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CASA DE RETIRO E ENCONTROS

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sábado, 1 de outubro de 2011

Santa Terezinha do Menino Jesus

No coração da Igreja serei o amor
Meus imensos desejos me eram um autêntico martírio. Fui, então, às cartas de São Paulo a ver se encontrava uma resposta. Meus olhos caíram por acaso nos capítulos doze e treze da Primeira Carta aos Coríntios. No primeiro destes, li que todos não podem ser ao mesmo tempo apóstolos, profetas, doutores, e que a Igreja consta de vários membros; os olhos não podem ser mãos ao mesmo tempo. Resposta clara, sem dúvida, mas não capaz de satisfazer meu desejo e dar-me a paz.
Perseverei na leitura sem desanimar e encontrei esta frase sublime: Aspirai aos melhores carismas. E vos indico um caminho ainda mais excelente (1Cor 12,31). O Apóstolo esclarece que os melhores carismas nada são sem a caridade, e esta caridade é o caminho mais excelente que leva com segurança a Deus. Achara enfim o repouso.
Ao considerar o Corpo místico da Igreja, não me encontrara em nenhum dos membros enumerados por São Paulo, mas, ao contrário, desejava ver-me em todos eles. A caridade deu-me o eixo de minha vocação. Compreendi que a Igreja tem um corpo formado de vários membros e neste corpo não pode faltar o membro necessário e o mais nobre: entendi que a Igreja tem um coração e este coração está inflamado de amor. Compreendi que os membros da Igreja são impelidos a agir por um único amor, de forma que, extinto este, os apóstolos não
mais anunciariam o Evangelho, os mártires não mais derramariam o sangue. Percebi e reconheci que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno.
Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Liberdade

Caríssimos amigos e amigas,
“É para a liberdade que Cristo nos libertou”. (Gal. 5, 1)
A vocação à liberdade é algo constitutivo do ser de cada pessoa. Mas, em que consiste a vocação para a liberdade? Em que consiste a vocação. A vocação é entendida como:
Ø  Um DOM;
Ø  Uma resposta a um chamado feito;
Ø  Uma aliança de amor;
Ø  Uma entrega total;
Ø  Um mistério de encontro e liberdade com aquele que chamou presente na pessoa do próximo;
Ø  Uma missão que é dada como um SERVIÇO;
Ø   Uma graça toda especial cujo autor é Deus.
Foi  Deus Pai criador quem nos chamou desde toda a eternidade à vida. Com a vida procuramos responder ao apelos de Deus. Ele nos deu a liberdade fundamental e teológica que se manifesta como DOM e RESPOSTA.  
Como “dom e resposta” a liberdade que é a vocação da pessoa possibilita a fazer opção. Quem “se deixa transformar pelo Espírito”, opta pelo caminho da vida, ao contrário, é conduzido por caminhos opostos ao Projeto de Jesus Cristo. A escolha deve ter sempre como pressuposto a liberdade que supõe responsabilidade.

Em que consiste a verdadeira liberdade?
Liberdade é:
Ø  Agir com responsabilidade;
Ø  Ser perdoado do passado cultivando uma vida reconciliada;
Ø  Ser livre do sentido de culpa;
Ø  Ter o poder para escolher e fazer coisas certas;
Ø  Ter domínio de si;
Ø  Ter a capacidade de perdoar e amar os outros;
Ø  Não ser escravizado por nada;
Ø  Ter o direito de criar e se expressar;
Ø  Ter a paz de Deus.
Na Carta aos Gálatas, 5, 1-11, São Paulo Apóstolo fala que a vida cristã é o caminho para a liberdade. O fundamento da liberdade na concepção do apóstolo dos gentios está na vida no Espírito. Portanto, viver segundo o Espírito é viver na Graça e no amor de Deus, ou seja, em “conformidade com a vontade do Senhor”(São Vicente). É o Espírito que vivifica e faz “nascer de novo”. O Espírito, perscruta e sonda todas as coisas, impulsionando a pessoa para viver com liberdade, audácia e coragem sua vocação.
O Amor que é o próprio Deus quer que sejamos livres para servir. Servir é a nossa vocação. Portanto, o serviço vicentino (corporal e espiritual), cuja especificidade é a promoção e dignidade dos Pobres se realiza na perspectiva da liberdade.
Vocação e liberdade são duas pilastras de nossa identidade humana. Por isso, ao falar em vocação está incluso o tema da liberdade. O mesmo se diz em relação a liberdade. Somos vocacionados para a liberdade cristã que transfigura nosso ser para buscarmos a santidade que se consegue na escuta e vivência amorosa da Palavra de Deus.

