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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Catequese do Papa: aprendendo a orar com os Salmos

Queridos irmãos e irmãs:
Nas catequeses anteriores, vimos algumas figuras do Antigo Testamento, particularmente significativas, em nossa reflexão sobre a oração. Falei sobre Abraão, que intercede pelas cidades estrangeiras; sobre Jacó, que, na luta noturna, recebe a bênção; sobre Moisés, que invoca o perdão sobre o povo; e sobre Elias, que reza pela conversão de Israel. Com a catequese de hoje, eu gostaria de iniciar uma nova etapa do caminho: ao invés de comentar episódios particulares de personagens em oração, entraremos no “livro da oração” por excelência, o Livro dos Salmos. Nas próximas catequeses, leremos e meditaremos alguns dos salmos mais belos e mais apreciados pela tradição orante da Igreja. Hoje, eu gostaria de introduzir esta etapa falando do Livro dos Salmos em seu conjunto.
O Saltério se apresenta como um “formulário”de orações, uma seleção de 150 salmos que a tradição bíblica oferece ao povo dos crentes para que se converta em sua (nossa) oração, nosso modo de dirigir-nos a Deus e de relacionar-nos com Ele. Neste livro, encontra expressão toda a experiência humana, com suas múltiplas facetas, e todo o leque dos sentimentos que acompanham a existência do homem. Nos Salmos, entrelaçam-se e se exprimem alegria e sofrimento, desejo de Deus e percepção da própria indignidade, felicidade e sentido de abandono, confiança em Deus e dolorosa solidão, plenitude de vida e medo de morrer. Toda a realidade do crente conflui nestas orações, que o povo de Israel primeiro e a Igreja depois assumiram como meditação privilegiada da relação com o único Deus e resposta adequada em sua revelação na história. Quanto à oração, os salmos são a manifestação do ânimo e da fé, nos quais se pode reconhecer e nos quais se comunica esta experiência de particular proximidade de Deus, à qual todos os homens estão chamados. E é toda a complexidade da existência humana que se concentra na complexidade das diversas formas literárias dos diferentes salmos: hinos, lamentações, súplicas individuais e coletivas, cantos de agradecimento, salmos penitenciais e outros gêneros que podem ser encontrados nestas composições poéticas.
Apesar desta multiplicidade expressiva, podem estar identificados dois grandes âmbitos que sintetizam a oração do Saltério: a súplica, conectada com o lamento, e o louvor, duas dimensões correlacionadas e quase inseparáveis. Porque a súplica está motivada pela certeza de que Deus responderá, e este gesto abre ao louvor e à ação de graças; e o louvor e o agradecimento surgem da experiência de uma salvação recebida, que supõe uma necessidade de ajuda que a súplica expressa. Na súplica, o salmista se lamenta e descreve sua situação de angústia, de perigo, de desolação ou, como nos salmos penitenciais, confessa a culpa, o pecado, pedindo para ser perdoado.

São João do Seminário com os benfeitores(as)

                                                                                 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Celebração da Beatificação da Bem Aventurada Margarida Rutan.

Festa de Corpos Christi marca a chegada de Dom Teodoro Mendes Tavares à arquidiocese de Belém

A arquidiocese de Belém (PA) está em fase final de preparação para a festividade de Corpus Christi, quinta-feira, 23, e também para a apresentação do novo bispo auxiliar, que chega a arquidiocese no mesmo dia de Corpos Christi, após sua ordenação episcopal, que aconteceu no dia 8 de maio, na ilha de São Tiago, em Cabo Verde, presidida por Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém.

Tríduo

Um tríduo eucarístico em preparação à festa de Corpus Christi inicia-se neste domingo 19 em todas as paróquias da arquidiocese de Belém. Nos três dias que antecedem a celebração haverá um tema específico. Na segunda-feira será "Deixai vir a mim as criancinhas"; na terça, voltada para a juventude, "Senhor, o que preciso fazer para ganhar a vida eterna?" e na quarta-feira: "Eu e minha família serviremos o Senhor".

sexta-feira, 17 de junho de 2011

BEATIFICAÇÃO de Irmã Margarida Rutan, Filha da Caridade, 19 de junho de 2011

«À vida dos Santos, não pertence somente a sua biografia terrena, mas também o seu viver e agir em Deus depois da morte. Nos Santos, torna-se óbvio como quem caminha para Deus não se afasta dos homens, antes pelo contrário torna-se-lhes verdadeiramente vizinho» (DeusCaritas est, 42).
Eis um pouco de sua vida:
Margarida Rutan nasceu em 23 de abril de 1736, em Metz, na Lorena; foi batizada no mesmo dia. Margarida é a 8ª de 15 filhos. Marie Forat, sua mãe, é profundamente cristã e seu pai, Charles Gaspard Rutan, trabalhador honesto e corajoso. Com eles, ela aprende a acolher a vida como um dom de Deus.
Seu pai ensina a filha matemática e desenho. Em breve, ela é capaz de assumir a contabilidade da empresa de seu pai. Margarida ajudará toda a sua família até a idade de 21 anos.
Habitada por convicções profundas, ela compreende que Jesus a chama; com Ele, ela busca orientar suas forças ao serviço dos pobres.
Em 1756, Ir. Margarida Rutan entrou na Companhia das Filhas da Caridade para estar perto daqueles que sofrem ou que a história marginaliza e exclui. Ela deseja servi-los. Seguindo o Cristo, ela deseja suscitar a vida e a caridade ao seu redor, encorajar uma dinâmica de caridade. Durante 20 anos, ela coloca a serviço dos pobres, tudo o que ela é e recebe sem cessar de Deus e dos outros, aonde quer que os superiores a enviem.
Em 1779, seus superiores lhe confiam o serviço de uma comunidade no hospital de Dax. Durante dez anos, Ir. Margarida e suas Irmãs mantêm uma relação simples e fraterna com toda a população da cidade que lhes manifesta consideração, respeito e admiração.
1789, um período turbulento começa: a Revolução. Ele perturbou profundamente o país e atingiu pessoalmente Ir. Margarida, fazendo-lhe conhecer o sofrimento e a morte (9 de abril de 1794). É sua fidelidade ao Cristo e a Igreja que conduz Ir. Margarida ao martírio. Com efeito, a vida de Ir. Margarida era profundamente ancorada na pessoa de Cristo e sua Palavra. Cada dia, na escuta da Palavra, ela fazia a experiência do amor de Deus que modelava seu ser em profundidade e a comprometia a servir como Ele.
A exemplo de Cristo, Servo dos seus irmãos, ajoelhado para lavar os pés, Ir. Margarida deu sua vida para servir os pobres, os doentes e construir a fraternidade com todos.
A exemplo de Cristo, Servo da vontade do Pai, Ir. Margarida orientou toda a sua vida em relação ao Evangelho, desejando somente uma coisa: realizar a vontade de Deus.
A exemplo de Cristo, Servo Sofredor, desprezado, perseguido, Ir. Margarida se abandonou totalmente em Deus. Durante a tormenta revolucionária, ela testemunhou seu amor ao extremo.
A Igreja, reconhecendo seu martírio, marcou a data da Beatificação de Irmã Margarida RUTAN para 19 de junho de 2011, em Dax, nas Landes, na França.

Video sobre Irmã Margarida Rutan.