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CASA DE RETIRO E ENCONTROS

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Memória da Beata Lindalva Justo - Filha da Caridade

Irmã Lindalva foi a primeira mulher a ser beatificada no Brasil. Era ainda uma jovem Filha da Caridade, com 4 anos de vocação, quando sofreu o martírio. Sua fidelidade à vocação e seu amor a todas as pessoas, sem preferências, eram tão intensos que ela não hesitou em entregar sua vida por eles.
1953, 20 de outubro -  Nascimento
1989, 16 de julho - Entrada na Companhia das Filhas da Caridade
1989, 26 de julho - Envio em Missão para o Asilo Dom Pedro II
1993, 9 de abril -  Martírio
2007, 2 de dezembro -  Beatificada em Salvador, Bahia
7 de janeiro - Dia da festa
Nascida no dia 20 de outubro de 1953 no Brasil, na aldeia de Açu, Estado de Rio Grande do Norte, Lindalva é a 6ª de uma família de 15 filhos. Seus pais muito católicos têm uma fé simples e profunda. Lindalva recebe uma educação cristã comum. Menina generosa ajuda a mãe espontaneamente em casa. Sempre atenta, faz-se mediadora nas disputas entre seus amigos, ajudando-os a resolvê-las com doçura. Não é indiferente aos infortúnios dos outros; visita pessoas que vivem sozinhas ou pobres de sua cidade; algumas vezes, aconteceu-lhe até mesmo dar-lhes, na discrição, suas próprias roupas. Progressivamente, Lindalva compreende que seu caminho é o de Cristo que vai ao encontro dos pobres para testemunhar-lhes o amor de seu Pai. Após os estudos de Assistente em Administração, dedica-se a cuidar do pai idoso e doente que veio a falecer. Lindalva pede então ser admitida na Companhia das Filhas da Caridade: “Tenho 33 anos, sou de uma família simples e honesta. Faz muito tempo que sinto o desejo de entrar na vida religiosa, mas somente agora estou disponível a seguir o chamado de Deus. Gozo boa saúde e me sinto disponível e generosa para fazer o bem…”
No dia 16 de julho de 1989, Lindalva ingressou no seminário das Filhas da Caridade na Província de Recife. Enviada em missão em 1991 ao Abrigo Dom Pedro II, em Salvador, Estado da Bahia, ela é encarregada de coordenar o serviço aos homens idosos ou doentes.
Lindalva ama as pessoas idosas com um coração manso e humilde; olha-os com espírito de fé como seus senhores e mestres: “Peço a Deus que nos conceda sua sabedoria e sua docilidade para bem servir os pobres, nossos mestres”. Ela compreende a vocação como uma resposta à vontade de Deus: “Quando Deus chama alguém, não adianta se esconder. Mais cedo ou mais tarde, a vontade d’Ele prevalecerá”. Sua fé é uma adesão simples e total aos acontecimentos da vida que ela acolhe como um dom e um apelo de Deus: “Cada dia de nossa vida deve ser um dia de renovação e agradecimento a Deus pelo dom da vida e de seu chamado a seguir seu Filho, Jesus Cristo servindo-O nos pobres”. O elã de seu coração torna-a capaz de vencer todas as dificuldades: “Em todos os momentos das minhas orações, sinto um desejo tão grande do amor de Deus que um dia vou conseguir, nem que seja no último dia da minha vida”. Ela sabe partilhar sua fé com outros jovens e animar as companheiras em dificuldades: “Quando a dúvida de nossa vocação inquietar nosso coração, é necessário entregar-nos totalmente a Deus”.
“É carregando a Cruz que conhecemos o amor de Deus”. Estas palavras que a própria Irmã Lindalva pronunciou ressoam de maneira profética.
Enérgica, sorridente e disponível, Lindalva irradia a presença de Deus; ela vive sua vocação de serva dos pobres com um espírito de justiça impregnado de amor: ela ama cada um deles sem favoritismo e sem discriminação.
Na Sexta-Feira, 9 de abril de 1993, ao raiar da aurora, Lindalva participa com suas companheiras da Via-Sacra na Paróquia: a Cruz é o sinal do amor que se dá até ao extremo: “Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
Ao regressar, Lindalva prepara, como todas as manhãs, o café da manhã para os residentes. Logo que ela começa seu serviço, é brutalmente assassinada por um doente de 46 anos invadido pela loucura da violência: ele não suportava que ela resistisse às suas solicitações.
Esta jovem Filha da Caridade certamente não pensava em morrer tão cedo. Tendo feito de sua vida uma oferenda, ela testemunha por sua morte que: “Não há maior amor do que dar sua vida por aqueles que se ama” (Jo 15,13).
O processo de sua beatificação começou com uma aclamação popular. As pessoas ficaram impressionadas com a fé desta jovem Irmã, com seu serviço dos pobres e sua fidelidade ao seu compromisso que a conduziu até o martírio. Sua beatificação aconteceu em Salvador – Bahia – Brasil no dia 25 de novembro de 2007, festa de Cristo Rei, num imenso estádio com a presença de mais ou menos 60.000 pessoas.

Fonte:filles-de-la-charite.org

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