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domingo, 14 de agosto de 2011

O Pai

Deus é pai de todos. Pedir para que ele deserde ou castigue os outros, não é próprio de quem é seu filho. Por isso mesmo, todo tipo de guerra, ódio, vingança, rancor, desonestidade, discriminação, exclusão, desrespeito à vida e a dignidade do semelhante é querer um pai exclusivo para si. Ele nos enviou seu filho natural, ou seja, de sua natureza divina, para nos ensinar e realizar o elo de verdadeira fraternidade entre os humanos. Somente na vida de fraternidade entre nós é possível considerar Deus nosso pai. Jesus nos dá o direito de chamar e ter o pai dele como nosso. Até nos ensina a orar ao pai nosso. Não é simplesmente pai meu. Por isso, também através da oração nos comprometemos em viver a irmandade, superando a lesão ao bem do outro, mesmo sendo de outra mentalidade, religião, partido, ideologia, etnia, condição social...
O pai terreno só exerce boa paternidade quando se amolda aos ditames do Pai divino, obedecendo a ele com humildade e amor. Os filhos humanos, igualmente se realizam quando  sabem amar e obedecer a seus pais, configurando-se ao Filho de Deus. Teríamos famílias verdadeiramente felizes, mesmo com as dificuldades próprias de quem vive com os limites da natureza humana. Assim como Deus Pai ama o Filho Divino e não o deixa subjugado para sempre aos limites da natureza humana, fazendo-o ressuscitar, Ele também ama os que se parecem com esse Filho no tentar imitá-lo com a doação de si em bem dos irmãos.
Se há um só Pai divino, os filhos humanos têm seu amor e são estimulados a  viverem a humanidade com a marca do divino. A família humana que se preza como tal, fará tudo para ter o amor do Pai na prática de sua convivência. Na amplitude da família humana, precisamos fazer todo o esforço para minimizarmos os efeitos deletérios da maldade, da injustiça e desclassificação dos outros, principalmente os mais fragilizados. Numa família a lógica de atenção especial e principal leva todos ao cuidado mais diligente com quem está doente ou vive em necessidades especiais.
Precisamos fazer grande revisão na convivência social. Não é possível encontrarmos coerência por parte de quem diz aceitar a paternidade divina e nada fazer para que a vida no planeta, especialmente a humana, não seja tão espezinhada. Ações políticas precisam ser efetivadas para a melhora do atendimento às necessidades básicas de inúmeras pessoas vivendo em situação de exclusão social no mundo, no nosso país e em nossas comunidades urbanas e rurais. A consciência de cidadania nos deve levar a saber votar com inteligência e responsabilidade, para não elegermos pessoas que se aparentam boas, até cristãs, mas que são raposas que querem tomar conta do que é bem do povo para roubar e utilizar tudo em benefício de minorias inescrupulosas e desonestas. Se aceitassem realmente que o Pai divino é bom mas também justo, não dormiriam em paz enquanto não fizessem tudo para que seus irmãos mais fragilizados pudessem ser beneficiados com o dinheiro dos impostos para o atendimento de sua vida digna.
Elevamos nossos pedidos ao Pai divino em bem de todos os que são chamados de pais ou líderes terrenos. Assim serão felizes em atenderem realmente as necessidades dos filhos humanos para haver um verdadeiro convívio de irmandade e fraternidade entre todos.

Dom José Alberto Moura, CSS

Arcebispo Metropolitano de Montes Claros - MG

sábado, 13 de agosto de 2011

Rumo a Jornada Mundial da Juventude

Fé! Motivação! Espiritualidade! Esperiência! Compromisso! Essas cinco palavras indicam o desejo da Jovem Amanda, da Paróquia de São Raimundo Nonato/PA, e do padre Silvio Mitoso, da Provincia de Fortaleza da Congregação da Missão, em participar da Jornada Mundial da Juventude em Madri. Será um momento único de encontro com jovens e pessoas de diversos paises que unidos ao santo padre, o Papa Bento XVI, experimentarão Cristo vivo impulsionando-os ao amor, a fé, a esperança e a caridade. Esperamos que estes nossos irmãos tragam, em suas bagagens, muitas novidades...... Bom encontro!!!!!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Artigo sobre a Castidade

