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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Encerramento e Confraternização do Seminário Pe.José Santana - Turma da Filosofia
No dia 10 de dezembro, no Seminário Pe.José Santana as 19:00hs, reuniram-se os seminaristas com a comunidade para celebrar e se confraternizarem por mais um ano de caminhada. A santa Missa foi celebrada pelo Pe.Adriano, pároco da Imaculada Conceição em Maceió, e concelebrada pelos padres Jânio, diretor da casa de Filosofia, e também pelo Pe.Silvio, diretor da casa de Teologia em Belém/Pa.
Foi uma noite muito especial, fortalecidos pela Eucaristia e também pela amizade cultivada entre todos aqueles que colaboram direto e indiretamente na formação dos futuros padres lazaristas. Que todos os seminaristas tenham uma boa viagem em visita a familia. Feliz Natal!!!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Dia Mundial da Paz - 1º de janeiro de 2013
Bem-aventurados os obreiros da paz
1. Cada ano novo traz consigo a
expectativa de um mundo melhor. Nesta perspectiva, peço a Deus, Pai da
humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam
tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e
próspera.
À distância de 50 anos do início do
Concílio Vaticano II, que permitiu dar mais força à missão da Igreja no
mundo, anima constatar como os cristãos, Povo de Deus em comunhão com
Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na história
compartilhando alegrias e esperanças, tristezas e angústias, anunciando a
salvação de Cristo e promovendo a paz para todos.
Na realidade o nosso tempo,
caracterizado pela globalização, com seus aspectos positivos e
negativos, e também por sangrentos conflitos ainda em curso e por
ameaças de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem
comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo.
Causam apreensão os focos de tensão e
conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres,
pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime
inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado. Além de
variadas formas de terrorismo e criminalidade internacional, põem em
perigo a paz aqueles fundamentalismos e fanatismos que distorcem a
verdadeira natureza da religião, chamada a favorecer a comunhão e a
reconciliação entre os homens.
E no entanto as inúmeras obras de paz,
de que é rico o mundo, testemunham a vocação natural da humanidade à
paz. Em cada pessoa, o desejo de paz é uma aspiração essencial e
coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e
bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um
princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um
desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos
desígnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem é feito para a
paz, que é dom de Deus.
Tudo isso me sugeriu buscar inspiração,
para esta Mensagem, às palavras de Jesus Cristo: «Bem--aventurados os
obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).
A bem-aventurança evangélica
2. As bem-aventuranças proclamadas por
Jesus (cf. Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23) são promessas. Com efeito, na
tradição bíblica, a bem-aventurança é um género literário que traz
sempre consigo uma boa nova, ou seja um evangelho, que culmina numa
promessa. Assim, as bem-aventuranças não são meras recomendações morais,
cuja observância prevê no tempo devido – um tempo localizado geralmente
na outra vida – uma recompensa, ou seja, uma situação de felicidade
futura; mas consistem sobretudo no cumprimento duma promessa feita a
quantos se deixam guiar pelas exigências da verdade, da justiça e do
amor. Frequentemente, aos olhos do mundo, aqueles que confiam em Deus e
nas suas promessas aparecem como ingénuos ou fora da realidade; ao passo
que Jesus lhes declara que já nesta vida – e não só na outra – se darão
conta de serem filhos de Deus e que, desde o início e para sempre, Deus
está totalmente solidário com eles. Compreenderão que não se encontram
sozinhos, porque Deus está do lado daqueles que se comprometem com a
verdade, a justiça e o amor. Jesus, revelação do amor do Pai, não hesita
em oferecer-Se a Si mesmo em sacrifício. Quando se acolhe Jesus Cristo,
Homem-Deus, vive-se a jubilosa experiência de um dom imenso: a
participação na própria vida de Deus, isto é, a vida da graça, penhor
duma vida plenamente feliz. De modo particular, Jesus Cristo dá-nos a
paz verdadeira, que nasce do encontro confiante do homem com Deus.
A bem-aventurança de Jesus diz que a paz
é, simultaneamente, dom messiânico e obra humana. Na verdade, a paz
pressupõe um humanismo aberto à transcendência; é fruto do dom
recíproco, de um mútuo enriquecimento, graças ao dom que provém de Deus e
nos permite viver com os outros e para os outros. A ética da paz é uma
ética de comunhão e partilha. Por isso, é indispensável que as várias
culturas de hoje superem antropologias e éticas fundadas sobre motivos
teorico-práticos meramente subjectivistas e pragmáticos, em virtude dos
quais as relações da convivência se inspiram em critérios de poder ou de
lucro, os meios tornam-se fins, e vice-versa, a cultura e a educação
concentram-se apenas nos instrumentos, na técnica e na eficiência.
Condição preliminar para a paz é o desmantelamento da ditadura do
relativismo e da apologia duma moral totalmente autónoma, que impede o
reconhecimento de quão imprescindível seja a lei moral natural inscrita
por Deus na consciência de cada homem. A paz é construção em termos
racionais e morais da convivência, fundando-a sobre um alicerce cuja
medida não é criada pelo homem, mas por Deus. Como lembra o Salmo 29, « o
Senhor dá força ao seu povo; o Senhor abençoará o seu povo com a paz »
(v. 11).
