incrível! João, Mãe, te é entregue em vez de Jesus, o servo em lugar do Senhor, o discípulo pelo Mestre, o filho de Zebedeu pelo Filho de Deus, o puro homem, em vez do Deus verdadeiro. Como ouvir isto deixaria de traspassar tua alma tão afetuosa, se até a sua lembrança nos corta os corações, tão de pedra, tão de ferro?
Não vos admireis, irmãos, que se diga ter Maria sido mártir na alma. Poderia espantar- se quem não se recordasse do que Paulo afirmou que entre os maiores crimes dos gentios estava o de serem sem afeição. Muito longe do coração de Maria tudo isto; esteja também longe de seus servos.
Talvez haja quem pergunte: “Mas não sabia ela de antemão que iria ele morrer?” Sem dúvida alguma. “E não esperava que logo ressuscitaria?” Com toda a confiança. “E mesmo assi sofreu com o Crucificado?” Com toda a veemência. Aliás, tu quem és ou donde tua sabedoria, para te admirares mais de Maria  que compadecia, do que do Filho de Maria a padecer? Ele pôde morrer no corpo; não podia ela morrer juntamente no coração? É obra da caridade: ninguém a teve maior! Obra de caridade também isto:
depois dela nunca houve igual.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Festa da Exaltação da Santa Cruz

Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo
(Oratio10 in Exaltatione sanctae crucis: PG97,1018-1019) (Séc.VIII)

A glória e a exaltação de Cristo é a cruz
Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto para que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro. Chamo com razão tesouro aquilo que há de mais belo entre todos os bens pelo conteúdo e pela fama. Nele, por ele e para ele reside toda a nossa salvação, e é restituída ao seu estado original.
Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado. Se não houvesse a cruz, a vida não seria pregada ao lenho com cravos. Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado as fontes da imortalidade, o sangue e a água, que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado, não teríamos sido declarados livres, não teríamos provado da árvore da vida, não se teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz,a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno.
É, portanto, grande e preciosa a cruz. Grande sim,porque por ela grandes bens se tornaram realidade; e tanto maiores quanto, pelos milagres e sofrimentos de Cristo, mais excelentes quinhões serão distribuídos. Preciosa também porque a cruz é paixão e vitória de Deus: paixão, pela morte voluntária nesta mesma paixão; e vitória porque o diabo é ferido e com ele a morte é vencida. Assim, arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou a comum salvação de todo o mundo.
É chamada ainda de glória de Cristo, e dita a exaltação de Cristo. Vemo-la como o cálice desejável e o termo dos sofrimentos que Cristo suportou por nós. Que a cruz seja a glória de Cristo, escuta-o a dizer: Agora, o Filho do homem é glorificado e nele Deus é glorificado e logo o glorificará (Jo 13,31-32). E de novo: Glorifica-me tu, Pai, com a glória que tinha junto de ti antes que o mundo existisse (Jo 17,5). E repete: Pai, glorifica teu nome. Desceu então do céu uma voz: Glorifiquei-o e tornarei a glorificar (Jo 12,28), indicando aquela glória que então alcançou na cruz.
Que ainda a cruz seja a exaltação de Cristo, escuta o que ele próprio diz: Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (cf. Jo 12,32). Bem vês que a cruz é a glória e a exaltação de Cristo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Área Missionária de Santo Antonio se prepara para a festa de São Vicente

Tríduo de 
São Vicente de Paulo
De 16 a 18 de Setembro 2011

Programação

 

Abertura (14/09) – Quarta-feira

19:00 – Celebração Eucarística

1º Dia: 16/09 – Sexta-feira

Lema: Nosso Senhor considera como feito a si o que se faz pelos pobres, já que eles são seus membros.

2º Dia: 17/09 – Sábado

Lema: Deus não tem o que fazer com as nossas obras se o nosso coração não lhe pertence.

3º Dia: 18/09 – Domingo

Lema: Não há nada que ganhe tanto o coração de Deus do que o reconhecimento por suas graças.

18/09 – Encerramento
18:00 - Procissão luminosa com a imagem de São Vicente de Paulo.
19:00 - Celebração Eucarística
Bolo da Caridade: R$ 2,00 (+ Brinde)
Eleição do Anjo da Caridade

Todos os dias
18:50– Novena/19:00 - Celebração Eucarística
20:30 - Programação social

Programação Social
16/09 - Grupo Coral de Maria/ Grupo da 3ª idade
17/09 – Dramistas dos Tucuns

18/09 - MPB c/ Lucindo do Ronda

domingo, 11 de setembro de 2011

Santo do Dia! São João Gabriel Perboyre

São João Gabriel Perboyre (1802-1840) – Padre da Missão, Mártir na China

João Gabriel Perboyre nasceu em Puech, diocese de Cahors, no sul da França, aos 06 de janeiro de 1802. Com 15 anos, entrou para o seminário de Montauban, dirigido pelos Padres Lazaristas, onde seu tio, Padre Jacques Perboyre, era reitor. Com 16 anos, já era um seminarista consciente da própria vocação. Na oração, na ascese e no zelo, dava provas da firmeza de seu propósito: Quero ser missionário... Oh, como é bela a cruz plantada em terra infiel e regada com o sangue dos apóstolos de Jesus Cristo.
Em 15 de dezembro de 1818, entrou para o Seminário Interno da Congregação da Missão e emitiu os votos a 28 de dezembro de 1820. Concluindo seus estudos em junho de 1823 e não podendo ser ordenado devido à idade (isso só aconteceria a 23 de setembro de 1826), retornou a Montauban como professor. Um ano depois de ordenado, foi nomeado superior do Seminário de Saint-Flour e, em 1832, diretor do Seminário Interno, em Paris.
Foi em 1820, quando estava no Seminário Interno, que Padre João Gabriel recebeu a notícia do martírio do Padre Francisco Régis Clet, depois de longos anos de trabalho missionário na China (1791-1820). Anos depois, por ocasião da chegada à Paris das relíquias do Padre Clet, o jovem missionário Perboyre, já como diretor do Seminário Interno, cargo também exercido por seu Coirmão martirizado, exclamou diante de seus formandos: Quisera eu ser mártir como Clet! Peçam a Deus que minha saúde se fortifique para que eu possa ir à China, a fim de pregar Jesus Cristo e morrer por ele.
A falta de saúde era realmente um grande obstáculo para seus sonhos. Mas Padre Perboyre nunca perdeu a esperança. De fato, em 1835, partiu para a China, desembarcando em Macau alguns meses depois. Neste território português, Padre Perboyre foi recebido por seus Coirmãos de Congregação para se dedicar ao estudo da cultura e, principalmente, da língua chinesa, esforço que empreendeu sem demora, permanecendo em Macau apenas quatro meses.