Pista para Reflexão: ( Lucas, 10, 25-37
A parábola do Bom samaritano é um exemplo muito claro de compreensão da liberdade como uma condição essencial para o serviço ao próximo. O bem que se faz ao próximo ultrapassa os limites das religiões. Porque a caridade tem o objetivo de transfigurar a vida de quem serve e de quem é servido.
Assegurando as orações  envio-lhes o meu abraço amigo, fraterno e vicentino,

                                                             Pe. Carlos César, CM
                                                Sacerdote da Congregação da Missão

“Chamados para levar por toda parte ... o amor de Deus, ... este fogo divino”. ( São Vicente de Paulo).

Queridos Irmãos e Irmãs,
 Membros da Família Vicentina
      “Chamados para levar por toda parte ... o amor de Deus, ... este fogo divino”. ( São Vicente de Paulo).
        Com os olhos fixos em Jesus e os corações envolvidos das virtudes vicentinas: Humildade, Simplicidade, Caridade, Mansidão, Mortificação, Zelo, Compaixão, Doçura, Respeito, cordialidade, rendemos graças ao Senhor pela presença viva e atuante do carisma vicentino em todos os continentes da Terra.
        Cada vez que refletimos sobre o nosso carisma, somos chamados a um avivamento do espírito que nos une.
         Mas, o que é AVIVAR:
        Avivar significa reacender o “fogo”, oelám,o entusiasmo, o “primeiro fervor” da chama da caridade que inflama e incedeia o coração de quem abraçou o carisma de serviço e evangelização dos Pobres, a exemplo de São Vicente de Paulo.
        Avivar quer dizer está a disposição para mudar as estruturas pessoais, eclesiais, comunitárias. Mudar a realidade do passado para assumir na dinâmica vicentina e transformadora, o contexto que nos envolve.
        Avivar compreende alimentar em nós, com coragem, audácia e esperança profética o sonhor de um mundo novo.
        Avivar é, portanto, voltar às fontes, às origens.
O que é o sonho?
        O sonho está ligado a uma utopia, uma esperança de realização dos anseios. O sonho é comparado ao fogo que consome e impele. O sonho é a estrela “polar” que deve guiar cada decisão que a pessoa ou grupo toma a cada passo da caminhada.
        São Vicente viveu numa época de guerras intermináveis, provocadas por razões religiosas e políticas, época de uma pobreza que desafia toda imaginação. Mesmo assim, São Vicente se atreveu a sonhar.
        Com o apóio da Divina Provid~encia e os dons inerentes à sua pessoa, o sonho de São Vicente pouco a pouco,foi tomando forma e corpo.
        O sonho de São Vicente iluminou novos caminhos que contribuíram, significativamente, para renovar a Igreja e a sociedade. Do século XVII na França e para além dela.
        O sonho de São Vicente foi compartilhado por inúmeras pessoas até os dias de hoje e será, sem dúvida alguma, pelos séculos seguintes...
        A chama do fogo do carisma de nosso querido São Vicente transformou as vidas de muitas pessoas. Podemops citar alguns nomes que são testemunhas fiéis do amor encarnado, crucificado e ressuscitado vivido por nosso Pai espíritual. São eles: PADRE PORTAIL, MARGARIDA NASEAU, SANTA LUÍSA DE MARILLAC, PADRE ETIÈNNE, SANTA CATARINA LABOURÉ, BEM AVENTURADA ROSALIE RENDU, BEM AVENTURADO ANTÔNIO FREDERICO OZANAM, JEAN, LÉON LE PRÈVOST, PADRE VENÂNCIO, IRMÃ CLEMÊNCIA OLIVEIRA, BEM AVENTURADA LINDALVA JUSTO DE OLIVEIRA,  e tantos outros que ao longo dos temposs continuam testemunhando com esperança profética nas diversas realidades eclesiais.
        Para testemunhar o amor a Deus e ao próximo, precisamos de uma mudança de comportamento. MUDAR PARA TRANSFORMAR eis a linguagem vicentina da atualidade.
        Mudar para Transformar significa:
Ø  Passa pelo processo de conversão: mente e  coração.
Ø  Implicações claras no ser e agir.
Ø  Manter uma releitura da vida à luz da experiência pascal.
Ø  Assumir com alegria e esperança os valores do Reino.
 Como Familia Vicentina somos convidados para uma séria reflexão a respeito do SERVIÇO que realizamos em favor dos Pobres.
PISTAS PARA REFLEXÃO:
ü  Em que sentido e com que força Jesus e São Vicente nos falam de modo eficaz, mostrando-nos testemunhas de uma missão transformadora ?
ü  Que frutos colhemos durante o ANO JUBILAR?
ü  Quais sonhos alimentamos, defendemos em nossa práxis vicentina ?
       Sob a constante proteção da Santíssima Vírgem, Nossa Senhora das Graças, São Vicente, Santa Luísa e de todos os Santos e Santas da Família Vicentina, desejamos para todos um renovado fervor na nossa vocação vicentina.