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Toda promessa se cumpre em Jesus, nele culmina a história de Deus com a humanidade.
Catequese de Bento XVI durante a audiência Geral da quarta-feira, 12 de dezembro
Queridos irmãos e irmãs,
na última catequese falei da Revelação de Deus, como comunicação que
Ele faz de Si mesmo e do seu plano de benevolência e de amor. Esta
Revelação de Deus entra no tempo e na história dos homens: história que
se torna “o lugar em que podemos constatar o agir de Deus em favor da
humanidade. Ele chega a nós por meio do que nos é mais familiar, e fácil
de verificar, que constitui o nosso contexto cotidiano, sem o qual não
conseguiríamos compreender-nos” (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 12,
Tradução Nossa).
O evangelista São Marcos - como ouvimos – relata, de forma clara e
sintética, os momentos iniciais da pregação de Jesus: "O tempo está
cumprido e o reino de Deus está próximo" (Marcos 1, 15). O que ilumina e
dá sentido pleno para a história do mundo e do homem começa a brilhar
na gruta de Belém; é o Mistério que contemplaremos daqui a pouco no
Natal: a salvação que se realiza em Jesus Cristo. Em Jesus de Nazaré
Deus mostra o seu rosto e pede a decisão do homem de reconhecê-lo e de
seguí-lo. O revelar-se de Deus na história para entrar em relação de
diálogo de amor com o homem, dá um novo sentido para todo o caminho
humano. A história não é apenas uma sucessão de séculos, de anos, de
dias, mas é o tempo de uma presença que lhe dá sentido e abre-a para uma
sólida esperança.
Onde podemos ler as fases desta Revelação de Deus? A Sagrada
Escritura é o melhor lugar para descobrir os acontecimentos deste
caminho, e gostaria de – mais uma vez – convidar a todos, neste Ano da
fé, para pegar em mãos com mais frequência a Bíblia e lê-la e meditá-la e
a prestar maior atenção nas Leituras da Missa dominical; tudo isso
constitui um alimento precioso para a nossa fé.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Advento: Um mistério que envolve inteiramente o cosmo e a história
Hoje a Igreja inicia um novo Ano Litúrgico, um caminho que é enriquecido pelo Ano da Fé, 50 anos após a abertura do Concilio Ecumênico Vaticano II. O primeiro tempo deste itinerário é o Advento, formado, no Rito Romano, pelas quatro semanas que antecedem o Natal do Senhor, isto é, a Encarnação. A palavra “advento” significa “vinda” ou “presença”. No mundo antigo indicava a visita do rei ou do imperador a uma província; na linguagem cristã refere-se à vinda de Deus, à sua presença no mundo; um mistério que envolve inteiramente o cosmo e a história, mas que conhece dois momentos culminantes: a primeira e a segunda vinda de Jesus Cristo. A primeira é a própria encarnação; a segunda é o retorno glorioso ao fim dos tempos. Estes dois momentos, que cronologicamente são distantes – e não se sabe o quanto -, tocam-se profundamente, porque com sua morte e ressurreição Jesus já realizou a transformação do homem e do cosmo que é a meta final da criação. Mas antes do final, é necessário que o Evangelho seja proclamado a todas as nações, disse Jesus no Evangelho de São Marcos (cf Marcos 13,10). A vinda do Senhor continua, o mundo deve ser penetrado pela sua presença. E esta vinda permanente do Senhor no anuncio do Evangelho requer continuamente nossa colaboração; e a Igreja, que é como a Noiva, a esposa prometida do Cordeiro de Deus crucificado e ressuscitado (cf Ap 21,9), em comunhão com o Senhor colabora nesta vinda do Senhor, na qual já inicia o seu retorno glorioso.
A isto nos convida hoje a Palavra de Deus, traçando a linha de condução a seguir para estarmos prontos para a vinda do Senhor. No Evangelho de Lucas, Jesus diz aos discípulos: “Os vossos corações não fiquem sobrecarregados com dissipação e embriaguez e dos cuidados da vida... vigiai em cada momento orando” (Lucas 21, 34.36). Portanto, sobriedade e oração. E o apostolo Paulo acrescenta o convite a “crescer e avantajar no amor” entre nós e com todos, para tornar nosso coração firme e irrepreensível na santidade (cfr 1 Ts 3,12-13). Em meio aos transtornos do mundo, ou ao deserto da indiferença e do materialismo, os cristãos acolham do Senhor a salvação e a testemunhem com um modo diverso de viver, como uma cidade colocada sobre um monte. “Naqueles dias- anuncia o profeta Jeremias- Jerusalém viverá tranquila, e será chamada: Senhor – nossa – justiça (33,16). A comunidade dos crentes é sinal do amor de Deus, da sua justiça que é já presente e operante na historia mas que ainda não foi plenamente realizada, e portanto, deve ser sempre esperada, invocada, procurada com paciência e coragem.
A Virgem Maria encarna perfeitamente o espirito do Advento, feito da escuta de Deus, do desejo profundo de fazer a sua vontade, de alegre serviço ao próximo. Deixemo-nos guiar por ela, para que o Deus que vem não nos encontre fechados ou distraídos, mas possa, em cada um de nos, estender o seu reino de amor, de justiça e de paz.
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