center

.

.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Festa da Visitação de Nossa Senhora

Das Homilias de São Beda, o Venerável, presbítero
(Lib. 1,4: CCL 122,25-26.30) (Séc.VIII)
Maria engrandece o Senhor que age nela
Minha alma engrandece o Senhor e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador (Lc 1,46).
Com estas palavras, Maria reconhece, em primeiro lugar, os dons que lhe foram  especialmente concedidos; em seguida, enumera os benefícios universais com que Deus  favorece continuamente o gênero humano.
Engrandece o Senhor a alma daquele que consagra todos os sentimentos da sua vida  interior ao louvor e ao serviço de Deus; e, pela observância dos mandamentos, revela  pensar sempre no poder da majestade divina.
Exulta em Deus, seu Salvador, o espírito daquele que se alegra apenas na lembrança de seu  Criador, de quem espera a salvação eterna.
Embora estas palavras se apliquem a todas as almas santas, adquirem contudo a mais plena
ressonância ao serem proferidas pela santa Mãe de Deus. Ela, por singular privilégio,amava com perfeito amor espiritual aquele cuja concepção corporal em seu seio era a causa de sua alegria.
Com toda razão pôde ela exultar em Jesus, seu Salvador, com júbilo singular, mais do que  todos os outros santos, porque sabia que o autor da salvação eterna havia de nascer de sua  carne por um nascimento temporal; e sendo uma só e mesma pessoa, havia de ser ao  mesmo tempo seu Filho e seu Senhor.
O Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome! (Lc 1,49). Maria nada atribui a  seus méritos, mas reconhece toda a sua grandeza como dom daquele que, sendo por  essência poderoso e grande, costuma transformar os seus fiéis,pequenos e fracos, em fortes  e grandes. 
Logo acrescentou: E santo é o seu nome! Exorta assim os que a ouviam, ou melhor,  ensinava a todos os que viessem a conhecer suas palavras, que pela fé em Deus e pela  invocação do seu nome também eles poderiam participar da santidade divina e da verdadeira salvação. É o que diz o Profeta: Então, todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo (Jl 3,5). É precisamente este o nome a que Maria se refere ao dizer: 
Exulta meu espírito em Deus, meu Salvador.
Por isso, se introduziu na liturgia da santa Igreja o costume belo e salutar, de cantarem todos, diariamente, este hino na salmodia vespertina. Assim, que o espírito dos fiéis, recordando freqüentemente o mistério da encarnação do Senhor, se entregue com generosidade ao serviço divino e, lembrando-se constantemente dos exemplos da Mãe de Deus, se confirme na verdadeira santidade. E pareceu muito oportuno que isto se fizesse na hora das Vésperas, para que nossa mente fatigada e distraída ao longo do dia por pensamentos diversos, encontre o recolhimento e a paz de espírito ao aproximar-se o tempo do repouso.

Festa de Corpus Christi

Das Obras de Santo Tomás de Aquino, presbítero
(Opusculum 57, In festo Corporis Christi, lect. 1-4) (Séc.XIII)
Ó precioso e admirável banquete!O unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da sua divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, dos homens fizesse deuses. 
Assim, tudo quanto assumiu da nossa natureza humana, empregou-o para nossa salvação. Seu corpo, por exemplo, ele o ofereceu a Deus Pai como sacrifício no altar da cruz, para nossa reconciliação; seu sangue, ele o derramou ao mesmo tempo como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados.
Mas, a fim de que permanecesse para sempre entre nós o memorial de tão imenso benefício, ele deixou aos fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o seu corpo como alimento e o seu sangue como bebida. Ó precioso e admirável banquete, fonte de salvação e repleto de toda suavidade! Que há de mais precioso que este banquete? Nele, já não é mais a carne de novilhos e cabritos que nos é dada a comer, como na antiga Lei, mas é o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que se nos dá em alimento. Poderia haver algo de mais admirável que este sacramento?
De fato, nenhum outro sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.
É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos, para que aproveite a todos o que foi instituído para a salvação de todos.
Ninguém seria capaz de expressar a suavidade deste sacramento; nele se pode saborear a doçura espiritual em sua própria fonte; e torna-se presente a memória daquele imenso e inefável amor que Cristo demonstrou para conosco em sua Paixão.
Enfim, para que a imensidade deste amor ficasse mais profundamente gravada nos corações dos fiéis, Cristo instituiu este sacramento durante a última Ceia, quando, ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai. A Eucaristia é o memorial perene da sua Paixão, o cumprimento perfeito das figuras da Antiga Aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou. É ainda singular conforto que ele deixou para os que se entristecem com sua ausência.

