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CASA DE RETIRO E ENCONTROS

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Festa da Medalha Milagrosa


No decorrer do século XIX, uma circunstância à qual os historiadores não tenham dado a atenção que merece, contribuiu muito para o desenvolvimento desta devoção: a missão confiada pela Virgem Maria em 1830 a uma noviça das Filhas da Caridade da rua "du Bac", em Paris, a futura Santa Catarina Labouré. " Fazei, disse-lhe Maria durante uma aparição, cunhar uma Medalha conforme este modelo. As pessoas que a trouxerem ao pescoço, receberão muitas graças". O modelo, era a Virgem Maria, com as mãos estendidas emitindo raios de luz, com a inscrição: " Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".
Como é natural, foi preciso a Catarina Labouré um certo tempo para persuadir seu confessor, para falar sobre isso, com o Arcebispo de Paris, Monsenhor de Quelém. Finalmente, as primeiras medalhas foram cunhadas em 1832, logo distribuídas e solicitadas por toda a França e, em breve, por toda a Europa, acompanhadas de uma tal profusão de curas e conversões que então só se falava na Medalha Milagrosa.
Com a precisão e severidade do historiador, Renato Lautentin examinou atentamente os arquivos e fez os cálculos. Chegou à surpreendente conclusão de que no decorrer dos dez anos que vão de 1832 a 1842, foram cunhadas e distribuídas mais de cem milhões de Medalhas Milagrosas! Sobre tantos milhões de lábios havia pois ressoado, através de toda a Europa, a invocação: " Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Laurentin não hesita em ver aí " um dos mais vastos fenômenos de comunicação social que tenha existido antes da invenção das telecomunicações".
A Medalha é a expressão da maneira de agir de Deus, quando vem no meio de nós, quando quer se revelar a nós. É sempre com meios pobres e inesperados: uma gruta, um burrinho sobre o qual monta, uma cruz, a dos escravos... Para compreender todo o alcance da mensagem da Medalha, precisamos despir-nos de nosso orgulho para nos revestirmos do espírito de humildade.
Numa linguagem simples e universal, a Medalha dirige-se, principalmente, a todos os que têm um coração de pobre.
Comunicando a Medalha ao mundo, Maria espera que ela seja, não apenas um sinal de Amor, mas também um convite à fé absoluta neste Amor: " As graças serão abundantes para as pessoas que a trouxerem com inteira confiança". Maria procura despertar nossa confiança em Deus. Quer fazer de nós associados seus e não apenas assistidos pela graça.
A Medalha só atinge seu verdadeiro objetivo quando suscita esta confiança no coração de cada um.
Na rua "du Bac", não há prodígios, nem segredos. Maria entrega um simples mas indelével sinal, com o qual tente familiarizar-nos: a Medalha.
Pela face anterior da medalha, Maria nos fala de sua presença ativa em nossa história. Como Deus havia anunciado a Adão e Eva, Maria é a mulher que vem esmagar a cabeça da serpente, do tentador. Suas mãos abertas, estendidas sobre a terra, traduzem sua benevolência, acolhimento, sua atenção à vida dos homens. Maria está sempre a serviço de seus filhos.
A inscrição até desconhecida: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós", revela-nos a identidade profunda de Maria: ela é a Imaculada Conceição. Escolhida para ser a Mãe de Jesus, Maria é cumulada de graças e preservada de todo pecado. Além disso, Maria nossa Mãe, nos diz que pede a Deus e intercede a favor de cada um de nós, como o fez em Caná.
O anverso da Medalha revela o Amor. Maria Imaculada, com as mãos abertas, cheias de luz, é a mensageira de um Deus que nos ama e que não cessa de vir ao nosso encontro. Em Maria, tudo fala de amor. Ela é o sorriso de Deus para os homens.
Pelo reverso da Medalha, o projeto de amor de Deus pelos homens, nos é lembrado. Maria nos indica o lugar que ocupa no mistério de Cristo: seu coração é transpassado por uma espada perto do de seu Filho coroado de espinhos, seu monograma é encimado pela Cruz. Maria está no centro do mistério da Igreja: as doze estrelas evocam os doze Apóstolos escolhidos por Cristo.
O reverso da Medalha descreve as exigências do Amor. " O M encimado por uma Cruz e os dois corações dizem bastante", diz Catarina. Eles simbolizam a estreita colaboração de Maria na missão de Jesus até o sofrimento, na paixão e na morte. Jesus e Maria nos mostram o caminho do amor verdadeiro e fiel. Para amar de verdade, é preciso estar pronto a doar sua vida até o fim, para fazer viver os outros. É uma ilusão pensar que é fácil amar.
Usar a Medalha é aprender com Maria a rezar, a meditar com o coração. A oração Mariana na rua "du Bac", após a proclamação da escolha particular de Deus: "Ó Maria concebida sem pecado", toma a forma de um apelo, de uma invocação: "rogai por nós". Mas além do apelo, Maria convida-nos a pôr o nosso coração na invocação: " que recorremos a vós".

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