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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Os Magos representam os povos, como Civilizações, Religiões e Culturas

Palavras do Papa Bento XVI durante o Angelus na Epifania do Senhor.
Queridos irmãos e irmãs!
Desculpem o atraso. Ordenei quatro novos Bispos na Basílica de São Pedro e o rito durou um pouco mais. Mas hoje celebramos, sobretudo a Epifania do Senhor, a sua manifestação para as pessoas, enquanto várias Igrejas Orientais, segundo o calendário Juliano, festejam o Natal. Esta pequena diferença, que faz sobrepor os dois momentos, ressalta que aquele Menino, nascido na humilde gruta de Belém, é a luz do mundo, que orienta o caminho de todos os povos. É uma aproximação que nos faz refletir também do ponto de vista da fé: por um lado, no Natal, diante de Jesus, vemos a fé de Maria, de José e dos pastores; hoje, na Epifania, a fé dos três Reis Magos vindos do Oriente para adorar o rei dos Judeus.
A Virgem Maria, juntamente com seu esposo, representa a "estirpe" de Israel, o "resto" preanunciado pelos profetas, de onde deveria surgir o Messias. Os Magos, portanto, os povos, e podemos dizer também as civilizações, culturas e religiões, que estão, por assim dizer, no caminho para Deus, em busca do seu reino de paz, de justiça, de verdade, e de liberdade. Há um primeiro núcleo, personificado, sobretudo, por Maria, "filha de Sião": um núcleo de Israel, o povo que conhece e têm fé no Deus revelado aos Patriarcas e no caminho da história. Esta fé se cumpre em Maria, na plenitude dos tempos; nela "bem-aventurada porque acreditou" o Verbo se fez carne, Deus "apareceu" no mundo. A fé de Maria se torna a primícia e o modelo de fé da Igreja, povo da Nova Aliança. Mas este povo é desde o inicio universal, e isso vemos hoje nas figuras dos Magos, que chegam a Belém seguindo a luz de uma estrela e as indicações das Sagradas Escrituras.
São Leão Magno diz: "incontável descendência outrora prometida ao santo patriarca Abraão; descendência gerada não segundo a carne, mas pela fecundidade da fé " (Sermão 3 pela Epifania, 1: PL 54, 240). A fé de Maria pode ser comparada à de Abraão: é o novo início da mesma promessa, do mesmo plano imutável de Deus, que agora encontra o seu cumprimento em Jesus Cristo. E a luz de Cristo é tão límpida e forte que torna inteligível tanto a linguagem do cosmo, quanto das Escrituras, de modo que todos aqueles que, como os Magos, são abertos à verdade, podem reconhecê-la e chegar a contemplar o Salvador do mundo.
São Leão Magno diz ainda: “Entrem, pois, todos os povos, entrem na família dos patriarcas,... que todos os povos adorem o Criador do universo; e Deus não seja conhecido apenas na Judéia mas no mundo inteiro” (ibid.). Nesta perspectiva, podemos ver também as Ordenações episcopais que tive a alegria de conferir esta manhã na Basílica de São Pedro: dois dos novos bispos permanecerão a serviço da Santa Sé, e os outros dois partirão para serem Representantes Pontifícios junto a duas nações. Rezemos por cada um deles, pelo seu ministério, e para que a luz de Cristo brilhe no mundo inteiro.










Fonte: Zenite

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A verdade germinou! Deus nasceu!