                                 “Bendito seja Deus” ( São Vicente)
Um abraço vicentino,

Padre Carlos César Gonçalves de Oliveira, CM

terça-feira, 27 de setembro de 2011

HINO DA FAMÍLIA VICENTINA

São Vicente, um Santo para os dias de hoje.

Vicente de Paulo nasceu na pequena localidade de Pouy, no sul da França, aos 24 de abril de 1581. Filho de camponeses, com grande dificuldade, conseguiu estudar e foi ordenado padre ainda bem jovem, por volta dos 19 anos de idade. De início, continuou seus estudos e se dedicou a algumas atividades de caráter bem particular; estava mais preocupado em buscar um bom cargo na Igreja, para fugir da pobreza e conseguir seu bem-estar e o de sua família. Suas muitas dificuldades e seus sucessivos fracassos acabaram por levá-lo a sentir a necessidade de empenhar-se na busca da santidade e, com a segura orientação de sábios diretores espirituais, a dedicar sua vida ao serviço dos Pobres.
Em 1610, já em Paris, por orientação do Padre Bérulle, um de seus principais diretores espirituais, Padre Vicente foi nomeado capelão-esmoler da Rainha Margarida de Valois. Na casa da Rainha, sua obrigação era distribuir esmolas e donativos aos incontáveis pobres que ali pediam socorro. Este contato com os Pobres foi, em certo sentido, dilatando o coração de Vicente de Paulo e fazendo-o mais sensível ao sofrimento alheio.

Elementos marcantes da espiritualidade vicentina


Voltemos nossa mente e nosso coração para São Vicente de Paulo, homem de ação e de oração, de organização e de imaginação, de comando e de humildade, homem de ontem e de hoje. Que aquele camponês das Landes, convertido pela graça de Deus em gênio da caridade,  ajude todos nós a pôr mais uma vez as mãos no arado – sem olhar para trás – para o único trabalho que importa, o anúncio da Boa Nova aos Pobres. 
Estas palavras do Papa João Paulo II aos membros da Congregação da Missão, em 1986, indicam a riqueza e a atualidade do testemunho de vida e da experiência espiritual de São Vicente de Paulo.
Conhecido como Pai dos Pobres, Gigante da Caridade, Arauto da Ternura e da Misericórdia de Deus, São Vicente teve uma vida plena e fecunda de obras em benefício sobretudo dos mais abandonados. De espírito dinâmico e empreendedor, tomou iniciativas e liderou a execução de várias obras; foi um organizador das boas vontades, um formador de seus auxiliares e de multiplicadores; não fez tudo sozinho, soube suscitar colaboradores, ganhou adesões entusiastas e despertou a criatividade dos que o apoiavam; e ainda foi um colaborador leal em obras iniciadas por outros, sem pensar que só ele sabia fazer bem as coisas ou que só iriam dar bons resultados se fossem feitas por ele, a seu modo.
No entanto, a riqueza de seu testemunho não se reduz e nem se esgota na fecundidade e na eficácia operacional das suas atividades. O que dá sentido, unidade e dinamismo à vida e à obra de São Vicente é o seu grande e apaixonado amor pela pessoa de Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, que ele soube encontrar na pessoa dos Pobres. Pobre que não queria ser pobre, São Vicente não idealizou os Pobres; foi a eles, viu o sofrimento, a fome, o abandono pastoral, enxugou suas lágrimas, ouviu seus gritos, sentiu o próprio hálito dos que morriam amontoados nos corredores dos hospitais. Aí descobriu, na face sofrida dos Pobres, a imagem desfigurada de Cristo Jesus, o Servo Sofredor.