domingo, 19 de maio de 2013

Familia Vicentina (Regional Belém) - Convite


Regional Belém
 Prezados irmãos(as) em São Vicente de Paulo, 
Este ano, por excelência, estamos vivenciando o ano da fé. No dizer do Santo padre o Papa Emérito Bento XVI este ano quer  ser “ um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo...  Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, «autor e consumador da fé» (Heb 12, 2): n’Ele encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento”
Na Igreja, vivemos nossa fé na Pessoa de Jesus Cristo imbuídos (as) do carisma de São Vicente e Santa Luiza que viveram autenticamente essa fé no amor e no serviço aos mais pobres; portanto esse ano da fé para nós vicentinos significa não só fortalecer nossa fé no Deus da Vida mas, também, cada vez mais vive-la através da caridade(amor): concretude da fé.
Estamos convidando todos s ramos da família vicentina em Belém para uma tarde de formação em torno do tema: “ A fé de (em)  São Vicente de Paulo”, assessorado pela leiga Orlanda Rodrigues Alves, ex sub secretaria da CNBB – regional Norte II. Essa formação será na paróquia da Imaculada Conceição – dos missionários Lazaristas, que fica a rua Snapp , 09 – no conjunto Gleba III, bairro castanheira, as 15 hs.
Como você chegar: descer no inicio da Av. Augusto Montenegro, próximo ao entroncamento, no colégio Madre Celeste, pegando a primeira rua a direita você  verá já a placa indicativa da paróquia. Qualquer dúvida ligar para: 32774642 e 8180-1187.
                                                                                                                                          Atenciosamente,
Pe. Raimundo Nonato Cândido da Silva.CM

Pentecostes: O Envio do Espírito Santo

Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo

(Lib. 3,17,1-3:SCh34,302-306) (Séc.II)

Ao dar a seus discípulos poder para que fizessem os homens renascer em Deus, o Senhor lhes disse: Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19)
Deus prometera, por meio dos profetas, que nos últimos tempos derramaria o seu Espírito sobre os seus servos e servas para que recebessem o dom da profecia. Por isso, o Espírito Santo desceu sobre o Filho de Deus, que se fez Filho do homem, habituando-se com ele a conviver com o gênero humano, a repousar sobre os homens e a morar na criatura de Deus. Assim renovava os homens segundo a vontade do Pai, fazendo-os passar da sua antiga condição para a vida nova em Cristo.

São Lucas nos diz que esse Espírito, depois da ascensão do Senhor, desceu sobre os discípulos no dia de Pentecostes, com o poder de dar a vida nova a todos os povos e de fazê-los participar da Nova Aliança. Eis por que, naquele dia, todas as línguas se uniram no mesmo louvor de Deus, enquanto o Espírito congregava na unidade as raças mais diferentes e oferecia ao Pai as primícias de todas as nações.

Foi por isso que o Senhor prometeu enviar o Paráclito, que os tornaria capazes de receber a Deus. Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto.

Com efeito, nossos corpos receberam, pela água do batismo, aquela unidade que os torna incorruptíveis; nossas almas, porém, a receberam pelo Espírito.
O Espírito de Deus desceu sobre o Senhor como espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e de temor de Deus (Is 11,2). É este mesmo Espírito que o Senhor por sua vez deu à Igreja, enviando do céu o Paráclito sobre toda a terra, daquele céu de onde também Satanás caiu como um relâmpago (cf. Lc 10,18).

