center
center

.

.

CASA DE RETIRO E ENCONTROS

CASA DE RETIRO E ENCONTROS
CONTATO: RUA SÃO VICENTE DE PAULO,300,ANTONIO BEZERRA - FORTALEZA/CE - TEL:(85)3235-6153

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Artigo sobre a Castidade

Antes de tudo, a castidade é uma Boa nova. Deve-se destruir por completa a ideia negativa e redutiva desta virtude. A castidade é uma postura de fundo, como um modo de ser, de entender a vida e de se relacionar consigo mesmo e com os outros, que ultrapassa a realidade puramente genital-sexual, mas que depois, consente captar-lhe a verdade e realizar seus fins. É um fato místico, não só ascético, tanto que, segundo Clement “para compreender todos os aspectos da castidade é preciso reler o cântico dos cânticos". 
Esse tema, o qual escolhi, tem como ênfase mostrar como é belo e é possível viver a castidade hoje, pois, é um desafio para o candidato que deseja doar-se totalmente a Cristo, para herdar o reino dos céus. A maior motivação que tenho é poder dizer que a castidade deve ser vivida com sinceridade e honestidade e sobretudo, devemos ser grandes imitadores de Cristo, pois a nossa castidade se espelha no próprio Senhor Jesus. 
Depois de entender o que seria a castidade, nos perguntamos: "A castidade e a sexualidade, como é vista no século que estamos? pode-se dizer que a castidade é colocada a serviço do amor?". A castidade, então, quer dizer renunciar, pelo reino, ao exercício genital sem renunciar ao fim natural da sexualidade. 
A castidade virginal significa, de modo mais positivo, realizar o fim especifico da sexualidade através da escolha virginal: como se fosse uma aposta, demonstrar que é possível viver a própria sexualidade também na escolha celibatária por causa do Reino dos céus. Por isso, não basta ser casto, negar-se aos assim chamados "prazeres da carne’’, mas é preciso captar na luminosidade e na ambiguidade da carne a incancelável presença do Espírito, a "centelha pascal", e oferecer o potente impulso que a sexualidade imprime na relação com o outro, para que seja fecunda. Justamente graças a esta dupla obediência, a continência casta permite ao celibatário por causa do reino se tornar, como dizia no Egito, Evaristo Pôntico, no século IV, "Separados de todos e unidos a todos". 
Tal renúncia aspirada e motivada não entristece o espírito de quem a pratica e se torna um belo testemunho de como Deus preenche o coração do virgem. De fato, favorece a concentração do amor e é mais possível e menos cansativa do que uma renúncia que não nasce desta síntese ou está menos atenta à gramática do corpo. 
A castidade, como falei no inicio, é virtude que regula; é portanto, norma , lei comportamental, com suas obrigações e proibição. Talvez, também por isto, não está entre as virtudes mais "populares", mesmo nos nossos ambientes, e muito menos é estilo de vida proposto na cultura hodierna. Isto acontece devido a uma série de equívocos que, quem sabe , também nós contribuímos para que nascessem. 
A castidade permite realizar aquele tipo de homem que se tornou "carnal até no seu espírito, e espiritual até na carne" (Agostinho). Ou, como diz o Catecismo da Igreja Católica, a castidade significa "a integração correta da sexualidade na pessoa e com isso a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual". Identificar a perfeita castidade simplesmente com o estado do celibato é uma atividade irrealista. Também seria injusto identificá-la com o estado matrimonial. Cada cristão é chamado a atender à castidade perfeita dentro do seu próprio estado de vida. As pessoas casadas que se mantêm fiéis estão no caminho da perfeita castidade segundo a sua vocação, embora não julguem facilmente que sua castidade seja perfeita quando a encaram como condição e fruto de seu amor mútuo numa total auto doação. Nenhum mortal jamais deveria pensar haver atingindo a perfeição das virtudes, embora ninguém devesse parar no caminho que conduz a tal meta, que é a certa. É preciso, portanto aceitar a castidade de dentro para fora, do fundo do coração para as atitudes externas. Mais do que isso é preciso entusiasmar-se por ela. Por isso é que não basta só aceitá-la. Aceitar é o primeiro gesto, é estender a mão, cumprimentar a castidade. Supõe abraçá-la, com efusão, vibrar por ela, aproveitá-la, tirar dela todo o proveito possível.
Que o Senhor Todo Poderoso nos conceda uma vida santa, para que sejamos seus evangelizadores aqui na terra, pois Cristo te chama a viver essa santidade. Sou feliz por viver a castidade, quero salutar que a castidade é um dom de Deus.
REFERÊNCIAS:
MOHANA. João, A Vida Sexual dos Solteiros e Casados. Ed. Loyola, São Paulo, Brasil, 1994.
AMEDEO, CENCINI, Virgindade e Celibato Hoje. Ed. Paulina, São Paulo, Brasil, 2009.
CATECISMO, Da Igreja Católica, Ed. Loyola, São Paulo, Brasil,2000.
Seminarista Alex Cezário da Silva, Lazarista

Nenhum comentário: