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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Memórial Vocacional

No dia 16 de julho, na cidade de Piripiri/PI, abrindo a jornada vocacional, aconteceu o memórial vocacional em preparação a ordenação presbiteral do diac Gilvan Manuel, CM. Fazer memória vocacional é trazer, em primeiro lugar,  presente o chamado que Deus nos faz e rever os passos dados e as experiências adquiridas para, a cada dia, sermos discipulos e missionários fiéis aos projeto de Deus. 
Estiveram presentes, no memórial vocacional, padres e seminaristas lazaristas, Filhas da Caridade e outras congregações animando e dando testemunho do seguimento a Jesus Cristo. Que este momento significativo na vida do nosso coirmão Pe.Gilvan, familiares e Congregação da Missão, faça despertar no coração dos jovens o desejo de entregar-se a Deus para o serviço e a evangelização dos pobres.
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domingo, 17 de julho de 2011

Ordenação Presbiteral do Diac. Gilvan Manuel,CM

A Aparição de Maria a Catarina Labouré - 18 de Julho de 1830.

No dia 18 de julho, Catarina é chamada a pôr-se a caminho. No meio da noite, ela descobre o mistério da presença graciosa de Deus. Deus nos busca ternamente, infatigavelmente e nos convida a entrar em Aliança com Ele. Sua presença ao nosso lado é sempre discreta, à imagem desta criancinha. Quando Deus chama, não se impõe, Ele dirige-se ao nosso coração para suscitar o melhor de nós mesmos, uma resposta na liberdade.
Esta Aparição de 18 de julho não é um parêntese na vida de Catarina. Ela traça-lhe um caminho de luz para a sua vida. O encontro de 18 de julho de 1830 é instrutivo sob vários aspectos. Através da pessoa de Maria, radiante de Deus, o caminho espiritual efetuado por Catarina é uma proposta para nos abrirmos ao infinito. Por Maria, é Deus que vem o nosso encontro, que “vem nos visitar” (Lc 1, 68;78). Hoje, Nossa Senhora “da Rua do Bac” nos convida também a viver, esta tarefa de redescobrir mais intensamente as duas dimensões do encontro, a dos irmãos e a de Deus.
A experiência do encontro de Catarina com Maria é, antes de tudo, uma história de amor. A relação sobrenatural que Maria oferece à Catarina não é para esmagá-la de bondade condescendente ou de exigências. Ela propõe-lhe que viva um encontro na verdade, na luz de Deus, onde cada pessoa tem necessidade do outro e a necessidade de amar. Toda a Bíblia não reconstitui a inexplicável história de amor de Deus com os homens e a infatigável confiança que Ele se obstina a dar-lhes?
Deus vem nos visitar, geralmente, sem fazer barulho. Convida-se como um amigo. Ele bate à nossa porta e espera respeitosamente a nossa resposta, porque não pode nos forçar a amar. O Amor não é possessivo, é oferenda. Deus mendiga nosso sim, nosso sorriso. Desde que Ele encontre em nós a porta aberta, pede senão para entrar e abrasar nosso coração com seu Amor. Mas, quando nós O acolhemos, Ele já se antecipou para nos acolher. Com Maria, compreendemos que o Amor de Deus nos precede e que o nosso não é senão resposta ao seu.
Catarina aprende junto de Maria a acolher o dom de Deus, a viver na graça. Então, cruzando o seu olhar, Catarina reconhece Maria porque ninguém até este dia, jamais pousou sobre ela um tal olhar... o amor que Catarina recebe na transparência do coração de Maria a revela a si própria. Com Maria, Catarina descobre o olhar que Deus tem sobre ela e o preço infinito de sua dignidade.
Quando Deus nos abre seu coração, Ele nos encaminha a compreender a íntima profundidade de sua Aliança: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor... Disse-vos essas coisas, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa”(Jo 15, 9-11).
Como Jesus com Nicodemos, a Samaritana, o cego de nascença... Deus nos trata com um extremo respeito. Sua escuta e sua compaixão nos ajudam a dar sentidos aos acontecimentos de cada dia, às vezes tão pesados, e a descobrir a alegria escondida em meio aos mínimos acontecimentos de cada dia. Escutando a Palavra de Deus, o nosso coração é modelado aos olhos de Deus para escutar os apelos do mundo e oferecer respostas de acordo com o seu coração.
O relato de 18 de julho de 1830 traça a experiência de um Amor que transporta. Para Catarina, a mensagem desta Aparição, é antes de tudo, acolhimento do Amor e responsabilidade de irradiá-lo. Os 45 anos de vida missionária de Catarina, vividos na discrição e aniquilamento, nos fazem pensar que a experiência espiritual desta noite de 18 de julho permitiu-lhe compreender, no mais profundo de si mesma, o que é a missão. Ela não é um ato voluntário que depende de nós, é “Vida de Deus” que trabalha em nós, nos despoja, nos penetra e se torna fecundo.
Com Irmã Catarina, aprendamos a nos deixar encontrar pelo olhar do Cristo e a nos expor ao seu olhar para ver o mundo como Ele o vê. Abramos o nosso coração à beleza e à humildade de Maria, “Estrela da Evangelização”, a fim de nos tornarmos, como ela, reflexo da Beleza e da Humildade de Deus. Deixemos o Espírito Santo fazer nascer em nós uma “nova criação” a fim de amar o mundo e ordená-lo no sentido do Reino de Deus.