 "Veritas de terra orta est!" - "Da terra germinará a verdade!" (Sl 85,12).
Queridos irmãos e irmãs de Roma e de todo o mundo, um Feliz Natal para todos vocês e para as suas famílias!
Expresso os meus votos de Natal, neste Ano da fé, com estas palavras, tiradas de um Salmo: “Da terra germina a verdade”. No texto do Salmo, na verdade, o encontramos no futuro: “Da terra germinará a verdade”: é um anúncio, uma promessa, acompanhada de outras expressões, que no conjunto soam assim: “Amor e Verdade se encontram, / Justiça e Paz se abraçam; / da terra germinará a Verdade, / e a Justiça se inclinará do céu. / O próprio Senhor dará a felicidade, / e nossa terra dará seu fruto. / A Justiça caminhará à sua frente, / e com seus passos traçará um caminho" (Sl 85,11-14).
Hoje esta palavra profética foi cumprida! Em Jesus, nascido em Belém da Virgem Maria, verdadeiramente o amor e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram; mas a verdade brotou da terra e a justiça surgiu do céu. Santo Agostinho explica com clara concisão: "O que é a verdade? O Filho de Deus. O que é a terra? A carne. Pergunte-se de onde Cristo nasceu, e veja por que a verdade surgiu da terra [...] a verdade nasceu da Virgem Maria" (Em in Ps. 84, 13). E em um discurso sobre o Natal, afirma: "Com esta festa que acontece todos os anos celebramos portanto o dia em que se cumpriu a profecia: “A verdade surgiu da terra e a justiça surgiu do céu”. A Verdade que é no sentido do Pai surgiu da terra para que estivesse também no seio de uma mãe. A Verdade que rege o mundo inteiro surgiu da terra para que fosse sustentada pelas mãos de uma mulher [...] A Verdade que o céu não é grande o suficiente para conter surgiu da terra para ser deitada numa manjedoura. Com que vantagem um Deus tão sublime se fez tão humilde? Com certeza que com nenhuma vantagem para si, mas com grande vantagem para nós, se acreditamos” (Sermões, 185, 1).

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A humildade profunda da fé obediente de Maria

Catequese do Papa Bento XVI na Audiência Geral
Virgem Maria: Ícone da fé obediente
Queridos irmãos e irmãs,
No caminho do Advento a Virgem Maria ocupa um lugar particular como aquela que de maneira única esperou a realização das promessas de Deus, acolhendo na fé e na carne Jesus, o Filho de Deus, em plena obediência à vontade divina. Hoje gostaria de refletir brevemente com vocês a fé de Maria a partir do grande mistério da Anunciação.
«Chaîre kecharitomene, ho Kyrios meta sou», “Alegra-te, cheia de graça: o Senhor é convosco” (Lc 1,28). São estas as palavras – trazidas pelo evangelista Lucas – com as quais o arcanjo Gabriel se dirige a Maria. À primeira vista o termo Chaîre, “alegra-te”, parece uma saudação normal, usual no âmbito grego, mas esta palavra, se lida a partir da tradição bíblica, adquire um significado muito mais profundo. Este mesmo termo está presente quatro vezes na versão grega do Antigo Testamento e sempre como um anúncio alegre da vinda do Messias (cf Sof 3,14; Gl 2,21; Zc 9,9; Lam 4,21). A saudação do Anjo à Maria é então um convite à alegria, a uma alegria profunda, anuncia o fim da tristeza que há no mundo diante das limitações da vida, do sofrimento, da morte, da maldade, da escuridão do mal que parece obscurecer a luz da bondade divina. É uma saudação que marca o inicio do Evangelho, da Boa Nova.
Mas porque Maria é convidada a alegrar-se desta maneira? A resposta se encontra na segunda parte da saudação: “o Senhor é convosco”. Aqui também para bem compreender o sentido da expressão devemos dirigir-nos ao Antigo Testamento. No livro de Sofonias encontramos esta expressão “Alegra-te filha de Sião,... Rei de Israel é o Senhor em meio a ti... O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, um herói que salva” (3, 14-17). Nestas palavras existe uma dupla promessa feita a Israel, à filha de Sião: Deus virá como salvador e fará habitação em meio ao seu povo, no ventre da filha de Sião. No diálogo entre o anjo e Maria se realiza exatamente esta promessa: Maria é identificada com o povo escolhido por Deus, é verdadeiramente a Filha de Sião em pessoa; nela se cumpre a esperada vinda definitiva de Deus, nela faz morada o Deus vivo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Visita do Visitador Provincial da PFCM aos Noviços em Campina Verde/MG