Por esse motivo, temos necessidade deste orvalho da graça de Deus para darmos fruto e não sermos lançados ao fogo, e para que também tenhamos um Defensor onde temos um acusador. Pois o Senhor confiou ao Espírito Santo o cuidado da sua criatura, daquele homem que caíra nas mãos dos ladrões e a quem ele, cheio de compaixão, enfaixou as feridas e deu dois denários reais. Tendo assim recebido pelo Espírito a imagem e a inscrição do Pai e do Filho, façamos frutificar os dons que nos foram confiados e os restituamos multiplicados ao Senhor.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Convite para os Jovens Vicentinos (Regional Belém)

Belém, 13 de maio de 2013
“Eis-me aqui, envia-me” ( Is 6,8)
A Família Vicentina do Núcleo Belém, tem alegria de convidar os jovens para o encontro que vai se realizar no próximo domingo, 19 de maio de 2013, das 7h às 12h no Salão paroquial da Igreja São João Batista, rua 03, em Icoaracy.
No presente encontro estaremos refletindo, com a ajuda e assessoria do Padre Adriano Santos, CM (Lazarista) sobre a temática da CF 2013: “Eis-me aqui, envia-me”( Is 6,8).
Pedimos aos jovens que levem para o encontro, além de sua energia vicentina um copo para uso pessoal.

PROGRAMAÇÃO:


7h30 - Chegada

8h00 - Oração ( seminaristas)

8h30 - Apresentação

9h00 - Assessoria

10h00- Lanche

10h30- Louvor

11h00- Assessoria ( conclusão e encaminhamentos)

12h00 - Encerramento





Coordenação da Família Vicentina – Regional Belém

Para Refletir: São Vicente de Paulo

Caros Irmãos e Irmãs,
No dizer de alguém, São Vicente de Paulo, “quase mudou a face da Igreja”. Considero uma afirmação justa, pois sendo ele um homem de seu tempo, sua capacidade e enxergar longe, de ter uma visão da realidade sob o método do VER-JULGAR-AGIR, pensado e adotado pelo Concílio Vaticano II, quase três séculos depois.
O amor que São Vicente tinha pela Igreja era extraordinária.  A partir de sua vida de união com Deus, pela Oração e a aplicação da oração na vida concreta, ele chegou a dizer que a Igreja precisava se converter aos pobres, tornando-se uma Igreja servidora.
Essa mentalidade era impensável para o contexto do Século XVII. Por isso, convém expressar com toda propriedade que a vida e missão do Pai da Caridade, foi orientada por uma fé autêntica, comprovada no amor-serviço aos pobres, “razão teológica” de nossa vocação vicentina.
Como herdeiros do carisma que norteou definitivamente a vida de nosso honoratíssimo Pai Vicente de Paulo, temos o compromisso de, imbuídos do Evangelho, guiados pelo Espírito, fonte de profecia e esperança, transmitir na fé e na obediência a experiência de São Vicente de Paulo com o testemunho de nossa vida.
O contexto de mundo e de Igreja no tempo de São Vicente como também a conjuntura atual da Igreja e do mundo revelam a necessidade de trabalharmos em espírito de unidade e com “a força dos braços e o suor do rosto” para que o amor a paz, a  justiça, a solidariedade, a distribuição equititativa dos bens naturais, a reforma agrícola e agrária sejam as bases fundamentais para conduzir a humanidade para uma vida digna, segundo o Projeto de Deus, anunciado e testemunho por Jesus Cristo, “O Enviado do Pai” ao mundo para nos salvar.
Contemplando essa imagem do glorioso Vicente de Paulo, patrono de todas as obras de caridade, podemos interpretar de várias maneiras. O gesto que ele aponta significa que é necessário silenciar antes para escutar o outro. Esse outro que é o próximo, alguém que está perto de nós seja fisicamente, seja pelos laços consangüíneos, seja pela prática da caridade evangélica, como nos ensina a parábola do Bom Samaritano. Significa a importância de silenciar em atitude de respeito, de veneração, de busca atenta a voz do Espírito Santo que nos interpela através do acontecimentos. Significa ainda que devemos falar pouco, ouvir e agir muito.
A fidelidade compreendida por São Vicente orienta os seus filhos e filhas e todos que o tem como fundador e inspirador a buscarem sempre corresponder na seriedade, na firmeza, na convicção e  no serviço evangelizador dos pobres, verdadeiramente pobres e os considerados “vulneráveis”, na linguagem hodierna.
Peçamos a constante proteção da Santíssima Vírgem, modelo de Mãe, de serva fiel e discípula missionária que apresente a Jesus Cristo e este como Filho ao Pai nosso desejo de viver na santidade.
União de orações e um grande abraço,
 Padre César, CM