Do livro: “Catarina Labouré: A Mensageira do Céu”, Irmã Anne Prévost.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos.

Estes Mártires Viram o que Pregaram 
O martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo consagrou para nós este dia. Não falamos de mártires desconhecidos. Sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do mundo a sua palavra (Sl 18,5). Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade.
São Pedro, o primeiro dos apóstolos, que amava Cristo ardentemente, mereceu escutar: Por isso eu te digo que tu és Pedro (Mt 16,19). Antes, ele havia dito: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). E Cristo retorquiu: Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja (Mt 16,18). Sobre esta pedra construirei a fé que haverás de proclamar. Sobre a afirmação que fizeste: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo, construirei a minha Igreja. Porque tu és Pedro. Pedro vem de pedra; não é pedra que vem de Pedro. Pedro vem de pedra, como cristão vem de Cristo. Como sabeis, o Senhor Jesus, antes de sua paixão, escolheu alguns discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos. Dentre estes, somente Pedro mereceu representar em toda parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira, mereceu ouvir estas palavras: Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (Mt 16,19). 
Na verdade, quem recebeu estas chaves não foi um único homem, mas a Igreja una. Assim manifesta-se a superioridade de Pedro, que representava a universalidade e a unidade da Igreja, quando lhe foi dito: Eu te darei. A ele era atribuído pessoalmente o que a todos foi dado. Com efeito, para que saibais que a Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus, ouvi o que, em outra passagem, o Senhor diz a todos os seus apóstolos: Recebei o Espírito Santo. E em seguida: A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos (Jo 20,22-23).
No mesmo sentido, também depois da ressurreição, o Senhor entregou a Pedro a responsabilidade de apascentar suas ovelhas. Não que dentre os outros discípulos só ele merecesse pastorear as ovelhas do Senhor; mas quando Cristo fala a um só, quer, deste modo, insistir na unidade da Igreja. E dirigiu-se a Pedro, de preferência aos outros, porque, entre os apóstolos, Pedro é o primeiro.
Não fiques triste, ó apóstolo! Responde uma vez, responde uma segunda, responde uma terceira vez. Vença por três vezes a tua profissão de amor, já que por três vezes o temor venceu a tua presunção. Desliga por três vezes o que por três vezes ligaste. Desliga por amor o que ligaste por temor. E assim, o Senhor confiou suas ovelhas a Pedro, uma, duas e três vezes.
Num só dia celebramos o martírio dos dois apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos.


Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo 295,1-2.4.7-8:PL38,1348-1352)

(Séc.V)