Antes de tudo, a castidade é uma Boa nova. Deve-se destruir por completa a ideia negativa e redutiva desta virtude. A castidade é uma postura de fundo, como um modo de ser, de entender a vida e de se relacionar consigo mesmo e com os outros, que ultrapassa a realidade puramente genital-sexual, mas que depois, consente captar-lhe a verdade e realizar seus fins. É um fato místico, não só ascético, tanto que, segundo Clement “para compreender todos os aspectos da castidade é preciso reler o cântico dos cânticos". 
Esse tema, o qual escolhi, tem como ênfase mostrar como é belo e é possível viver a castidade hoje, pois, é um desafio para o candidato que deseja doar-se totalmente a Cristo, para herdar o reino dos céus. A maior motivação que tenho é poder dizer que a castidade deve ser vivida com sinceridade e honestidade e sobretudo, devemos ser grandes imitadores de Cristo, pois a nossa castidade se espelha no próprio Senhor Jesus. 
Depois de entender o que seria a castidade, nos perguntamos: "A castidade e a sexualidade, como é vista no século que estamos? pode-se dizer que a castidade é colocada a serviço do amor?". A castidade, então, quer dizer renunciar, pelo reino, ao exercício genital sem renunciar ao fim natural da sexualidade. 
A castidade virginal significa, de modo mais positivo, realizar o fim especifico da sexualidade através da escolha virginal: como se fosse uma aposta, demonstrar que é possível viver a própria sexualidade também na escolha celibatária por causa do Reino dos céus. Por isso, não basta ser casto, negar-se aos assim chamados "prazeres da carne’’, mas é preciso captar na luminosidade e na ambiguidade da carne a incancelável presença do Espírito, a "centelha pascal", e oferecer o potente impulso que a sexualidade imprime na relação com o outro, para que seja fecunda. Justamente graças a esta dupla obediência, a continência casta permite ao celibatário por causa do reino se tornar, como dizia no Egito, Evaristo Pôntico, no século IV, "Separados de todos e unidos a todos". 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Show do Padre Gilvan em Tianguá.

No dia 07/08,  no Liceu da cidade de Tianguá/CE, aconteceu um show com o padre Gilvan Manuel da Provincia de Fortaleza da Congregação da Missão. O evento teve como objetivo arrecadar recursos financeiros para a construção da Igreja da comunidade Santo Antonio. Varias pessoas, entre elas, jovens, pessoas da comunidade de Santo Antonio e comunidades vizinhas,  poderam prestigiar e louvar a Deus por meio desse  momento de evangelização através da música. Que Deus continue abençoando o padre Gilvan em sua missão junto ao povo da cidade de Tianguá. Quem quiser contribuir, com a construção da igreja de santo Antonio, pode entrar em contato através do telefone: (88) 3671-1708.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Artigo da CNBB para mês vocacional


No mês agosto se inicia o Mês Vocacional, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde 1983. O mês vocacional tem como objetivo celebrar a diversidade das vocações e ministérios na vida da Igreja. O tema deste ano é: “Há esperança no caminho!”, e o lema: “Ardia nosso coração quando ele nos falava pelo caminho” (Cf. Lc 24,32).
Para celebrar esta ocasião, o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, padre Reginaldo de Lima publicou uma carta, no site da CNBB, ao qual pede a todos que comemorem o mês proposto e diz ter certeza que o Senhor fará surgir entre nós uma nova primavera vocacional.
O assessor fala ainda que os Regionais da CNBB já estão em festa, realizando atividades em celebração ao mês Vocacional. “por certo, cada um dos regionais, dioceses, paróquias e comunidades eclesiais já estão realizando suas atividades. Assim, unidos na oração pelas vocações queremos pedir ao Senhor da Messe que suscite vocações sacerdotais, religiosas em nossas comunidades, bem como jovens que se preparem dignamente para a vocação matrimonial, fazendo crescer em nossas comunidades a presença frutuosa das famílias cristãs e dos agentes pastorais”.
Padre Reginaldo encerra a carta dizendo: “Desejo a todos e a cada um em particular êxito nos trabalhos ao longo deste mês. Asseguro-lhes as minhas orações, ao mesmo tempo, que me confio às vossas orações. Recebam meu abraço e agradecimento pelo árduo, mas fundamental trabalho que realizam em prol das vocações”.

Seminaristas: Jonathan Igor e Alex Cesário