Sem.Nárion, Pe.Evaldo e Sem.José Carlos
No dia 11 de dezembro os noviços receberam, no Seminário Interno em Campina Verde/MG, o coirmão Pe. César que com muito amor e dedicação colocou-se disponivel para pregar dois dias de retiro,13 e 14, em preparação para o bom propósito. Dia 16 chegou o Pe. Evaldo, visitador da PFCM e o Pe. Odair da CMPS.
Dia 17 ao longo do dia foi realizada a avaliação do seminário Interno... Dia 18, as 10:30h, houve uma celebração Eucaristica de encerramento juntamente com a Família Vicentina. Em seguida tiveram um almoço festivo de confraternização. Dia 18 a tarde alguns já começaram a viajar em visita as familias. Dia 19 viajaram Nárion, Alagoas, Pe. Evaldo e José Carlos para o Ceará. Que Deus continue os abençoando.... Muita Fidelidade e perseverança na caminhada.... Conte com nossas orações. Abraço!!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Reflexão por ocasião do Natal de Jesus

 
Irmãos,
Paz e Alegria para todos Vocês!
Dom Helder Camara nos oferece uma pequena meditação:
“ANUNCIARAM UM PRESÉPIO VIVO
Uma Jovem linda fazia as vezes de Nossa Senhora... Um Senhor, meio idoso, fazia o papel de São José... Uma Criança loura de olhos azuis, era o próprio Menino Deus... Presépio vivo ou quadro teatral? ... Quem quiser Presépio vivo entre em qualquer mocambo dos Alagados, destes onde a Família apanha comida nas latas de lixo e vive sem luz, sem água, sem esgoto, sem voz e sem vez... Há sempre Criança nova dormindo em algum caixão de querosene, ameaçada de ser roída pelos ratos, ou de ter a cabeça devorada pelos porcos... Nome da Criança? Nome aparente: Zé, Amaro ou Severino... Nome de verdade: Jesus Cristo!”
Este texto nos convida a alguns instantes silenciosos. . . O Criador e Pai prova – pelo envio de seu Filho Jesus – que a Humanidade tem o direito feliz de ser humana... Que o Espírito do Homem de Nazaré mova todos os Corações para construirmos um Mundo respirável...
Mais de 2000 anos se passaram... 
A Humanidade celebra, mais uma vez, o feliz nascimento de Jesus. Esta Humanidade se tornou, após o primeiro natal – sempre mais – humana? Os dias de dezembro são, cada ano de novo, uma oportunidade para refletirmos um pouco. 
O Criador – Amor pleno – faz a mulher e o homem viverem em um belo paraíso, lugar certamente bem humano, pois repleto de paz, felicidade e bem-estar. Mas, o mal, o negativo, o egoísmo desviam o curso dos sonhos do Pai. As filhas e os filhos, na prática menos irmãs e menos irmãos, mergulham em dor e sofrimento. Os Profetas gritam, denunciando o que está errado, e anunciando o que é bom e belo. Nasce Jesus, trazendo vida, e “vida em abundância”; vem Jesus para a Humanidade se tornar novamente humana. 
E, neste final do ano 2012? Todas e todos vivem, realmente, vida humana? As Instituições – de todos os matizes – permitem, de verdade, vida humana? Não se precisa de muito tempo para descobrir que a realidade nua e crua deixa muito a desejar. 
Escravidões individuais e coletivas, em numerosas formas, freiam a possibilidade de a vida ser, cada vez mais, humana. Vegetar não é viver humanamente. Encontrar-se na “miséria que sub-humaniza” e no “egoísmo que desumaniza” – expressões de Helder Camara – não é viver humanamente. Estar rodeado por cercas que sufocam não tem muito a ver com vida humana. Por isso, Dom Pedro Casaldáliga sentencia: “Malditas todas as cercas que nos impedem de viver e amar!”. Vez por quando tem-se a impressão que temos pós-graduação em construir cercas! Cercas em torno de nós mesmos, cercas ao redor dos outros, cercas nas sociedades, cercas nas igrejas. Deste modo não se dá continuidade à vida que Jesus desejava trazer à terra no primeiro natal.